O deus do homem

(em termos de conclusão do post anterior “Que deus?”, transcrevo uma pequena parte de um texto meu, já antigo)

Negando os limites da sua própria natureza e da sua imaginação, o Homem assume-se como centro do Universo e inventa um deus, seu pai, cuja ontológica preocupação máxima, permanente e eterna, é a salvação da alma deste ridículo micróbio, desprezando todos os outros seres cuja diferença está, apenas, num número inferior de neurónios!

Admitindo absurdamente a pré-existência de tal deus, a sua revelação exclusiva ao animal-homem, repito, apenas porque os neurónios deste são mais numerosos do que os do cão ou do macaco, faz rir.

Consideram os cientistas, após as últimas fotografias das sondas que foram até Marte, que este planeta deve ter contido muita água e provavelmente vida, há milhares de milhões de anos. Se assim for…que vida? Animais com mais ou menos neurónios do que o Homem? Sem neurónios mas com outro substrato da razão que não imaginamos? Outros seres, estruturas materiais desconhecidas, mas, eventualmente, muito mais complexas do que o Homem? [Read more…]