O Costa com uma perna às costas

Não!

Não posso…

A sério que ainda há malta surpreendida por António Costa ter segurado Pedro Nuno Santos no governo?

For fuckin real???

Para essas pessoas, com todo o respeito e carinho, tenho apenas duas palavras: Eduardo Cabrita.

Quanto a Pedro Nuno Santos: o ministro não deu um tiro no pé. Pisou uma mina, que ele próprio colocou, e ficou sem uma perna. Quem rebentou com o pé foi o nosso primeiro, que fez também uma triste figura.

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Palhaço rico, palhaço pobre

Um ministro prostrado e sem futuro neste governo.

Convenhamos: este confronto António Costa-Pedro Nuno (agora sanado com a humilhação pública a que o ministro das infra-estruturas e da habitação se submeteu) nada tem a ver com o aeroporto ou com os problemas do país.

Tem a ver, sim, com jogos partidários típicos do Partido Socialista. E é assim desde que António Costa sabe que, no futuro, poderá ver o seu legado destruído por uma futura vitória que coloque Pedro Nuno Santos à frente dos destinos do partido. E é por isso que António queima Pedro e Pedro desautoriza António.

Isto não tem nada a ver com o País. Nunca teve.

Pedro Nuno Santos: o senhor que se segue

Está encontrado o sucessor de Costa no PS.

Já somos dois

«Costa rejeita “ceticismo”».

«Somos o quarto país mais seguro do mundo. Somos um parceiro na construção europeia, numa Europa que não deixa ninguém para trás. Somos o segundo país da OCDE mais aberto ao investimento estrangeiro. E, de acordo com as projeções [sic] da Comissão Europeia, seremos o país da UE com o maior crescimento económico e a menor inflação em 2022, num contexto de contas públicas sãs e sustentáveis»

(António Costa)

Todavia:

«A digressão comemorativa do 60.º [fmv] aniversário do primeiro concerto dos Rolling Stones começa esta quarta-feira em Madrid e não passa por Portugal»

(Expresso)

***

Pão e bolos

Diz o Primeiro-ministro:

Observador

Digo eu:

Expresso

Diário de Notícias

Jornal de Negócios

Nascer do Sol

Fui…

Sócrates versus Costa: Está bonita a festa, pá!

Pelos vistos António Costa disse umas coisas sobre Sócrates no 4º volume das memórias de Mário Soares. Sócrates já reagiu chamando de “velhacas acusações” aos ditos de Costa. Por via das dúvidas já comprei pipocas.

 

Big Brother fiscal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perante a evidente especulação de preço sobre os combustíveis, o Governo espanhol entendeu (imagine-se!)  que o que havia a fazer era garantir uma efectiva baixa dos preços de combustíveis para desonerar os consumidores. Fossem eles, aliás, nacionais ou não.

Cá pela terrinha, António Costa sacou da cartola o Autovaucher: a pessoa inscreve-se, indica uma conta bancária, fideliza um cartão multibanco, e lá recebe um estorno mensal até ao limite de € 20,00.

Estou certo que o facto de Medina ter na mão dados acrescidos dos contribuintes fornecidos pelos próprios para poderem receber algum de volta, não passa de uma curiosa coincidência de humor negro.

Numa terra de turismo, também faz sentido que o desconto seja só para nacionais: mais chulice, menos chulice, os estranjas nem notam quando atestam os depósitos dos carros próprios ou de aluguer.

A diferença de opção entre Espanha e Portugal é evidente: por lá mantém-se o dinheiro no bolso das pessoas; por cá dá-se esmola com o dinheiro do próprio empobrecido, à custa de informações bancárias à mistura.

Cavaco, coragem e ressentimento

Via Rádio Renascença

Cavaco Silva fez nova uma pausa na faustosa reforma, para mais do mesmo: malhar em António Costa. Com total legitimidade sublinhe-se. No fundo, e perante a perda de protagonismo e influência do seu partido, em queda livre desde que foi primeiro-ministro, Cavaco faz aquilo que ninguém no PSD parece ser capaz de fazer: oposição. Para quem tantas vezes afirmou que não era político, não há meio de se libertar da política.

