
Ao contrário do aventador António de Almeida, eu nunca acreditei muito no potencial da candidata Kamala Harris.
Hoje, dou a mão à palmatória: o António de Almeida tinha razão. Assisti em directo, através da CNN Internacional, ao discurso de aceitação de Kamala Harris.
A primeira parte é um tratado de comunicação de massas. Poderoso. Que vai ao coração do eleitorado que importa e a América adora uma boa história “lamechas”. A terceira e última parte, internacionalista, foi de tomates – nem Obama iria tão longe (as mulheres sempre tiveram mais “tomates” que os homens, diga-se). Israel e Palestina no tom e modo certo. Foi preciso esperar por 2024 para voltar a ouvir um grande discurso de aceitação, o último tinha sido em 2008, com Obama.
Sobretudo, imperou em todo o seu discurso o bom senso e como este faz falta à política na actualidade






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