Conversas vadias 9

A nona edição das “Conversas vadias”, contou com António Fernando Nabais, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Orlando de Sousa, António de Almeida e Francisco Salvador Figueiredo, que vadiaram à volta de José Sócrates, fotocópias, ecologia, Fernando Medina, António Costa, Estaline, Abrantes, Salgueiros, Nixon, Mourinho, Sporting, Marcelo Rebelo de Sousa, papagaios, capitalismo, microfones, Andarilho, Paula Bobone, Pamela Anderson, Bruno de Carvalho, gravidez, eleições autárquicas, Vila Real de Santo António, e, claro está, o tirano Francisco Moreira de Sá.

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Conversas vadias 9
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António Costa não está em Lisboa

Está numa localidade que desconheço: está em direto (com minúscula ???).

Quando 16 pontos dá direito a título, será que 15 pontos também pode?

O título da notícia do ECO reza assim: “Sondagens colocam Rio 16 pontos abaixo de Costa“. Um valor que me surpreende. Sendo Rio um verdadeiro zero à esquerda enquanto líder do PSD (e da oposição) a surpresa é Costa só estar 16 pontos na frente.

Só que o título podia ser outro: “Chega de André Ventura já só está a 15 pontos do PSD de Rio”. E isto sim, é surpreendente e assustador. O problema de Rio ser o presidente do PSD não é o de ser uma garantia de vitória para Costa. Não. É o de estar a tornar o PSD tão insignificante que até o Chega se está a aproximar. Dirão alguns que não passa de uma sondagem e de um momento. Foi o que pensaram os do Partido Popular em Espanha sobre o VOX e agora, nas últimas sondagens, aparece o PP com 19% e o VOX com 15%.

Ou os militantes do PSD se organizam e tiram de lá o Rio ou vão todos ao fundo com ele. Neste momento o PSD é o Titanic da política portuguesa e o maestro Rio continua a tocar. Valha-nos Deus…

 

(cartoon palmado AQUI)

Esquerda Direita Volver 8 – Nem geringonça nem lua-de-mel?

É o oitavo episódio da rubrica de debate “Esquerda Direita Volver”. Desta vez dedicado à recente “crise política” por força dos apoios sociais aprovados no Parlamento e promulgados pelo Presidente da República, e o respectivo envio pelo Governo para o Tribunal Constitucional. Após o fim da geringonça, não há mais lua-de-mel entre Belém e São Bento?

A debater, os aventadores João Mendes, Fernando Moreira de Sá, Francisco Salvador Figueiredo, José Mário Teixeira e António de Almeida. Tudo com a moderação do bem regressado do Gulag, António Fernando Nabais.

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Esquerda Direita Volver 8 - Nem geringonça nem lua-de-mel?
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Governe, Dr. Costa. De preferência à esquerda

Não percebo a polémica em torno da “coligação negativa” que aprovou o alargamento dos apoios sociais no combate aos efeitos económicos da pandemia. Por vezes, parece que nos esquecemos que quem realmente manda é o Parlamento, não o governo. Agora, no momento em que não convém a António Costa que assim seja, como em 2015, quando lhe correu tão bem que conseguiu governar, apesar de ter ficado atrás de Pedro Passos Coelho. A democracia representativa, quando nasce, é para todos. E o PS, que governa minoritariamente, e que até rejeitou acordos escritos com os antigos parceiros da Geringonça, que poderiam ter evitado mais este balázio no pé, já devia ter percebido isso.

As contas são algo complexas para um ignorante como eu, mas, grosso modo, a coisa custará uns 40,4 milhões de euros por mês. 3,3% da primeira injecção de 1200 milhões na TAP. 1%, se considerarmos as estimativas que apontam para um investimento total de 3700 milhões até 2024. Substituindo TAP por Novo Banco, estes 40 milhões equivalem a uma miserável percentagem de 0,4% dos 11.263 milhões que já torramos no banco “bom”, até Maio de 2020. 2,2% do custo anual da corrupção em Portugal, estimado em 1820 milhões pelo relatório de 2018, The Costs of Corruption across the EU, do grupo parlamentar dos Verdes/Aliança Livre Europeia. Mas como este é ano de autárquicas, prevê-se um aumento substancial nesta rubrica, pelo que aquela percentagem ainda deve descer. Peanurs, como dizia o outro. E com tanta despesa por executar, tantas cativações e a bazuca quase quase a chegar, não há de ser por 40 milhões por mês que não se ajudam as muitas vítimas das medidas de confinamento.

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António Costa vs Marcelo Rebelo de Sousa – Tá o Balho Armado

Todo o namoro acaba, ou em união ou em separação. A primeira fase de namoro terminou com os incêndios de Pedrógão, com António Costa a ceder a Marcelo Rebelo de Sousa.

