Começa a Marcha

Começa hoje a grande aventura da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. Durante os próximos três meses, estima-se que um milhão de pessoas em todo o mundo se associe a esta marcha, juntando a sua voz a um pedido conjunto pelo fim das guerras, o desmantelamento das armas nucleares e o fim de todas as formas de violência. E para assinalar uma data tão especial, logo à tarde, o Porto vai receber um mini-marcha pela paz e a não-violência (partida às 18h00 do cruzamento das ruas de Sá da Bandeira e Fernandes Tomás). A partir das 21h00 realiza-se o debate “Da guerra justa à renúncia da guerra”, com a presença do director do Centro Cultural Islâmico do Porto, Abdul Rehman Mangá, e do teólogo cristão José Rui Teixeira. O local será a associação A Cadeira de Van Gogh (R. Morgado Mateus, 41). Em Lisboa, a festa faz-se na Livraria Ler Devagar, com a presença do dr. Fernando Nobre (AMI) e música do Quinteto Atlântico da Gulbenkian, entre outros, a partir das 21h00.

Evocações do aniversário de Hiroshima

Música, projecções de video, exposições de fotografia, largada de balões, com origamis, sementes de árvores, e pedidos pela paz escritos pelos participantes, são algumas das várias iniciativas que irão assinalar mais um aniversário do bombardeamento nuclear de Hiroshima. No âmbito das actividades da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência (MM), as cidades de Lisboa e Porto irão hoje acolher estas iniciativas. No Porto, o local escolhido será a Praça dos Leões, e o início está marcado para as 18h00. Em Lisboa, o local será o Largo de S. Domingos (Rossio), a partir das 19h00.

Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência

Imaginem um evento planetário, no qual participem, lado a lado, cidadãos anónimos e figuras públicas, representantes de quadrantes tão diversos como a arte, o desporto, a política, a ciência. Cada um deles movido pela mesma inquietação pela situação mundial actual, carregada de tensões explosivas e com a ameaça do armamento nuclear a crescer a cada dia. Todos nutridos pela mesma fé de que a humanidade está pronta para a mudança e este é o momento. Imaginem uma Marcha, um enorme caudal humano, que cubra todo o planeta, derrubando fronteiras, unindo países, idiomas, religiões, regimes políticos. Esta Marcha, feita de todos os seres humanos que pedem a paz, o fim da corrida armamentista, o desaparecimento das armas nucleares, a renúncia ao uso da guerra como forma de resolução de conflitos, a retirada dos territórios ocupados… esta Marcha sonhada por tantos, está agora a ponto de concretizar-se.

A 2 de Outubro de 2009 começará a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. O ponto de partida será a Nova Zelândia, no dia do aniversário de Gandhi, dia que a ONU consagrou como Dia Internacional da Não-Violência. Ao longo de 90 dias atravessará todos os continentes, passará por 90 países até chegar ao seu destino final, a 2 de Janeiro de 2010, na cordilheira dos Andes, aos pés do monte Aconcágua, na Argentina. A Portugal a Marcha chegará a 1 de Novembro, quando os portugueses receberem, em Tuy, o testemunho das mãos dos vizinhos galegos com quem partilham a Rota Galiza-Portugal, um dos afluentes da Marcha Mundial. A partir daí, a Marcha passará por doze cidades portuguesas, até concluir em Lisboa, a 12 de Novembro. O primeiro passo para quem em Portugal pretende associar-se à Marcha poderá ser a adesão virtual, aqui. Esta será a primeira Marcha a percorrer todo o planeta. Um momento histórico no qual se estima que participará mais de um milhão de pessoas. Um acontecimento que poderá marcar simbolicamente o início de uma nova etapa para a humanidade. A semente de uma força que irá transformar o mundo.