Sem saber ler nem escrever

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Trumpalhada, poupem-me de merdas: um presidente não tem que ter 10 mestrados e 4 doutoramentos. Mas ler e escrever são requisitos mínimos. Até para um nacionalista (principalmente para um nacionalista?), a quem o novo politicamente correcto me obriga a chamar conservador. Como o gajo da Arábia Saudita, que manda fatiar jornalistas, mais o Orbán e o Bolsonaro. São todos conservadores e até bastante liberais. Já agora, que raio de nacionalistas são estes, que não respeitam o valor da língua materna? Que falam de tradições e raízes, mas não se dão ao trabalho de escrever correctamente? [Read more…]

Carta aberta a Jorge Nuno Pinto da Costa

Caro Presidente,

Anunciava um destes dias o Jornal de Notícias que já está em marcha a sua Comissão de Recandidatura, liderada pelo habitual Fernando Cerqueira, e que no início de 2019 começa a recolha de assinaturas. 
Tem sido um espectáculo habitual nas últimas décadas: de quatro em quatro anos, os pedidos para que fique multiplicam-se à medida que as eleições se vão aproximando. E o Presidente, que promete de cada vez ser o último mandato, acaba sempre por ficar. Já vi esta narrativa várias vezes e imagino como vai acabar.
Desta vez, no entanto, o Presidente não pode esquecer que no final do próximo mandato, em 2024, terá 87 anos. Não é justo que faça mais este esforço. Nem para si nem para o clube.
Penso que chegou a hora, pois, que todos nós sabíamos que um dia iria chegar: a hora de lhe agradecer por tudo o que fez pelo clube. Por si e pelo FC Porto, peço-lhe: anuncie desde já que este é MESMO o seu último mandato e que não vai recandidatar-se. Deixe que apareçam alternativas. Deixe o FC Porto viver sem si.
Sei que não é o momento ideal para esta minha carta. É fácil apoiar quando a bola entra na baliza. Afinal, somos os actuais Campeões Nacionais, no final de um campeonato marcado por uma vergonha como há muito não se via a nível de arbitragens e no auge do caso dos emails e de todos os outros casos que o grande Francisco J. Marques soube denunciar.
Ao mesmo tempo, felizmente, as coisas estão a correr bem para a nossa equipa de futebol e mal para os nossos adversários directos – um já despediu o treinador e o outro está na iminência de fazer o mesmo.
Mas contrariando o que escrevi antes, não seria mesmo este o momento ideal? Com o barco a navegar placidamente, sem ventos nem marés, um anúncio desta importância não provocaria qualquer tormenta. O Presidente teria quase dois anos pela frente para terminar o seu trabalho enquanto a equipa de futebol desenvolvia normalmente a sua actividade. Ao mesmo tempo, eventuais candidatos às eleições de 2020 saberiam com o que contar e poderiam começar desde já a contar espingardas. Fazer pontes. Unir.
Respondo à pergunta que fiz. Não, este não seria o momento ideal. O Presidente, perdoe-me a franqueza, já devia ter saído em 2004.  [Read more…]

Eleições “amaricanas”

Quem quiser acompanhar os resultados da eleição que decidirá quem controla o Senado e a Câmara dos EUA, pode fazê-lo, por exemplo, aqui:

 

Resistir

Por Daniel Resende

As eleições em 2018 já deixaram claro o quanto fomos claramente manipulados e divididos em bolhas.

Ficamos surdos com o barulho do eco dentro da bolha e nos perdemos em causas indentitárias (justíssimas, aliás), mas que nos afastaram de grande parte da sociedade.

O discurso reacionário, violento, opressor e cheio de ódio de Jair Bolsonaro encontrou abrigo em uma sociedade neo-pentecostal, egoísta, rancorosa, abalada pela crise econômica e assustada com a violência.

Não falo apenas dos ricos ou da classe média tão bem definida por Marilena Chauí. “A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante”, disse em 2013.

Essa turma se acha elite enquanto observa um horizonte de prédios medíocres sentada na varanda (área gourmet para ser mais chic) e ajusta a bússola da essência na busca por encontrar no Norte um SUV branco.