Cavaco acusa Costa de falta de coragem. E, se há alguém neste país que está habilitado a dar lições de moral e bons costumes sobre coragem, esse alguém é Cavaco Silva. Porque de coragem perceber ele:

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Quem diz a verdade….

… não merece castigo.

António Costa disse que é inevitável tornarmo-nos no país mais pobre da Zona Euro por questões geográficas e diferenças de níveis educacionais. Ele já desistiu. Os portugueses, pelo que se vê e lê, também.

Marcelo vai a jogo

A presença “inesperada” na flash, no final do Portugal X Macedónia do Norte da passada Terça-feira, foi um prenúncio daquilo que seria a sua intervenção na tomada de posse do novo governo. Marcelo vai finalmente a jogo, num país de oposição minoritária, fragmentada e sem liderança, e assume-se, desde já, como contrapoder. E assim se manterá, até que a direita consiga encontrar um protagonista capaz de incomodar o poder quase absoluto de António Costa.

Vai ser interessante, assistir ao afastamento entre o Senhor Feliz e o Senhor Contente, dupla que fez aa delícias de milhares de portugueses, ao longo das duas últimas legislaturas. Mas será pelo melhor. Já era tempo de colocar um ponto final nesta farsa.

Conversas Vadias 51

Na quinquagésima primeira edição das Conversas Vadias, marcaram presença os vadios António de Almeida, Fernando Moreira de Sá, João Mendes e José Mário Teixeira, que conversaram sobre irritante, irritado, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, vichyssoise, chumbos, Elvira Fortunato, Fernando Medina, João Gomes Cravinho, Mariana Vieira da Silva, sociedade civil, PSD, estadistas, desafios do PSD, Pedro Duarte, Carlos Moedas, Câmara Municipal de Lisboa, Cristina Rodrigues, animais, animalistas, Chega, MRPP, morte aos traidores, emigrantes, círculo Europa, PCP, Iniciativa Liberal, BE, transferência de votos, falta de óleo, Espanha, Pacheco Pereira, José Magalhães, Nogueira de Brito, Lobo Xavier e Cavaco Silva.

No fim, as habituais sugestões:

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Conversas Vadias 51







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Os pequerruchos de António Costa

António Costa, a linha de sucessão e o futuro do país, ilustrado com a habitual genialidade do Nuno Saraiva, para o Inimigo Público, Série II. O jogo de tronos dos social-democratas segue dentro de momentos.

Um novo Governo. Vamos lá dar os 100 dias da praxe

Foto: Nuno Fox/Lusa

Finalmente, vamos voltar a ter um novo governo. Um governo do PS com maioria absoluta e, por isso mesmo, sem absoluta desculpa para fazer o que deve ser feito: um Portugal melhor, com mais qualidade de vida, menos pobreza e preparado para o futuro. Será que vai ser assim? Não sei, não faço a mínima ideia.

O que sei é que, desta vez, António Costa não se pode desculpar com o Bloco ou o PCP. Nem com a Europa. E mesmo no caso da guerra na Ucrânia, a nossa situação não é mais grave que a dos outros. É, quando muito, igual. Ao centro esquerda em Portugal, representado pelo Partido Socialista, foram dadas pelos eleitores portugueses todas as condições necessárias para governar, para aplicar o seu programa. Todas. E, para ajudar, até a oposição está entre a que está fraquinha (PSD) e a moribunda (PCP). E o Presidente da República é Marcelo Rebelo de Sousa, que António Costa conhece muito bem e sabe que ele não quererá representar o papel de líder da oposição. Por feitio e por estratégia. Nem Cavaco Silva em 1997 teve um cenário tão positivo.