O namoro continuou, com menor fulgor, é certo, mas unidos e apoiantes um do outro publicamente, até ao primeiro Estado de Emergência em Março de 2020 – Costa considerava-o desnecessário. Não era, porque o Estado não dispunha de outra moldura jurídica que sustentasse as medidas impostas aos cidadãos, nomeadamente a perda de direitos e liberdades, bem como a de garantias conferido pela Constituição. Em boa verdade, é difícil de compreender que um ano passou sem que qualquer deputado ou bancada parlamentar apresentasse um projecto de lei aplicável em caso de pandemias que evitasse o recurso ao Estado de Emergência, que deveria ser usado em casos extremos de catástrofes naturais, terrorismo ou de guerra. Não, a Assembleia da República nada fez nesse sentido, nem os que votam a favor nem os que foram contra e os que se abstêm relativamente aos sucessivos Decretos de Estado de Emergência.

Costa foi cedendo sempre a Marcelo, resignando-se [Read more…]

Bom dia…

…hoje é 1 de Abril mas nem tudo é mentira.

(foto montagem de Axel Soares)

31 de Março de 2021: Acabou a lua de mel

Guardem esta data. O dia em que acabou a lua de mel entre António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

António Costa, ao enviar para o Tribunal Constitucional os diplomas sobre o alargamento dos apoios sociais aos trabalhadores independentes e sócios-gerentes, às famílias prejudicadas pelo encerramento das aulas presenciais e aos profissionais de saúde, acaba de contrariar de forma clara e objectiva o Presidente da República (e a vontade da larga maioria dos partidos com assento na Assembleia da República). Ou muito me engano ou começou mais uma daquelas guerras típicas e históricas entre São Bento e Belém. Voltou a política à portuguesa.

Conversas vadias 5

A quinta ronda vadia em torno do Futebol Clube do Porto, do bairrismo, Miguel Carvalho, centralismo, PCP, bandeiras e Aliados, o vermelho e o encarnado, Nuno Melo, Carlos Guimarães Pinto, comunismo, capitalismo, nazismo, religião, Marcelo Rebelo de Sousa e o bairro da Jamaica, TAP, banca e intervenções do Estado, bazucas e fisgas, a conquista liberal da Holanda, vacina, António Costa e a baixa médica, o tiroteio nos EUA, BE e Moçambique, Maçonaria e Opus Dei,

Isto com os vadios Fernando Moreira de Sá, António de Almeida, Orlando Sousa, José Mário Teixeira, Francisco Salvador Figueiredo e António Fernando Nabais.

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Conversas vadias 5
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Citações: O Liberalismo explicado às criancinhas…

…porque aos mal intencionados não vale a pena.

Se é fácil demonstrar a impostura do primeiro-ministro, é mais complicado alertar o país para a mensagem distorcida que está a receber de muitas outras fontes sobre os fundamentos e objetivos do liberalismo. Se em Portugal os liberais são um fenómeno novo, o mesmo não acontece em muitos outros países, precisamente aqueles com superiores níveis de progresso económico e liberdade individual. É então importante que se compreenda e apreenda que os liberais não são contra a existência do Estado. Apenas procuram que o Estado seja capaz e eficiente nas suas funções centrais e que se procure imiscuir daquelas que não deveriam ser as suas incumbências. Aqui sim, está o cerne da questão: quais são as áreas em que o Estado deve efetivamente colocar a sua atenção? Peguemos em alguns exemplos drásticos, onde suponho que praticamente todos os portugueses concordarão: Na defesa nacional, desde o PCP até ao Chega, nunca vi uma única pessoa a defender que Portugal substituísse o seu exército por mercenários. Todos consideramos que é uma função central do Estado e que deve ser este a garantir a defesa do país, incluindo a contratação dos meios e recursos humanos necessários para o fazer. No seu oposto, todos os partidos aceitam a ideia de que os cabeleireiros devem ser privados. Embora seja um serviço importante para todos, não é, no entanto, uma função do Estado e só mesmo o mais soviético e obsoleto dos comunistas poderia defender tal interferência do poder político na economia, na liberdade individual e, literalmente, na cabeça das pessoas. Entre estes dois casos mais óbvios temos um infinito número de negócios, necessidades, gostos e vontades que em geral podem e devem ser satisfeitos pelo mercado em si, onde este conseguir responder adequadamente às necessidades do país.

Rui Rio, o amordaçado líder da oposição

Quando confrontado com a expressão “democracia amordaçada”, utilizada recentemente pelo mesmo Cavaco que tentou amordaçar a arte de Saramago, Rui Rio afirmou que “não iria por aí”. Mas foi bom senso de pouca dura. É que, imediatamente a seguir, num acto de calimerismo político que não é novo, Rio queixou-se da falta de comentadores afectos ao PSD, indo mais longe e afirmando “Identifiquem-nos já comentadores que não sejam afetos ao PS”, transportando a discussão para o patamar da demagogia barata.

