Regras para a escrita e adeus

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Se bem me lembro, são 61 anos que ando no jogo da escrita. Aprendi a escrever bem antes de ir a escola. Devo confessar, no entanto, que a escola nunca fui, foi a escola que apareceu em casa na pessoa de uma professora primária, que ganhava tostões extras por me ensinar. Devo confessar também, que o trabalho não era pesado para ela: aprendi as primeiras letras com os meus progenitores, como narro no meu livro mais recente Memorias de un extranjero extravagante, que escrevi en castelhano chileno. Língua muito semelhante ao luso europeu, onde não há palavras consonantes. A leitura, no colo do meu pai, a escrita, no da mãe, enquanto espreitava os livros que eles liam. Era filho único, até os cinco anos, data na que nasceu a minha irmã que adoro e, a seguir, outros quatro, que pareciam lutar por ser quem aparecia primeiro neste mundo. A distância entre todos eles variava entre 11 meses ou 12.

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