Existia uma velha tradição de dar os primeiros 100 dias a qualquer governo. Uma espécie de acalmia antes da tempestade. Nestes estranhos tempos em que vivemos, aqui está uma tradição que merece regressar. E quem sabe se Costa não nos surpreende. Eu não acredito no Pai Natal mas estou sempre pronto a mudar de ideias.

André Coelho Lima numa galáxia far far away

Comentando a composição do novo governo Costa, esta manhã no Fórum TSF, o deputado do PSD André Coelho Lima afirmou que a orgânica reflecte aquilo a que o PS nos habituou, um cenário em que o governo se confunde com o partido.

A colocação de sucessores em posições-chave [do Governo] expõe uma confusão entre o que é o Estado e o Partido [Socialista]

Confesso que fiquei perplexo, com este comentário de André Coelho Lima. E não ficaria, tivesse o comentário sido proferido por um deputado de qualquer outro partido (com excepção do PS, claro). Não sei se o deputado laranja está como o seu líder – parado no tempo, numa galáxia far far away – e não percebeu ainda que o PSD não será junior partner governamental do PS. De outra forma, o que esperava Coelho Lima? Que o PS, com maioria absoluta, fosse recrutar ministros a outros partidos? O que fez o PSD, sempre que esteve no governo? Não o preencheu com os seus? Com os quadros partidários que Cavaco, Durão ou Passos consideraram mais aptos (e com toda a legitimidade, sublinhe-se)? Não colonizaram também eles a administração pública, com militantes e familiares de militantes do PSD?

Em boa verdade, diga-se, este tipo de comentário até se compreende. É que o PSD está cada vez mais longe do poder e cada vez mais próximo de partidos de protesto, de tal maneira que começa a soar como eles. Mas basta dar um salto às autarquias governadas pelo PSD, e são muitas, para ver que mais do que autarquias, há concelhos inteiros que se confundem com os aparelhos locais do PSD. O concelho da Trofa, governando pelo conselheiro nacional do PSD Sérgio Humberto, é um bom exemplo. Da colonização da administração pública local até aos inúmeros ajustes directos que pagam tudo, de iPhones até jornais ilegais de propaganda, não falta cá nada (alguns exemplos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). De maneira que a diferença entre o PS e o PSD, actualmente, é apenas uma: o PS é, actualmente, mais competente na obtenção e manutenção de poder. O que não é de estranhar, sendo Rui Rio o líder do partido.

Novo aumento do preço dos combustíveis: a culpa é de António Costa

O barril de Brent, referência para o mercado de combustíveis português, está hoje a ser negociado ao valor mais baixo desde o início do mês, 20 euros abaixo dos 127,98€ que, na semana passada, a 8 de Março, foram usados como justificação para o violento aumento que entrou hoje em vigor.

Quer isto dizer que os preços vão baixar, de forma proporcional aos aumentos das duas últimas semanas, ou será que as gasolineiras vão fazer o que sempre fazem, que é garantir que a redução do preço, ao contrário de qualquer aumento, só se reflecte daqui por dois ou três meses?

Eu disse gasolineiras? As minhas desculpas! Eu queria dizer António Costa. Porque foi o António Costa que ordenou à GALP, BP e Repsol & Cia que aumentassem os preços, imediatamente, caso contrário ia tudo dentro e as empresas seriam nacionalizadas. Agora vou  acabar de comer o meu gelado com a testa, que o gajo está a começar a derreter e eu não quero ter que esfregar o chão com a fronte, que não estamos em tempo de desperdiçar comida.

António Costa – Um Político com (muita) Sorte

Ainda o PSOE não sonhava e já António Costa tinha feito história ao criar a geringonça juntando PS, Bloco e PCP. Contrariado mas obrigado pelos votos, Pedro Sánchez foi “obrigado” a criar a sua geringonça com o Podemos e um conjunto de partidos de esquerda e independentistas. Com uma diferença: ao contrário do Bloco e do PCP, o espanhol Podemos exigiu participar no governo.