Em 2019, um trabalho jornalístico de Paulo Pena revelava já que, apesar da maioria de esquerda existente no parlamento, a representatividade dos partidos de direita no comentário televisivo era bastante superior à dos partidos de esquerda. Era, no fundo, desproporcional à sua representação parlamentar, sendo que, nessa óptica, o CDS surgia como o partido mais beneficiado, sendo o PCP o mais prejudicado. A tal comunicação social controlada por comunistas.

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António Costa, André Ventura e Mamadou Ba entram num bar

António Costa considera estar a abrir-se uma fractura perigosa para a nossa identidade. Até aqui, tudo bem. Tem razão o Primeiro-Ministro e prova que tem estado atento às conjunturas da política nacional, o que é natural, não fosse António Costa o primeiro representante do Governo português.
 
O pior veio depois. Em entrevista ao jornal Público, disse o Primeiro-Ministro, que “nem André Ventura nem Mamadou Ba representam aquilo que é o sentimento generalizado do país”. Partindo de um pressuposto verosímil, o Primeiro-Ministro formula uma opinião que mais não é do que uma tentativa de atirar areia para os olhos, e agora digo-o eu, da generalidade do país. Se pode ser verdade que nem todos os portugueses são da extrema-direita, também é verdade que nem todos os portugueses querem lutar contra o racismo. No entanto, esses portugueses existem, e o Primeiro-Ministro também os representa. Um pouco mais de tacto naquilo que diz não faria mal nenhum a António Costa, mas o mesmo já nos habituou a tiradas arrogantes do alto do seu pedestal moralista.
 
A incapacidade do Primeiro-Ministro em falar de frente para esses portugueses, quer os do lado do populismo da extrema-direita, quer os do lado do excesso metafórico recorrente do representante da SOS Racismo, denota, mais uma vez, a falta de noção do mesmo e a já recorrente incapacidade em descer à Terra. Saber pôr os pontos nos i’s não é uma das qualidades do Primeiro-Ministro, definitivamente. Para Costa, Ventura não é uma ameaça, mesmo sabendo que, mal possa, o PSD, maior partido da oposição, unir-se-á aos novos (que não são novos) fascistas do burgo. Se tal não preocupa o Primeiro-Ministro, é prova de que a cadeira onde se senta já começa a ganhar calos. Ver André Ventura e o Chega como uma ameaça “é dar-lhe a credibilidade que ele não tem”; deduzo, portanto, que a melhor arma contra o extremismo de direita, para António Costa, seja a indiferença. Acho que não preciso lembrar ninguém do resultado que deu essa estratégia no passado.

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Crónicas do Rochedo 43 – Ainda discutem um novo Aeroporto???

Nos últimos dias foram publicadas duas notícias que são todo um programa para o que nos espera nos próximos tempos. A primeira foi no Observador, uma entrevista ao Presidente do Grupo Jerónimo Martins onde ele explica que estamos a caminhar para uma crise grave, muito grave. Profunda, nas suas palavras. “Relativamente ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “que está proposto, para mim ainda não está totalmente claro como é que vai funcionar, nem em que áreas”, prosseguiu, salientando que aquilo que tem sido transmitido pela comunicação social portuguesa sobre o tema não o deixa “minimamente confortável”, fim de citação.

A outra foi num dos jornais de economia de Espanha, o Expansión. Onde é explicado que este verão é a última oportunidade para salvar a economia espanhola se e só se o governo espanhol consiga elaborar um plano de regresso a uma normalidade económica. Caso contrário, o abismo. Algo que se aplica a Portugal – a Grécia, a Turquia e o Chipre já se adiantaram e ficaram com a fatia de leão das reservas de verão que se vendem no primeiro trimestre do ano. Ora, perante tudo isto, qual a mensagem que passam os nossos governantes?

Estão a discutir o novo Aeroporto de Lisboa. Ainda e sempre. Ora agora é no Montijo, ora depois é em Alcochete e por fim será onde as negociatas do eterno e sempre em pé bloco central deseje. A sério que estão a discutir esta merda? No meio de uma crise económica sem precedentes continuam com a treta do novo aeroporto? Olhem, aproveitem o elefante branco de Beja, metam um comboio rápido e vão ver que não será muito diferente, em termos de distância/tempo do caso de Beauvais (Paris) ou Memmingen (Munique), entre outros exemplos nas grandes cidades da Europa.

A sério que os nossos (ir)responsáveis políticos consideram, hoje, que a construção de um novo aeroporto é algo útil para a nossa economia? É o novo aeroporto que vai salvar o turismo (em Lisboa, no Algarve, no Porto, nas ilhas?), que vai salvar da falência as centenas de milhar de empresas que estão, na realidade, falidas? Que vi criar postos de trabalho em número suficiente para regressarmos aos valores pré pandemia? É esta a visão de futuro do governo de Costa?