Estão sempre a serviço dos verdadeiros ricos. São os sabujos da engrenagem social. Bajulam o andar de cima, pois temem que o elevador chegue com outras pessoas no andar que estão.

Se destacam nessa fauna os burocratas do judiciário e ministério público com gravatas e camisas pretas (que coisa brega!), os chefinhos de merda das redações, os militares que fedem naftalina, os médicos sem humanidade entre outros que exercem grande influência no debate público e arrastam a reboque a opinião pública.

Contra isso só há um discurso capaz de reduzir as imensas desigualdades de um país vítima da colonização e escravidão:

Luta de classes.

É o que une a ativista transexual e a fiel da Universal no mesmo campo.

Por isso, a fala do Mano Brown na terça-feira, em evento do PT no RJ, foi sensacional: “Deixou de entender o povão já era. Se somos o Partido dos Trabalhadores tem que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta pra base e vai procurar entender. As minhas ideias são essas. Fechou”.

Vamos virar e se não virar vamos resistir.

Mas vamos resistir pra caralho!

Somos Vermelhos

“Minha bandeira nunca será vermelha” vociferam coxinhas ignorantes.

Vamos lembrar o que significa a palavra BRASIL – Vermelho, no tupi-guarani.

O nome veio do Pau-brasil (ou pau vermelho), devido o pigmento extraído da árvore.

Então: nós povos originários das florestas brasileiras. Nativos genuínos com uma forte ancestralidade há milênios aqui: somos vermelhos.

Todos os povos indígenas brasileiros se encontram ameaçados já que o candidato Jair Bolsonaro planeja apressar liberações de licença para desmatamento na Amazônia e reduzir as reservas indígenas. Resistiremos.

#haddadsim #elenão #caixa2dobolsonaro #brasil

#EleMente

“Conhecereis a verdade é ela vos libertará”. João 8:38

Daqui há 20 anos essa eleição será o período mais estudado da história política do Brasil.

A verdade obviamente não chegará anonimamente pelo WhatsApp. Por isso uma das ações concretas foi do TSE

foi notificar o candidato que espalha mentiras pelas redes.

Apesar da cegueira coletiva muitos votos estão sendo revertidos graças à checagem dos fatos e o interesse dos eleitores que confrontam o discurso com a realidade.

Vamos a cinco fatos que revelam as mentiras do candidato Jair Bolsonaro ser um político honesto. Obs: o velho Jair está na política há 28 anos, tempo suficiente para criar um clã às custas do erário público.

1⃣ Bolsonaro recebeu na sua conta pessoal 200mil da JBS

👉🏼https://catracalivre.com.br/cidadania/bolsonaro-assume-propina-ao-explicar-doacao-de-r200-mil-da-jbs/

2⃣ Bolsonaro pagava empregasa fantasma vendedora de açaí com verba pública

👉🏼https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1949719-bolsonaro-emprega-servidora-fantasma-que-vende-acai-em-angra.shtml

3⃣ Bolsonaro empregava irregularmente seus parentes na câmara

👉🏼https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc15089923.htm

4⃣ Irmão do Bolsonaro era empregado fantasma, recebendo 17 mil por mês

👉🏼 https://noticias.r7.com/brasil/funcionario-fantasma-irmao-de-jair-bolsonaro-recebia-r-17-mil-por-mes-da-alesp-07042016

5⃣ Patrimônio do Bolsonaro é suspeito, com indícios de lavagem

👉🏼 https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-01-07/jair-bolsonaro-patrimonio-familia.html

Melhor candidato para mulheres

O Brasil registra um quadro absurdo de violência à mulher. Dentre os agressores a imensa maioria são homens armados.

Observando o histórico de tratamento dado às mulheres de ambos candidatos eu pergunto então: quem será o candidato que promoverá a redução dessa violência à mulher?

Ps: na Foto Haddad e Ana Estela Haddad completando 30 ano de casados e renovando os votos e Bolsonaro xingando Maria do Rosário.