Entretanto, em plena pandemia, António Costa vai a votos e consegue uma maioria absoluta. Pouco depois a Rússia decide invadir a Ucrânia e a Europa fica de pantanas. E em Espanha? Está instalada a paz podre. O PSOE está na linha da frente da condenação à Rússia. O Podemos votou como o nosso PCP na Europa, culpa a Nato, os Estados Unidos e toda aquele rol do costume que por aqui já conhecemos. No passado fim de semana, duas ministras do Podemos, num comício partidário, criticaram fortemente a decisão do governo (de que fazem parte, relembro) em fornecer armas à Ucrânia. Nem é preciso dizer mais nada sobre o ambiente político que se vive por estas bandas.

É por isso que António Costa é um político com sorte, muita sorte. No momento certo livrou-se destes belos activos tóxicos. Já Sánchez deve estar a olhar para o seu vizinho com inveja…

A Maioria Absoluta – Quatro anos sem desculpas

A vitória esmagadora do Partido Socialista nas legislativas permite a António Costa fazer as reformas que sempre defendeu. E cumprir o seu programa sem obstáculos. Daí ser importante fazermos uma “revisão da matéria dada” para memória futura.

No seu programa o PS definiu 12 prioridades, citando-as:

1.Convergir entre 2021 e 2026. Crescer por ano em média 0,5 p.p. acima da média da UE27 e 1 p.p. acima da média da zona euro;

  1. Manter as contas públicas certas. Reduzir, no mínimo, até 2026, o peso da dívida pública no PIB para valores inferiores a 110%;
  2. Alterar o regime de recrutamento, introduzindo fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira de professor;

  3. Prosseguir o trabalho de revisão e generalização do modelo das unidades de saúde familiar, garantindo que elas cobrem 80% da população na próxima legislatura;

  4. Garantir a visitação domiciliária pelos cuidados de saúde primários dos residentes em estruturas para idosos;

  5. Aumentar, até 2026, para 80% o peso das energias renováveis na produção de electricidade, antecipando em 4 anos a meta estabelecida;

  6. Creches gratuitas, de forma progressiva, até 2024;

  7. Aprovar as alterações legislativas para a Agenda do Trabalho Digno na AR até julho;

  8. Discutir novas formas de equilíbrio dos tempos de trabalho, incluindo a ponderação de aplicabilidade em diferentes setores das semanas de quatro dias;

  9. Aumentar até 2026 o peso das remunerações no PIB em 3 pontos percentuais para atingir o valor médio da União Europeia – aumentar o rendimento médio por trabalhador em 20% entre 2022 e 2026;

  10. Apoiar, até 2026, 30 mil jovens em cursos profissionais nas áreas emergentes e na formação superior nas áreas STEAM (Ciências, Tecnologias, Engenharias, Artes e Matemática);

  11. Aumentar em 25% face a 2017 o número de empresas nacionais exportadoras para atingir um volume de exportações equivalente a 53% do PIB em 2030.

Depois temos promessas avulsas previstas no seu programa:

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A verdadeira semântica da vitória do PS

No meu artigo anterior, “A Direita e as Direitas” analisei os desafios para as direitas no pós legislativas de 2022. Agora vou procurar analisar a vitória de António Costa e do PS. Para isso vou recordar os dados da Pordata: são 9,2 milhões de eleitores dos quais 5,2 milhões (56%) dependem directamente do Estado (funcionários públicos, trabalhadores de empresas públicas, reformados e pensionistas assim como beneficiários do RSI – nestes 56% não estão contabilizadas as respectivas famílias.

