
(pormenor - adao cruz)
Ontem à noite…quem diria!
A poesia era o espaço entre a inocência e o dia, uma espécie de alforria e resgate da cidade, redimindo às portas da sorte o silêncio de mil noites. Vago sentimento de uma consciência acordada pelo gemido do vento, poesia real fundida e refundida, sensual e nua.
A vítima que há dentro de nós procura sempre o amor na oculta complexidade dos processos, na constante empatia do sofrimento. Nada mais relativo do que o sofrimento, movimento de tudo, senhor do silêncio vivo que arde dentro do poeta.
A poesia distorce a relação com a vida, abraça o sonho parasita do amor verdadeiro e cada um tem dos restos de si próprio a elegante ideia de uma identidade interior.
A poesia é assim!
Ontem à noite…quem diria!






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