Fernando Haddad e Estela Haddad renovando os votos após 30 anos de casamento.

Trecho de vídeo em que Jair Bolsonaro xinga Maria do Rosário.

O Brasil merecia melhor…

#EleNão reúne milhares de mulheres no Brasil

Salvador, Brasília, BH, Rio de Janeiro, São Paulo etc – O Brasil antifascista foi às ruas hoje. Milhares de mulheres, homens e crianças para dar um recado que será confirmado no dia 07/10

Se por um lado esse candidato abriu o esgoto mostrando a quantidade de gente racista, machista, misógina, lgbtfobicos e burra, também uniu pessoas com um propósito: #EleNão.

Fotos Mídia Ninja

Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais

Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.

Estavam enganados.

Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]

Crónicas do Rochedo XXV – E é isto que o PSD tem para apresentar?

rio e santana

Depois do resultado do PSD no Porto e em Lisboa, Pedro Passos Coelho apresentou a demissão e foram marcadas eleições directas para escolher um novo líder. Na lógica própria destas coisas, Rui Rio apresentou-se como candidato. Cumpre a lógica da coisa. Foram vários anos em que uma parte do PSD espreitou através do nevoeiro a ver se vinha Rio, qual D. Sebastião, para resgatar a virtude e os bons costumes. Finalmente, o homem enfrenta os seus medos e avança.

Perante esta candidatura, seria normal que a outra parte do PSD fosse a jogo com um candidato. Ou mais do que um. Seria lógico o avançar de Montenegro cobrindo a ala passista. Seria lógico o avançar de Rangel, cobrindo a parte mais “centro-direita/direita” do PSD, assim como a elite “intelectual”. Seria lógico o avanço de Marco António Costa como expoente máximo do aparelho (ler: distritais, principais concelhias e os grandes caciques locais). Seria lógico avançar alguém diferente no papel de renovação do partido (e aqui renovação não significa, necessariamente e apenas, uma questão de idade/geração, mas ideias e projecto). Tudo isto seria lógico. Não fosse o PSD um partido onde, muitas vezes, a lógica é uma batata. Tal como o seu irmão gémeo, o PS.

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Primeiros resultados das eleições na Alemanha

Extrema direita com ca. 13% no parlamento (vindos sobretudo do leste (ex-RDA)), partido de Merkel com o pior resultado desde 1949, SPD de rastos, Linke e Verdes na mesma e os (neo-)Liberais regressam ao parlamento.

Isto dá vontade de emigrar.

Os cães

Um negócio de 33 mil milhões de dólares anuais, que emprega cerca de 88 mil pessoas em todo o mundo. Vende, fundamentalmente, emoções. Melhor escrevendo, aquilo que as compensa ou substitui. E já influencia eleições.

Prognóstico

De França, hoje à noite, pode vir algum alívio. Mas nunca uma boa notícia.

Au secours!

“Bonsoir, boa tarrde. Je suis um crapeau français, pardon, sapo frrrancês. Eu fugirr e emigrrar para o Porrrtugal du Geringonce. Ici em France, la gauche, pardon, esquerrrrda, ir engulirr muitos crapeaus, sapos, dans la deuxiéme, segunda volte das eleccions. Sauvez moi! Bonsoir, merci et à tout à l’heure”.

Eleições no Sporting: O milagre da multiplicação

18 755 votantes, 83 244 votos. Este é que é o verdadeiro milagre.

