O fim dos subsídios e o fim do caminho

Neste ‘post’, já havia denunciado e provado que o corte dos subsídios se tratou de uma medida voluntarista e anti-social não estabelecida no ‘memorando de entendimento’ da troika. Foi uma agressão social, da lavra de Vítor Gaspar que Passos Coelho autenticou, sem pestanejar.

Hoje, na AR o zeloso e pastoso Gaspar, tal como Moedas ontem, garantiu que o corte dos subsídios é temporário e sustentou:

… a notícia foi “artificialmente fabricada”

Fiquei perplexo com a afirmação. Quem viu e ouviu, na TV, o comissário Peter Weiss declarar que a medida do corte de subsídios poderá transformar-se em permanente, nem poderia reagir de outro modo à falácia de Gaspar.

Por outro lado, a adensar dúvidas sobre as garantias do governo, do seio do PSD são difundidas outras opiniões em sentido algo diverso. Com efeito, o agora todo poderoso Jorge Moreira da Silva vem declarar a necessidade de haver prudência na reposição dos subsídios, sublinhando:

…o objetivo do partido é a “reintrodução de forma gradual” dos subsídios de férias e de Natal “logo que situação financeira” o permitir. [Read more…]

Fim dos subsídios ou a eternização do roubo

O germanófilo Peter Weiss, austríaco de nascimento, comissário europeu, admite que Bruxelas venha a transformar em definitivo o corte dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos, trabalhadores de algumas unidades do SEE, reformados da função pública e pensionistas do sector privado, exceptuando, no último caso, os beneficiários dos fundos de pensões da banca.

A medida do corte é de exclusiva iniciativa e responsabilidade do apóstata Passos Coelho, sob concepção e ‘design’ do sublime artista Gaspar; excessiva, lembre-se, em relação ao ‘memorando de entendimento’. Bastará rememorar elucidativos trechos desse memorando, subscrito pelas duas troikas, FMI-CE-BCE e PS-PSD-CDS; vejamos:

Da página 3:

Ponto 1.9:

  • Congelar salários do sector público em termos nominais em 2012 e 2013 e constrangimento das promoções.

Ponto 1.11:

  • Reduzir pensões acima dos 1.500,00 euros mensais em conformidade com as taxas progressivas aplicadas aos salários da função pública em Janeiro de 2011, com o objectivo de obter economias de pelo menos 445 milhões de euros.
  • Suspensão da aplicação de regras de indexação e congelamento das pensões, excepto para as pensões mais baixas, em 2012. [Read more…]