A fotografia e os interesses de negócio de António Costa

Para sair bem na fotografia, António Costa diz assim:

Claro que a prioridade climática só interessa na medida em que não colida com o negócio, sendo metida na gaveta quando se trata de empurrar a todo o vapor e contra amplos protestos da sociedade civil um acordo de comércio livre (UE-Mercosul) que promove a desflorestação na Floresta Amazónica e no Cerrado, a expansão das monoculturas e pecuária intensiva à custa da destruição de ecossistemas naturais, a utilização maciça de pesticidas e a perda da biodiversidade, para além de pactuar com um presidente negacionista das alterações climáticas e sem escrúpulos em expropriar e violar os direitos dos povos indígenas.

Não saberá António Costa que, nos dois anos como presidente, Bolsonaro já vendeu 20.000 km2 de floresta tropical às companhias petrolíferas e de gás e que em 2020 a área desflorestada aumentou 10%, para mais de 11 mil quilómetros quadrados, ou seja, cerca de um nono da área de Portugal perdida em apenas um ano? Não saberá António Costa que o acordo vai agravar as alterações climáticas e perpetuar um modelo insustentável de negócio?

E tudo isto para trazer carne, soja e etanol para a Europa e vender carros e químicos aos 4 países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai)??? Ou talvez azeite?

Sr. Primeiro Ministro, basta de hipocrisia, dê ouvidos aos portugueses: segundo resultados de um recente inquérito em 12 países europeus, 85% dos portugueses concordam que o processo de ratificação deve cessar enquanto não parar a desflorestação da Amazónia.

E não nos queira deitar areia para os olhos com um anexo interpretativo, como aconteceu no caso do acordo EU-Canadá (CETA), que não vale o papel em que foi escrito, pois nada nele é vinculativo, “com dentes”, à altura do próprio acordo.

Ser campeão do Clima tem consequências e não são só as boas oportunidades de negócio das renováveis…

https://vimeo.com/454069419

P.S.- Petição Pública contra o acordo UE-Mercosul

“Vida digna”, disse António Costa

Entretanto, do alto da sua função de presidente temporário e decorativo da burocracilândia europeia, António Costa quer um salário mínimo europeu que permita uma “vida digna” aos cidadãos da União, enquanto milhares de cidadãos do país que governa, dos sectores mais afectados pela crise, os chamados “não-essenciais” (apesar de essenciais para quem deles depende para comer e pagar as contas básicas), submergem na degradação provocada pelo abandono e pela ausência de soluções concretas, aprofundando a discórdia e a fractura social, a divisão e o confronto, que, em bom rigor, lhe permitem continuar a reinar. Que se desenrasquem, dizem uns. Que morram os velhos, dizem outros. Que triste enfrentamento, penso eu. E que excelente oportunidade de capitalizar com o sofrimento e a revolta, afirmará o neofascista de serviço, enquanto esfrega as mãos e se passeia, aos saltinhos de coelho-anão, por entre a merda que espalhou por todo o lado.

Notas sobre as presidenciais 8: The António Costa & André Ventura connection

António Costa não é um político qualquer. E não anda nisto há dois dias. Sempre que me deparo com escritos que tratam António Costa como um acéfalo parido por uma juventude partidária, desprovido de inteligência, fico perplexo com a ignorância. A verdade é que António Costa começou na JS, e bem cedo, num tempo diferente deste, e até andou a colar cartazes pelas ruas de Lisboa. Contudo, como em qualquer juventude partidária, existe sempre aquela pequena minoria que se destaca dos condenados a uma existência de peão-carne para canhão. António Costa foi um deles.

Depois da formação na jota, no período pós-revolucionário, Costa teve uma ascensão meteórica. Aos 22 estava na Assembleia Municipal de Lisboa. Aos 30 no Parlamento. Aos 32 foi escolhido pelo PS para encabeçar a candidatura autárquica do partido por Loures, que perdeu, mas não sem antes deixar a sua marca na história com a célebre corrida entre um burro e um Ferrari, ganha pelo burro. Ficou como vereador, cargo que acumulou com o de deputado. Aos 34 foi director da campanha de Jorge Sampaio às presidenciais, na qual o socialista derrotou Cavaco Silva. No mesmo ano foi convidado por Guterres para assumir a Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, pasta que permite, como poucas, conhecer e dominar todas as manobras na Assembleia da República. Aos 36, foi promovido a Ministro dos Assuntos Parlamentares e encarregue de coordenar o dossier Expo98. Aos 38, no segundo governo Guterres, assume o Ministério da Justiça. Aos 41, após a demissão de Guterres, regressa ao Parlamento para assumir a liderança da bancada socialista. Aos 43, ruma a Bruxelas, onde, durante um ano, acumula a função com a de vice-presidente do Parlamento Europeu. Aos 44, regressa a Portugal para ajudar Sócrates a conquistar a primeira maioria absoluta do PS, assumindo, no mesmo ano, a função de Ministro de Estado e da Administração Interna. Aos 46, abandona o governo, antes de Portugal conhecer o verdadeiro José Sócrates, para se candidatar às Intercalares de 2007 em Lisboa, corrida que vence e que revalida duas vezes, em 2009 e 2013, abandonando o cargo em 2015 para assaltar a liderança de António José Seguro, e, posteriormente, construir a histórica Geringonça, que o colocou à frente do país desde então, com sondagens constantes a garantir a sua reeleição se o país for a votos amanhã. [Read more…]