Eleições – Estórias de gentes do Douro

Maria Manuela Santos de Almeida Ferreira dos Santos*

As tão apregoadas eleições livres aproximavam-se. Na Quinta Grande, a Srª D. Cesaltina ensinava os seus trabalhadores. Quase todos tinham a quarta classe, mas o jardineiro já velho, que ali nascera, nunca dali saíra, não sabia ler nem escrever.
Então ela ia-lhe ensinando todos os dias três letras – C D S – as únicas que ele precisava de aprender para votar.
Era um sacrifício para o Sr. Joaquim, por cujas mãos só tinham passado sachos, enxadas e lavoura, tentar pegar no lápis para melhor decorar aquelas letras.
Mas como a patroa lhe dava sempre um copito a mais para o animar, lá treinava.
Depois de muitos dias de esforço, a Srª D. Cesaltina estava vaidosa e contava às suas amigas que conquistara mais um. Até já se sentia uma professora a ensinar meninos, tão fácil lhe parecera a tarefa.
Chegou o dia e o Sr Joaquim, no seu fato domingueiro, lá foi cumprir o seu dever de cidadão. Não sabia bem o que era, mas tinha de fazer uma cruz.
Volta a casa.
A patroa colhia umas flores no jardim para o altar de que era zeladora.
Olha para o Sr Joaquim que, meio acabrunhado, vira e revira o chapéu.  [Read more…]

Porto e Gaia, muito mais que um Rio… a separar

De lugares comuns está a blogosfera cheia e poderia aqui recorrer ao chavão de que o rio une, não separa e tal… Mas, a unanimidade instalada em torno de Rui Moreira não permite a similitude total entre as duas realidades políticas das margens, esquerda e direita, da foz do Douro.

Do lado direito, Rui Moreira acaba de receber o apoio do PS e estarão a caminho outro tipo de apoios. Sinto-me tentado a partilhar da opinião do Ricardo no Manifesto74. Não tanto porque sinta como obrigatória a apresentação de uma candidatura do PS a todas as autarquias, mas porque é do debate que nasce a Luz. O Porto vive uma encruzilhada civilizacional – com a crescente presença do Turismo em todas as dimensões da cidades, importa equacionar os caminhos a seguir, nomeadamente no que aos residentes diz respeito. Nunca, em Democracia, o silenciamento que o unanismo provoca pode ser uma opção. E, só por isso, seria mais interessante o aparecimento de ideias e projectos com olhares diferentes para a cidade, que, de uma maneira ou de outra, tem um papel central no futuro do nosso país. Percebo, de qualquer moda a coerência de Manuel Pizarro que abraçando de corpo e alma a cidade durante quatro anos preferiu seguir este caminho, claramente, coerente – admito, até, que no seu lugar tomaria exactamente a mesma opção. Mas e permita-me, caro leitor, que leve o texto para o território das emoções: gostaria de ver mais opções para o Porto. [Read more…]

Dedicado

A 29 de setembro de 2013 entrei, pela via do voto, numa aventura absolutamente singular. Depois da intervenção cívica que havia concretizado num conjunto amplo de áreas, surgiu naturalmente a via autárquica. Havia, em Vila Nova de Gaia uma convicção que passava por afastar do poder a gente do Luís Filipe Menezes e para isso a derrota do Carlos Abreu Amorim era fundamental. No contexto de então, ir a jogo era o mínimo que qualquer cidadão de Gaia poderia fazer. E fui.

Permitam-me pois, leitores do Aventar, que partilhe uma espécie de texto pessoal e, claro, parcial, sobre o que tem sido a minha percepção do trabalho autárquico. Se, em tempo de campanha, estive no Aventar de forma clara e aberta, creio que não levarão a mal que, três anos depois, volte a escrever sobre a realidade autárquica de Gaia.

Não fui a votos apenas para impedir a continuação da desgraça Menezista. Fui por convicção. Em torno de um conjunto de gente nova e com vontade de mexer foi possível apresentar uma candidatura que o Eduardo Vítor Rodrigues personificou. E, quanto menos fé havia, mais aliciante se tornava o jogo e o dia 29 chegou e, com ele, os votos das pessoas de Gaia.

Três anos depois creio poder dizer que valeu a pena a nossa dedicação, o tempo investido na nossa terra e nas pessoas que cá vivem.

O trabalho feito para resolver os problemas financeiros é tão evidente que qualquer prosa poderá ser curta para explicar o milagre alcançado. Há fragilidades e erros? Certamente, só a inércia total é ausente de lapsos. Mas, procuro olhar para a vida com um olhar positivo e tento retirar das experiências que vou tendo as lições de vida que nos fazem crescer.

