Inaugure-se a Alameda Helena Matos!

No Blasfémias não se trabalha ao Domingo. É pecado. E quando um ou outro, por motivos imperativos e (a)patrióticos tem de defender o Coelho no santo dia, sente-se obrigado a cumprir os sacramentos da hóstia consagrada e da confissão. O blasfemo bloguer vai à Igreja de S. Roque para a sagrada penitência.

Cumprido o dever, de alma purificada e enfunada de sublime felicidade, dirige-se de seguida à Brasileira do Chiado, nas proximidades, olha com desdém para a estátua do Pessoa e bate-se com o café e o bolinho.

Por força do condicionamento da regra da publicação ou das normas de expiação, a inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, por António Costa, ontem Sábado, favoreceu Helena Matos que, assim, não cometeu qualquer transgressão ‘blogueriana’. No tempo regulamentar, pôde fazer a defesa da abertura de uma Avenida António Oliveira Salazar em Lisboa. Justamente porque, alega a comediante, o que António Costa disse de Cunhal pode dizer-se ipsis verbis de Salazar.

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