Notas sobre as presidenciais 7: Ana Gomes against the system

Não quero imaginar o que teria sido esta eleição sem a candidatura de Ana Gomes. Sem uma candidatura que representasse o espaço que vai da social-democracia ao socialismo democrático, onde me posiciono ideologicamente. Sem uma voz de esquerda suficientemente corajosa para questionar o establishment socialista, mas sem nunca renegar o europeísmo ou as vantagens de uma economia mista, onde os sectores público, privado e social se complementam, regulados pelo Estado. Uma voz do centro-esquerda com provas dadas de carreira e competência, que tem sido um farol na luta contra a corrupção, contra a criminalidade económica e a favor de um Estado mais honesto e transparente. Senti-me representado desde o primeiro momento, mesmo sabendo tratar-se de uma eleição com um resultado mais do que expectável, que de resto se veio confirmar. [Read more…]

O estranho caso da procurador europeu

Fala-se muito no Chega como um fenómeno novo, que veio mobilizar uma parte do eleitorado abstencionista, quando, na verdade, está a crescer à custa do desaparecimento estatístico do CDS-PP, levando consigo o sector ultraconservador e saudosista do partido, ao mesmo tempo que subtraí eleitorado ao PSD, também ele ultraconservador, mas, até então, acomodado aos benefícios que a rotatividade no poder lhe trazia.

Não obstante, e, apesar da subida do PS nas intenções de voto, algo que parece resultar de uma transferência de votos provenientes do BE, ainda a pagar a factura por ter tirado o tapete a António Costa no último orçamento de Estado, parece-me claro que o Chega está a beneficiar do ambiente de suspeição que rodeia o governo e a figura do primeiro-ministro. Porque não há melhor alimento para o populismo e para a extrema-direita, do que haver quem no poder valide a sua narrativa. Aliás, importa referir que o Chega é um subproduto de mais de 4 décadas de miséria governativa protagonizada pelo bloco central, com as suas portas rotativas e esquemas público-privados. [Read more…]

Notas sobre as Presidenciais 3: hecatombe à esquerda?

À medida que os resultados iam saindo, a narrativa da hecatombe à esquerda foi sendo construída, por painéis essencialmente feitos de fazedores do opinião alinhados à direita, que toda a gente sabe que a comunicação social é controlada pela esquerda.

Mas será que foi mesmo assim?

Comecemos pelos resultados PCP, responsáveis pelo primeiro momento de vergonha alheia da noite eleitoral, com assinatura de Rui Rio, que fez questão de dar grande ênfase, no seu discurso, ao facto de João Ferreira ter ficado atrás André Ventura, apesar de tal se dever, essencialmente, a votos do PSD.

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Notas sobre as Presidenciais 1: António Costa, o grande vencedor da noite eleitoral

António Costa é, na minha opinião, e a par de Marcelo, o grande vencedor da noite eleitoral.

Porquê?

Pelos motivos que se seguem:

  1. Escolheu o candidato vencedor, antes mesmo do partido desse candidato, ou do próprio anunciar a (expectável) recandidatura, e anunciou-o publicamente, lançando Marcelo na corrida, a um metro de distância dele, sem lhe dar hipótese de fuga. Com isto colou-se à popularidade do presidente, garantiu a cohabitação pacífica para o mandato seguinte, quando a tentação de afastamento, pela impossibilidade de reeleição, poderia ser maior, garantiu a sua – não do PS – vitória nas presidenciais e poupou uns milhares ao seu partido, em falência técnica há vários anos. [Read more…]

As costas largas da Geopolítica e os meandros de Costa

Nos anos de 2014 a 2016, várias cidades europeias foram palco de expressivas manifestações contra o TTIP, o acordo de comércio e investimento entre a UE e os EUA, que implicava a conformação massiva dos padrões europeus nas mais diversas áreas, desde a ambiental e laboral até à segurança alimentar, em função dos compromissos inevitáveis para a harmonização regulatória tão própria destes “acordos de nova geração”. E que ofereceria às multinacionais uma poderosa arma para submeter os estados aos seus interesses de lucro, o ISDS – um mecanismo que as dota de direitos especiais para processarem estados em tribunais arbitrais privados e, frequentemente, secretos. Uma “justiça” paralela VIP, apenas e só disponível para as multinacionais.