Um dos motivos que me levou a escrever este artigo sobre a vitória de António Costa é a falta de noção de inúmeras pessoas que, perante o resultado obtido, começaram a disparar contra os eleitores que escolheram o PS. Desde o “a culpa é do Povo que é estúpido” ao suposto problema da falta de percepção do eleitorado. No primeiro caso, vi muitos laranjinhas descontentes atirar a matar ao povo. Aliás, uma senhora do PSD disse-o na televisão com todas as letras e sem gaguejar. Já outros queixam-se que o Povo votou no PS graças a um conjunto de medidas que foram impostas pelo PCP e pelo Bloco. Até pode ser verdade mas o erro de percepção é, sobretudo, responsabilidade daqueles que agora se queixam. Será que é o Povo que é estúpido e burro a justificação para a derrota de tantos e a vitória do PS?

Não. O Povo não é estúpido, nem quando nos brinda com derrotas nem tão pouco quando nos oferece vitórias. O Povo vota segundo os seus interesses, o seu bolso, os seus medos e angústias e as suas ambições. Ora, 56% do eleitorado (e suas respectivas famílias) o que viram nestes seis anos? Viram o seu salário mínimo crescer 40%. Viram as suas reformas aumentar e os cortes, antes efectuados, repostos. Viram as carreiras serem descongeladas. Viram o Serviço Nacional de Saúde funcionar para eles antes e durante a pandemia. Viram, como bem explica o José Mário Teixeira neste artigo, que podem continuar a recorrer ao sistema de justiça de forma gratuita ou quase. Mais, durante a pandemia viram o governo actuar segundo os seus interesses, os interesses destes 56% que não perderam poder de compra, que não viram os seus postos de trabalho terminar nem os seus salários cortados. Nada. Ou seja, nestes seis anos, não viram a sua vida piorar, o que é melhor do que na legislatura anterior a Costa. [Read more…]

Maioria amnésica

Na CNN:

Mafalda Anjos decidiu explicar o porquê de o país ter dado maioria absoluta ao Partido Socialista. Segundo a jornalista, “os portugueses recuperaram os seus rendimentos, tiveram o passe social, manuais escolares gratuitos, aumento das pensões” e, como tal, “decidiram que ainda não era o momento de tirar o poder ao PS”.

Mas Anabela Neves, que até passou a campanha eleitoral com António Costa ao colo, decidiu relembrar o que, aparentemente, Mafalda Anjos já esqueceu:

  • Sim, Mafalda, mas parte disso foram conquistas do BE e do PCP, negociadas com o PS. Eram bandeiras de BE e PCP!

Haja alguém que relembre o óbvio.

Costa vai facturar

Costa ganhou o braço de ferro entre o PS e PCP mais BE. Não quis ceder à negociação, como fizera nos anteriores 6 orçamentos, e deixou cair o governo.

Cheirou-lhe a fraqueza do PSD e CDS, bem como do PCP e do BE e, qual matador, avançou para o golpe final.

Na sua sofreguidão, criou o palco perfeito para o reforço de deputados do esgoto da extrema-direita. Pelo caminho, secou o PAN e, quiçá, o CDS.

Não vou entrar no discurso do povo ser sábio. Uma possível maioria absoluta para um partido que teve Cabrita e os sucessivos escândalos, Sócrates e sua entourage e a má memória da corrupção não pode vir de um povo sábio.

De nada valeram as manipulações que, de repente, passaram a colocar Rio colocado a Costa e, às vezes, até à frente, nas “sondagens” e como fez o PÚBLICO nesta capa. Título onde Costa é dado como estando à frente de Rio, mas fica em segundo plano, com uma carantonha, em contraste com um Rio sorridente.

Adenda: nem tudo é mau. O execrável Rio não tem grande futuro pela frente.

Just when I thought I was out…

Apesar da hora, parece ser certo que o PS, mais concretamente António Costa, ganhou as eleições e de modo bem mais expressivo do que os últimos tempos poderiam fazer antever.

Tanto quanto é previsível neste momento, quem votou, prefere que António Costa continue a governar, aumentando o seu apoio ao socialista ao ponto de poder atingir a maioria absoluta.

