Nove horas de comboio
A Eniko vem para me levar à estação e despedir-se de mim. Custa um bocadinho, é certo, abraços e beijos e eu entro no comboio que me há-de levar a Bucareste supostamente em 8 horas e meia e a Eniko ali fica, do outro lado da janela, as duas maluquinhas a falar por gestos, a mandarmos beijinhos, a sermos ternas. E eu cá acho bonito.
O comboio parte da estação de Cluj-Napoca às 14h10 em ponto. Quem disse que na Roménia os comboios não andam a horas, engana-se. Partem geralmente a horas, mas algures pelo caminho vão perdendo a pontualidade… tem sido sempre assim. De qualquer forma os atrasos, mesmo do regional velhíssimo em que andei entre Brasov e Sighisoara, nunca ultrapassaram a meia hora. Aconteceu hoje e em vez das 8 horas e meia, demorámos 9h a percorrer um pouco mais de 400 km. São imensas horas, bem sei, para tão pouca distância. Mas a linha entre Cluj e Brasov é antiga e, embora o comboio – um intercity – suportasse velocidades maiores, a linha não. Por isso, nada a fazer senão estar fechada dentro do comboio as horas que forem precisas. A minha mãe há-de gostar de saber que só fumei, nessas 9 horas, quatro cigarros. Sinceramente, tenho os níveis de nicotina muito em baixo, embora tenha tentado repô-los assim que me apanhei na Gara Nord, em Bucareste. [Read more…]







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