À data, um dos argumentos mais içados pelos paladinos do TTIP era o das razões geopolíticas e subjacentes alianças. Até que veio Trump, e o aliado, de repente, tornou-se num aflitivo palhaço desarvorado – e o TTIP foi mandado às urtigas.

Lá se foi a Geopolítica*, quedou-se mudo quem a alardeava.

Torna hoje esse voluptuoso conceito da Geopolítica a ser a principal invocação no discurso de António Costa ao Parlamento Europeu sobre o Programa de Actividades da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, em relação ao absurdo acordo UE-Mercosul.

Onde no TTIP havia Trump, temos neste acordo, entre outros, Bolsonaro. Mas, ao contrário de Trump, Bolsonaro está desejoso de finalizar este acordo que vai contribuir para acicatar a desflorestação, atacar a biodiviersidade, dizimar povos indígenas, intoxicar os solos, sufocar a pequena agricultura e arrasar o clima.

E porque a contestação ao acordo tem sido forte e diversificada, mas a Presidência Portuguesa fez dele uma prioridade sua, Costa falou da Geopolítica e lançou umas tiradas dignas da sua indiscutível argúcia negocial: [Read more…]

2020: o ano de todas as pandemias

2020 foi um ano difícil, que pode ser resumido em poucas palavras: vírus, epidemia, pandemia, medo, confinamento, distanciamento social, máscara, álcool-gel, negacionismo, contágio, zaragatoa, teste, ventilador, profissionais de saúde, SNS, layoff, crise económica, vacina e morte. Talvez pudessem ser acrescentadas mais algumas, que nem me ocorrem nem me apetece procurar, porque não pretendo fazer disto uma obra científica, mas este foi o léxico dominante, durante os nove últimos meses. E, não nos iludamos, continuará a sê-lo.

Muito foi dito e escrito sobre a pandemia. Da “gripezinha” à falsa sensação de segurança, passando pelas habituais conspirações, amplificadas pela ignorância militante, de repente éramos 7,8 mil milhões de especialistas em saúde pública, virologia e gestão de crises. Por cá fomos bestiais, depois bestas, e, quer-me agora parecer, terminamos o ano como culpados pelo agravar dos números. E não, não saíamos mais unidos, mais conscientes ou mais humanos de tudo isto. Saímos como entramos, com as nossas virtudes e defeitos, adaptados ao novo normal que, esperamos, já seja uma recordação distante daqui por um ano. [Read more…]

Brandos costumes pidescos

Assinalou-se, na Quinta-feira, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e o momento não podia ser mais oportuno, na medida em que o país parece ter acordado para o estranho caso do cidadão ucraniano que foi espancado e torturado até à morte por inspectores do SEF, nas instalações desta força de segurança, no aeroporto Humberto Delgado. Uma bela forma de homenagear o resistente antifascista que dá o nome à infraestrutura.

Qual é o problema desta nossa indignação colectiva? É que já passaram nove meses desde que este atentado contra os direitos humanos foi perpetrado. E, com a excepção de algumas jornalistas, como Valentina Marcelino, Fernanda Câncio, Joana Gorjão e Daniel Oliveira, entre (poucos) outros, a opção pelo silêncio foi geral. Não tendo o caso sido abafado, pouca importância lhe foi dada nos headlines e alinhamentos noticiosos. As redes sociais, sempre implacáveis, não ebuliram como habitualmente acontece com casos de racismo, ou de tiradas xenófobas da extrema-direita. Um silêncio que envergonha, mais ainda por ter feito parte dele. [Read more…]

António Costa, orgulhosamente só

Foto: Global Imagens@Notícias ao Minuto

Após as Legislativas de 2019, António Costa recusou acordo formal à esquerda, e optou por sujeitar o seu governo minoritário ao geometria variável do parlamento.

Meses mais tarde, afirmou, de forma categórica, que, se que se precisasse do PSD para governar, o governo caia, derrubando a única ponte possível à direita, ainda antes da venturização de Rui Rio, que, até então, se ia mostrando aberto a alguns entendimentos.

Agora, isolado por culpa própria, totalmente dependente do PCP, do PAN e das deputadas não inscritas, já que o entendimento com o BE se tornou praticamente impossível, dispara em todas as direcções e acusa os restantes de empurrar o país para a ingovernabilidade, quando é o próprio António Costa o principal responsável por este desfecho. E eu que cheguei a pensar que era Rio quem queria eleições antecipadas.

Crónicas do Rochedo 40 – A Esquerda Trumpista

(Foto de Rodrigo Antunes, LUSA)

Os trabalhadores e os proprietários de estabelecimentos de restauração e similares (restaurantes, cafés, bares, etc) vieram para a rua protestar contra a situação que estão a viver desde março de 2020. Mais do que um protesto foi um acto de desespero.