Nos últimos tempos, não faltou quem achasse que o socialista estaria com vontade de ir à sua vida e passar o testemunho a outro.

Afinal de contas o poder desgasta, os cabelos brancos surgem e envelhecem, e, convenhamos, foram tantos os tiros nos pés, que até parecia que queria perder as eleições.

Eu sou daqueles que desconfiam que António Costa estava farto e queria ir à vida dele.

Poderei estar enganado, é certo, mas desconfio, também, que a esta hora António Costa já deve ter tido um desabafo em família mais ou menos como este:

 

A máquina de fazer vilacondenses (cinco tostões sobre Valter Hugo Mãe)

Rosa Mota referiu-se, na semana que passou, a Rui Rio como “nazizinho”, pela sua acção na CM do Porto.

Entre várias condenações e várias tentativas de escusa, uma das pessoas que veio, imediatamente, a público defender Rosa Mota foi o escritor Valter Hugo Mãe. Escreveu o meu conterrâneo, no Facebook, que a frase da antiga atleta olímpica tinha sido dita num clima de “nervosismo, sem tempo e de forma imediata”, ou qualquer coisa do género.

Como somos conterrâneos e, em Vila do Conde, frequentamos o mesmo espaço cultural (O Pátio), atrevi-me a responder ao virtuoso Valter. Disse-lhe:

“Ainda que tenha sido infeliz, quem viveu no Porto durante a governação de Rio, sabe o que quis dizer Rosa Mota. Mas convenhamos, o Valter apoiou Elisa Ferraz, outra ‘nazizinha’, para a CM de Vila do Conde”. [Read more…]

O sonho húmido de António Costa

Fonte: Pordata

Dispunha-me a procurar exemplos das maldades feitas aos portugueses em governos de maiorias absolutas quando António Costa, com palavras de 2019, me poupou a esse trabalho.

«Eu não tenho dúvidas nenhumas que os portugueses não gostam de maiorias absolutas e têm más memórias das maiorias absolutas, seja do PSD, seja do PS.» António Costa, 2019-08-28

Agora feito cínico, pede uma maioria absoluta com todos os dentes. Justifica-se dizendo «quem acredita que com o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa uma maioria do PS podia pisar a linha?»

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Conversas Vadias 41

Na quadragésima primeira edição das Conversas Vadias (vadias, para os amigos), estiveram presentes António de Almeida, António Fernando Nabais, José Mário Teixeira, Orlando Sousa, Francisco Miguel Valada, Carlos Araújo Alves e João Mendes. Falou-se muito, e frequentemente bem, sobre eleições legislativas, Rui Tavares, Francisco Rodrigues dos Santos e Chicão, André Ventura, os debates, o número de páginas dos programas partidários, a ausência da Justiça e da Educação no debate Rio-Costa, a força e o enfraquecimento do PCP, a debilidade dos sindicatos, o salário mínimo, a iminência da bancarrota, a multa à Câmara de Lisboa, a condenação de Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e a terrível situação no Afeganistão. Sugestões aos magotes: [Read more…]

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Conversas Vadias 41







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O debate do verdadeiro sistema

Vi meia hora do debate entre Costa e Rio e fui interrompido por motivos de força maior: o meu filho não queria ver. E eu sou um tipo que respeita a hierarquia cá de casa, de maneira que mudei a TV para o Panda e nem arrebitei cabelo. Lá voltarei.

No entanto, não posso deixar de constatar o seguinte: este debate é a maior demonstração daquilo que é o sistema. Não o sistema fantasioso da extrema-direita, dos beneficiários de RSI com Mercedes à porta, mas do verdadeiro sistema, aquele que se ocupa de eternizar PS e PSD no poder.

Todos os debates tiveram 25 minutos. Este teve mais de uma hora. Porque é que Costa e Rio têm direito a este tratamento especial? Porque as suas propostas são melhores? Porque são necessariamente melhores governantes? Nada disso. Porque as cadeias televisivas assim o decidiram. E porque o sistema não permite sequer que qualquer outro partido seja considerado alternativa. Porque a sua sobrevivência depende desse status quo.

