Neste ‘post’, já havia denunciado e provado que o corte dos subsídios se tratou de uma medida voluntarista e anti-social não estabelecida no ‘memorando de entendimento’ da troika. Foi uma agressão social, da lavra de Vítor Gaspar que Passos Coelho autenticou, sem pestanejar.
Hoje, na AR o zeloso e pastoso Gaspar, tal como Moedas ontem, garantiu que o corte dos subsídios é temporário e sustentou:
Fiquei perplexo com a afirmação. Quem viu e ouviu, na TV, o comissário Peter Weiss declarar que a medida do corte de subsídios poderá transformar-se em permanente, nem poderia reagir de outro modo à falácia de Gaspar.
Por outro lado, a adensar dúvidas sobre as garantias do governo, do seio do PSD são difundidas outras opiniões em sentido algo diverso. Com efeito, o agora todo poderoso Jorge Moreira da Silva vem declarar a necessidade de haver prudência na reposição dos subsídios, sublinhando:
…o objetivo do partido é a “reintrodução de forma gradual” dos subsídios de férias e de Natal “logo que situação financeira” o permitir.
Ora esta afirmação não corresponde exactamente à garantia dos homens de governação de que os cortes estarão apenas em vigor durante a vigência do programa de ajustamento económico e financeiro, ou seja, até final de 2013 que é uma data bem determinada e que Moreira da Silva ignorou.
Sabe-se, infelizmente, qual a táctica subjacente a estas nuances ou divergências do discurso político provenientes da mesma fonte. No fim do caminho, ver-se-á qual será a versão de mais conveniente utilização: se a de Moreira da Silva ou a de Gaspar.
Todavia, é prudente antecipar que o juízo da imperiosidade de medidas nesse fim do caminho é inalienável prerrogativa de centros de poder supranacionais, como a CE e o FMI, de que somos dependentes. E, então, destituídos de soberania, veremos um qualquer Weiss a ditar a lei da quebra ou permanência do corte dos subsídios. O que, entretanto, é dito pelos políticos do poder é mero folclore de infundada argumentação silogística. Acredite quem quiser.






As declarações de intenção dos elementos deste executivo devem transformar-se sempre em potência: são para ser elevadas a menos um…
Caro Magriço,
A menos um ou a menos infinito, já que falamos da falta dos subsídios no tempo.
A propósito dos subsídios de doença, maternidade, de rendimento mínimo e outros que agora não me lembro, o ministro Mota Soares avança com cortes.
A razão é a desconfiança no cidadão, embora, claro, não se assuma porque é feio ser-se desconfiado.
Entretanto, e em relação à maternidade, será que vamos desconfiar das gravidezes?
Do que esta gente se lembra!
Façam o favor de retirarem as barrigas a fingir, mulheres!
As dos homens, às quais chamam a “curva da felicidade”, por enquanto podem ficar…..
Se estes cortes propostos não são mais medidas de austeridade que o nosso 1º ministro recentemente negou em entrevista, são o quê?
O corte de subsídios afecta cavaco, afecta soares que já nem trocos tem para pagar as multas..só não afecta quem tem de subsidiar os restantes subsidiados.
Subsidiem-se sozinhos e não contem comigo.
Pagar?
Eu?
nem subsidio tenho, peça ali ao meu motorista selhefaçoessefavor