Nalguns casos estão sem trabalhar desde março (bares e discotecas, por exemplo) continuando a ter de pagar impostos, rendas e outras despesas correntes. Noutros casos, estão a trabalhar com perdas superiores a 60%, 70%, 80% ou mais. A culpa é da pandemia? É. Mas não só. O Estado continua a assobiar para o lado. É fácil ordenar o encerramento. Difícil é ajudar quem foi obrigado a acatar a ordem de encerramento. Por muito inevitável que fosse. E foi. É. O que o Estado não explica ou não quer que se saiba é o facto deste sector, no seu conjunto, representar cerca de um milhão de trabalhadores e centenas de milhares de micro e pequenas empresas. Que foi deixado ao “Deus dará”. São essas pessoas abandonadas pelo Estado as mesmas que ouvem nas televisões um ministro da Economia falar numa injecção de milhões no dito sector e cujos putativos beneficiários não vislumbram um tusto de tal. São os mesmos que continuam a ouvir o Governo a falar de um comboio de alta velocidade, de milhares de milhões a injectar na TAP e dos pornográficos projectos PIN2030. São os mesmos portugueses que não podem abrir os seus negócios cumprindo um batalhão de regras e cujos trabalhadores não podem trabalhar, mas viram, nas televisões, multidões em Fátima, na Fórmula 1, na Feira do Livro ou na Festa do Avante.

Desta vez, não aguentaram mais e foram (mesmo assim poucos) para a rua protestar. No Porto, em Lisboa ou Aveiro, entre outras cidades. Ora, no Porto, a coisa azedou e assistimos a uma troca de empurrões e uma ou outra chapada. Acreditem, foi coisa pouca. Mas…Existe sempre um “mas”. Um conhecido cozinheiro (Chef é a palavra que agora se usa mas eu continuo a preferir a antiga) fomentado pelos media, muito querido da esquerda caviar e que até é oriundo da Sérvia, de seu nome Ljubomir, disse em voz alta o que muitos patrícios do sector dizem em surdina. Qual não é o meu espanto, a tropa de choque da esquerda nas redes sociais começou a gritar contra o homem. Os mesmos que antes o idolatravam na televisão, nos “roast” em que participou ou nas suas aparições no “Como é que o bicho mexe” estão agora muito indignados. Até o acusam de participar em manifestações manipuladas pela extrema-direita, pelos fascistas e, alguns, mais exaltados (quiçá fruto de algum grão na asa que isto de confinar é um problema), atiraram logo com o “se não estás bem vai para a tua terra”. O homem, à bruta, teceu umas palavras contra o Governo e a esquerda trumpista começou logo a ladrar. Daí partiram logo para a velha receita, retinta, de que esta malta da restauração foge aos impostos. A nandinha do Sócrates, liderando as viúvas do senhor, começou logo a cuspir ódio. A mesma que pagava os fins de semana em dinheiro e sem factura…Ora, existe aqui uma confusão qualquer. A malta da restauração e similares (admito que possam existir umas excepções) não colocou a sede das suas empresas na Holanda ou noutros paraísos fiscais, não participou na escandaleira do BES (pelo contrário, alguns ficaram foi a arder) nem se viram nas operações Lex ou na robalada que todos bem conhecem. Ao contrário de alguns(as) bem conhecidos(as) e apoiados pela nossa esquerda trumpista. Pior, no alto das suas tostas de caviar e das suas pochetes LV, não sabem o que é gerir uma empresa ou trabalhar horas e horas a servir às mesas. Não fazem ideia do inferno que é trabalhar numa cozinha ou atrás de um balcão de um bar ou discoteca. Sim, essa cachupada não faz a mínima ideia do que é a vida e confundem a mesma com a timeline do twitter ou os cinco mil caracteres sem espaços de um qualquer Diário de Notícias ou Público. Hoje, defendem o Costa como ontem o faziam, e de forma mais canina, com o Sócrates. Defendem, verdade seja dita, quem lhes dá de comer. E pegam pesado com quem se atreve a discordar. E se for um qualquer Ljubomir pior ainda, é logo mandar o homem para a sua terra.

O que este sector da nossa economia precisa é que mais “Ljubomires” levantem a voz e se necessário for, ofereçam umas valentes galhetas. É a única forma de serem ouvidos. Os tempos não estão para falinhas mansas. Na manifestação do Porto já tiveram uma pequena amostra do que pode estar a caminho. Uma pequena amostra. Pornografia é ter fome, é não conseguir dar de comer aos filhos. O desespero faz o resto. A extrema direita e os venturas da vida vão procurar capitalizar estas manifestações? Vão. E a extrema esquerda fará o mesmo. Já para não falar nos chalupas dos negacionistas. São os custos de contexto. Mas isso não retira a razão aos homens e mulheres deste sector que estão a passar por um tempo de desespero sem igual. Se a esquerda trumpista e a nossa classe política quer evitar o que se avizinha, então que ganhe juízo e faça o que tem de ser feito. Caso contrário, isto só lá vai à chapada. Da grossa.