E, se não houvesse outra razão, o trabalho feito na área da educação justificaria a minha alegria três anos depois. A aposta é de tal forma estrutural que servirá, estou certo, de exemplo a muitas outras autarquias. O que foi um sonho, ganhou forma e hoje as nossas crianças têm uma realidade que nos parecia impossível. Temos, em muitos aspectos a Escola Pública mais capacitada para responder aos desafios do nosso tempo.

Três anos depois, valeu a pena ser narrador participante e, também por isso, parcial, desta história. E a Dedicação vai continuar porque o trabalho está longe de estar concluído. Voltarei para prestar contas, mas por agora era mesmo só para lembrar o aniversário.

PP de Rajoy ganha sem maioria

eleições espanha 2016

Infografia: El Mundo

O jornal El Mundo disponibiliza uma ferramenta para fazer coligações. Vai ser muito útil a partir de amanhã, num país onde nenhum partido conseguiu chegar à maioria por si mesmo.

Quanto aos resultados, apesar da corrupção à volta do PP, este foi o partido mais votado, tendo obtido um melhor resultado eleitoral comparativamente à eleição de 2015.

Tempos estranhos estes, onde políticos atolados em escândalos conseguem ganhar eleições.  [Read more…]

A Visão dos

Mistérios de Gaia.

Je suis Carlos Abreu Amorim!

Sem Título
Pelo fim de uma gestão decadente e imoral. Pelo fim do nepotismo e das negociatas com amigos e familiares. Pelo fim de um regime que morreu de velho. O FC Porto não é Angola nem a Coreia.
Não se trata de resgatar títulos. Trata-se de resgatar o FC do Porto enquanto clube de referência. 17 de Abril é o dia… e está nas tuas mãos!

Quero saber qual é o NIB deste senhor!

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Encontrado no mural do Sérgio Cordeiro.

Presidenciais (2): os resultados em Gaia

O Aventar é um espaço com história na blogosfera e creio que parte do seu sucesso resulta da nossa (in)capacidade de trazer à antena, visões que, quase sempre, ficam à margem das redacções. Tenho procurado promover essa característica trazendo Vila Nova de Gaia para o Aventar. Tenho um novo camarada geográfico e mesmo correndo o risco de tornar Gaia mais famosa que a Trofa, parece-me que é importante mostrar uma outra realidade.

Há de facto um lugar comum por estes lados que, confesso, tem pouca adesão com a realidade, até porque o Paulo numa dupla postagem, comete uma contradição – retira aos dirigentes nacionais do PSD o sucesso da vitória de Marcelo, mas depois atira para o PS Gaiense a responsabilidade pela derrota. E, nestas coisas, ou há…

Vejamos a história:gaiapresidenciais

  • Cavaco foi eleito com 50.64%, para voltar a ganhar, há 5 anos, com 52.95%. Em Gaia, começou por ter 46, 63%, para depois ganhar com 50.63%. Passou de 71568 votos para 62194 votos. Em ambos os casos, nada de muito diferente entre os resultados do país e do Concelho.
  • Sampaio, por sua  vez, nas primeiras Presidenciais deste século, teve 71236 votos em Gaia, 4 pontos percentuais acima do resultado nacional.

Não creio, ao analisar estas três eleições, que se possa concluir uma diferença significativa no comportamento eleitoral de Gaia. Mas, vejamos alguns dados relativamente às legislativas no presente século: [Read more…]

Governo Rajoy imita as piores práticas do PàF

PP

O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàFPires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.

