A guerra monetária e a estratégia do medo

Confirmando os sobressaltos por que o mundo passa nos tempos recentes, duas expressões ganharam novo fôlego e andam nas bocas dos estudiosos, políticos, analistas, etc. Uma delas tem atravessado o Brasil, onde o Dilma acusa Serra de impôr uma estratégia do medo (veja uma busca que inclui apenas resultados da última semana), e também a França – onde o porta-voz do PS acusa Sarkozy de criar uma estratégia do medo agitando os fantasmas do terrorismo e da emigração.

Outra expressão ressurgida -estava adormecida há sete ou oito décadas – é guerra monetária (veja resultados em português para “guerra monetária” nos últimos trinta dias e compare com o passado).

Enquanto a globalização econômica funcionava a favor dos EUA e dos grandes países europeus, e conforme suas empresas migravam para países do Terceiro Mundo pagando aos trabalhadores salários de miséria e vendendo seus produtos nos EUA e na Europa com suas margens de lucro aumentadas ao máximo, era tudo correto e ótimo, apesar das reclamações dos trabalhadores norte-americanos e europeus que perdiam seus empregos.

Contudo, agora, quando chinesas, brasileiras, vietnamitas, indianas e demais terceiromundistas empresas fabricam seus produtos com os quais inundam os mercados do Ocidente a preços fora de qualquer possibilidade de competição, os EUA e a empoada Europa começaram a choramingar suas mágoas e até ameaçar, esquecendo todas as suas juras ao “livre comércio”.

Os jornais alemães e franceses já ameaçam ostensivamente os chineses e demais produtores terceiromundistas com a aplicação de novas taxas e tarifas, se a China não permitir uma forte valorização do iuan [Read more…]