 

Costa, a anedota

A gestão política, e política é a palavra certa, que Costa tem aplicado à pandemia é um exemplo escolástico do chamado atirar areia para os olhos.

No fim-de-semana dos finados, assistimos àquele cerco cheio que excepções, que acabou por se reduzir à proibição de se visitar a família.

Nessa sexta-feira, o circo começou logo com uma fila de 17 Km nos acessos ao Porto. Sensibilizar os condutores e, naturalmente, as audiências dos folhetins noticiosos.

A partir de amanhã, a palhaçada atinge outro marco. Recolher obrigatório entre as 23h e as 5h de segunda a sexta e a começar às 13h ao fim-de-semana. Excepções a serem cozinhadas.

Como se sabe, o grosso dos contágios ocorre noite fora, quando já não se pode comprar bebidas alcoólicas e com as discotecas e bares transformados em pastelarias. Não é nas escolas, onde os miúdos se misturam uns com os outros, levando o contágio até à restante família. Nem sequer nos transportes públicos sobrelotados, onde a distância social, no reino das sardinhas enlatadas, é uma anedota. E muito menos no trabalho do dia-a-dia, como a construção civil, onde o uso das ferramentas e a proximidade é o que tem que ser.

Este exercício tem um fim óbvio. Parecer que algo está a ser feito. O capítulo segundo da série Terás Que Mostrar A App do Covid Instalada No Telemóvel.

Eu cá, Tu lá

João L. Maio

O Bloco de Esquerda já sabia, antes de sequer iniciar qualquer negociação, que o Governo iria fazer os malabarismos do costume para sair a ganhar das negociações para o Orçamento de Estado para 2021 a todo o custo. Fê-lo nos outros orçamentos e este não seria excepção. Tem por hábito o PS baralhar e dar a bel-prazer. Mas o BE não cedeu a chantagens ou a ameaças de crise política, quando a bola esteve sempre do lado do Governo.

Não nego que votar contra o OE’21 é incoerente com o caminho que vinha sendo traçado até aqui desde 2015, com altos e baixos, mas com uma solução de esquerda para Portugal. Mas ficou claro, durante estes últimos cinco anos, que só um partido ganhou com a “geringonça” e esse foi o Partido Socialista.

Depois de reveladas as posições do PCP e do PAN, e tendo quase por certo que bastarão os 108 deputados da bancada socialista e o voto a favor de uma das deputadas não-inscritas (ou do PEV) para o orçamento passar, o Governo ficou com a certeza que não precisava do BE para nada. Posição que, aliás, sempre pareceu demonstrar. A altivez com que António Costa e outros membros do PS se referem e dirigem ao BE não mostra abertura à negociação, antes uma postura autoritária baseada no “eu quero, posso e mando”. Mas, em democracia, não é assim que funciona; e o PS devia sabê-lo melhor do que ninguém. [Read more…]

Livre arbítrio e imposição coerciva: descubra as diferenças


Faz-me imensa confusão, esta comparação disparatada entre a possibilidade do governo nos enfiar uma app telefone adentro, transformando agentes de segurança em monitorizadores de telemóveis, e os dados que entregamos voluntariamente aos Facebooques da vida. Será assim tão difícil de perceber a diferença entre uma imposição coerciva e uma decisão pessoal e voluntária?

Sejamos sérios: se eu, ou qualquer um de vocês, decide entregar informação pessoal a uma plataforma digital, bem ou mal, é de uma escolha livre que se trata. Uma escolha que pode ser revertida a qualquer momento. Se um governo decide impor uma aplicação, fazendo uso de multas e de patrulhamento policial, é o espírito da democracia que está a ser posto em causa. São os nossos direitos, liberdades e garantias que estão na prancha. [Read more…]

António Costa’s Tancos-Vieira connection

António Costa foi a Tancos, pegou numa bazuca pelas orelhas e rebentou com os dois pés. O que ainda ninguém percebeu foi porquê. O que terá passado pela cabeça de Costa, a velha raposa política que sobreviveu a Sócrates para derrubar Passos com uma Geringonça, para se atirar de cabeça contra uma parede de betão? Estará a pôr-se a jeito para perder as próximas eleições? Para forçar antecipadas? Terá sobrestimado a sua popularidade, que já conheceu melhores dias? Ninguém sabe. Tirando o próprio e os assessores que terão passado o chão a pano. [Read more…]

António Costa desonrado

Vieira retira Costa e Medina da lista de honra