Inspiração não

Tendo perdido a maioria absoluta nas eleições legislativas de Junho passado, o AKP, partido conservador do presidente turco Erdogan, teria sido forçado a formar um governo de coligação. Ora o presidente deixou claro que essa não seria uma opção, referindo-se depois ao resultado como um erro, que os eleitores teriam de corrigir em novas eleições. E eis senão quando, nas eleições ontem realizadas, o AKP obteve a maioria absoluta que lhe permite formar um governo de partido único, tal como nos anos anteriores. Felizmente para Portugal, a situação e os métodos não são, de todo, comparáveis. Menos seguro seria porém que Cavaco Silva, se tivesse essa possibilidade, não se sentisse inspirado pela ideia de corrigir resultados eleitorais através de uma nova ida às urnas… Esperemos que o seu sucessor não se incline tanto para julgamentos próprios quanto a erros do eleitorado…

Os 100 (e tal) “nomeados” muito pré-eleitorais da coligação PSD/CDS-PP

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As nomeações políticas estão na ordem do dia. E se os governantes ontem nomeados parecem ter o seu posto de trabalho a prazo – maldita precariedade, não poupa ninguém – a verdade é que outros, cerca de uma centena, não tiveram igual sorte.

Falo nas nomeações feitas nos últimos dias de mandato do governo cessante – um clássico – que, por via das dúvidas, decidiu deixar uns quantos homens e mulheres de confiança em cargos-chave da Administração Pública, cargos esses que, em parte, foram criados uma semana antes das Legislativas e das próprias nomeações. Uma conveniente coincidência. [Read more…]

Números: 2085465<2744576

Estão inscritos para votar 9684922 portugueses. Só 5408092 decidiram expressar a sua opinião. Houve 4276830 que poderia ter ido apoiar a maioria e ficou em casa.

Dos que saíram de casa, 578051 escolheram os partidos “mais pequenos”, ou ficaram pelos votos nulos e em branco. Mais de meio milhão que foi votar e não apoiou a maioria.

Assim, já vamos em quase cinco milhões de portugueses que podiam ter apoiado a maioria e não o fizeram.

Os partidos PaF tiveram 2085465 (um pouco mais de dois milhões, para simplificar a linguagem) e os partidos de esquerda tiveram 2744576 – são 659111 de diferença.

Feitas as contas, houve 7599457 portugueses (mais de sete milhões e meio) que poderiam ter escolhido a Paf mas não o fizeram.

Cavaco Silva até pode ser Presidente. Pode até ter um governo. Mas, para completar a coisa, ao tentar criar uma imensa maioria, acabou por ficar com uma pequena minoria nas mãos – só 21,5% dos portugueses decidiu escolher a PaF o que, para um Presidente eleito com mais de metade dos votos, significa perder mais de metade da sua base de apoio. Ao contrário do mito da direita, a maioria do povo não escolheu a PaF e, como se viu hoje no parlamento, Portugal tem uma nova maioria.

Agora sim. Não temos Presidente. Não temos Governo. Mas, temos uma maioria – a do povo que votou e escolheu recusar a PaF: 7599457! É esta a maioria que tem de nos Governar.

 

 

Porque vou votar na Coligação

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Umas eleições deveriam ser, basicamente, a escolha de quem nos vai governar nos quatro anos seguintes. Ou seja, o juízo de valor que sustenta a decisão de um qualquer voto, definir-se-ia pelo resultado da análise de quem seria mais capaz para gerir os destinos do País. No entanto, e compreensivelmente, aquele processo mental sofre a influência de muitas outras variáveis, com uma acima das outras todas: o julgamento do Governo que esteve em funções na legislatura que termina. Legítimo e natural.

Deste modo, temos duas vertentes principais que determinam a escolha que se fará no próximo dia 4 de Outubro: quem preferimos que nos governe nos próximos 4 anos e se sancionamos o que o Governo fez nos 4 anos que agora terminam.

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Da abstenção em particular e do desconhecimento das mulheres em geral

SUFRAGISTA PTMulheres em geral, avós e netas em particular, já vão perceber porquê, o que vos proponho é um prévio apelo à memória e uma solução para ajudar o minimizar o problema.

O problema é a abstenção. O problema é o “eles são todos farinha do mesmo saco”, o “isto já lá não ia nem com dois salazares”, os “claro, não sabias!?”. O problema somos nós!

O problema da abstenção é o tempo de antena que as experiências orwellianas têm tomado nas tv’s portuguesas, contribuindo assim para um esboroar contínuo da memória, mesmo que não seja assim tão longínqua. [Read more…]