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Conversas Vadias 40

Na quadragésima edição das Conversas Vadias, estiveram presentes os três aventadores com mais participações em todas as edições desta rubrica desde o princípio de 2022: José Mário Teixeira, António de Almeida e António Fernando Nabais. Recordámos muitos acontecimentos de 2021, como a invasão do Capitólio ou chumbo do orçamento, fizemos a distinção entre merda e cocó, conseguimos falar sobre as legislativas, os debates e muitos outros assuntos da actualidade. E sugestões? Também.

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Conversas Vadias 40







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Empreendedor-político e marketing fofinho

O Passos Coelho está a debater com o António Costa porquê? Gravatinha laranja e postura moderada para captar eleitorado ao PSD…

Chamem-lhe burro, chamem.

Está aberta a época de caça ao voto docente!

O governo de António Costa, durante os últimos seis anos, não reverteu as várias malfeitorias perpetradas por Maria de Lurdes Rodrigues e por Nuno Crato e conseguiu acrescentar algumas da sua responsabilidade, incluindo o roubo de tempo de serviço.

Como há eleições, cá está a prometer fazer o que não quis fazer e deveria ter feito enquanto foi primeiro-ministro.

Note-se que não é possível discordar do ainda chefe do governo quando afirma que é preciso acabar “de uma vez por todas com este absurdo que é [a carreira docente] ser a única carreira no conjunto do Estado em que durante décadas as pessoas têm de obrigatoriamente se apresentar a concursos e andar com a casa às costas e andar de escola em escola de quatro em quatro anos”.

O problema é que “este absurdo” é antigo, não apareceu a semana passada – no mínimo, António Costa teria de explicar por que razão não resolveu este problema, mas o que interessa agora é o soundbite da promessa, sequioso de votinhos. Do lado dos professores, se houver sensatez, só pode haver desconfiança e votos contra. Basta lembrarmo-nos das maiorias absolutas de sócrates e de passos para sabermos do que as casas gastam.

Costa ainda faz uma ligação vazia, fazendo depender a vinculação de mais professores aos quadros de uma alteração do modelo de concurso. Não se percebe (ou talvez se perceba, mas já lá vamos), uma vez que é perfeitamente possível vincular mais professores mantendo o modelo.

O modelo é centralista, é verdade, e cego, é certo, fazendo depender a colocação de uma nota. As injustiças que advêm deste modelo, no entanto, são também a garantia de que não há possibilidade de cunhas. Costa, tal como o resto do arco da governação, sonha entregar as escolas às câmaras municipais, incluindo no embrulho a escolha dos professores.

A municipalização da Educação, tal como a regionalização, é uma ideia maravilhosa no papel e terrível em Portugal. Diante do caciquismo endémico que transforma tantos presidentes da câmara em pequenos ditadores que distribuem favores e dinheiros, as escolas ficariam entregues a caprichos e cunhas.

Costa, amigo, não contes comigo!

Quem vai à luta num campo de esterco, é natural que acabe todo cagado

Começaram, ontem à noite, os debates para as Legislativas 2022.

Ao início da noite, António Costa (PS) debatia com Rui Tavares (Livre). Um debate pouco interessante, onde o anterior primeiro-ministro esteve mais interessado em falar do PSD e de Rui Rio e onde Rui Tavares cumpriu o seu papel de não incomodar muito António Costa.

Ao final da noite, na SIC Notícias, iniciou-se o debate entre a coordenadora do BE, Catarina Martins, e o líder-supremo-todo-o-poderoso do partido Coisinho, André Coisinho. Escusado será fazer algum resumo. Fica, ainda assim, um trecho de uma intervenção de André Coisinho, ontem à noite, no vídeo abaixo.