A agência europeia do medicamento

O episódio da Agência Europeia do Medicamento fica a marcar a história triste do Porto e a daqueles que, tendo responsabilidades governativas, ou outras, na cidade ou mesmo no país, não hesitam em brincar com a credulidade das pessoas, com o dinheiro público e com a dignidade de Portugal, em nome de um golpe rasteiro de eleitoralismo.

Uma vergonha cujos custos deveriam sair do bolso de quem andou claramente a gozar com coisas sérias.

Passos Coelho apanhado no caso Vistos Gold*

Este texto – e em particular o seu título – foi inspirado numa peça da CMTV, na qual o órgão de comunicação social mais desonesto e ridículo do panorama jornalístico nacional afirma que “Costa promove jantar no Panteão”. Uma primeira leitura poderá induzir o leitor no erro de achar, dada a utilização do presente do verbo “promover”, que o primeiro-ministro se encontra actualmente em diligências para a organização de um evento no Panteão Nacional, apesar da polémica gerada pelo jantar de encerramento da Web Summit, que as suas declarações vieram incendiar ainda mais. [Read more…]

Porque é que a repórter da TVI mentiu escandalosamente em directo?

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

O caso já tem alguns dias e remonta à tomada de posse dos novos ministros e secretários de Estado do executivo Costa. Em tempos não muito longínquos, teria passado por entre os pingos da chuva, pelo menos para significativa parte da opinião pública. Felizmente, existem hoje uns tipos perigosíssimos, que dão vida a um projecto chamado Os truques da imprensa portuguesa, que teimam em não dar descanso ao embuste jornalístico, o que é refrescante no seio de uma sociedade que se depara diariamente com factos alternativos, criados com objectivos tão distintos como gerar receitas ou manipular a opinião pública para benefício de certos e determinados indivíduos e sectores.  [Read more…]

A traição de Jean-Claude Juncker

“Quero aqui homenagear o Governo de António [Costa] por ter endireitado e restaurado a situação das finanças públicas portuguesas”, disse Juncker em declarações aos jornalistas à chegada a Belém, onde teve a seu lado Marcelo Rebelo de Sousa.

Na terça-feira segue para Coimbra na companhia do primeiro-ministro. “Iremos falar do Orçamento [do Estado] português que não coloca grandes problemas”

[via Expresso]

Belzebus. Belzebus everywhere…

400 milhões de razões para nos preocuparmos

Com que então, o governo decidiu num sábado, e talvez até lhe tenha ocupado a tarde toda, gastar 400 milhões na indústria dos incêndios. Não faço ideia se chega ou não, apesar da Cristas ter vindo dizer que não chega. Quem foi  Ministra da Agricultura e do Mar poderá ter uma ideia sobre o assunto, se bem que a floresta não é propriamente uma subdivisão da agricultura. Excepto se for para se plantarem eucaliptos nos terrenos agrícolas, área onde Cristas tem cartas para dar.

Adiante. Decidiu-se gastar uma pipa de massa com base em quê? No combate aos incêndios? Na prevenção? Qual é o plano? Muito dificilmente as boas decisões acontecem em momentos de pressão e o Governo encontra-se entre a espada e a parede. Uma pressa destas só nos pode criar preocupações sobre estarmos a fazer as melhores escolhas. Acossado pela oposição, pelo Presidente e refém da sua própria incúria, Costa precisou de mostrar serviço.

E mostrou. Mas começou logo pelo lado errado ao nomear Tiago Oliveira, que trabalhava há vários anos com a Navigator, para unidade de missão dos incêndios. É uma decisão tão má como foi a do anterior governo ao ter nomeado Sérgio Monteiro para secretário de estado dos transportes. As razões são as mesmas. Não se metem raposas a guardar galinheiros.

Vai-te embora, Cabrão II

Por falar de “politiquices” e refinadas “filhadaputices”, e porque não é do meu timbre (nunca foi e muito menos seria nestas circunstâncias) alimentar argumentações que fazem lembrar o, felizmente, defunto “Câmara Corporativa”, queria só fazer um pequeníssimo reparo acerca do aproveitamento político da tragédia que ocorreu (aliás, é interessante reparar no vigente “double standard” sobre o conceito, ou seja, apontar o dedo ao execrável PM é um imoral aproveitamento político, responsabilizar o anterior governo e, especialmente, Assunção Cristas, é, obviamente, legítimo):

[Read more…]

E não se demite?

Já percebemos que António Costa é alérgico a demitir membros do executivo. Em Setembro o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou não ter certeza se as armas em falta no paiol de Tancos teriam sido roubadas. Chegou a circular a teoria que as mesmas poderiam até já nem existir, que talvez fosse uma questão logística, problemas de inventário, sacudindo as culpas para os militares, que obviamente são também responsáveis pelo arsenal que possuem e supostamente deveriam guardar. Felizmente ontem o país recebeu a notícia que a maioria das armas foram recuperadas a 20 kms de Tancos, na zona da Chamusca, após denúncia anónima. Isto tem que ter consequências para as chefias militares, mas também para o Ministro da tutela. A não ser que pretendam transformar Portugal numa república das bananas, onde a culpa morre solteira. Deste governo e principalmente do Primeiro-Ministro poderemos esperar tudo, como o país constatou no passado fim de semana, para esta gente apenas conta a sua própria sobrevivência política, primeiro o governo, depois os governantes, o partido, os amigos, Portugal e os portugueses vêm depois…