Moebius Redux: A Life in Pictures de André Oliveira.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Moebius Redux: A Life in Pictures de André Oliveira.

A banda desenhada foi, desde sempre, a par do comboio, um dos meus meios de transporte preferidos. Depois de um estágio na Disney, com a leitura dos Patinhas, em edição brasileira (perfeitamente legível, imagine-se), passei para a escola franco-belga, com o pequeno repórter Tintim e o ainda mais pequeno gaulês Astérix. A pulsão coleccionadora da revista Tintim proporcionou-me, ainda, o conhecimento de outros heróis e de outras escolas.
Habituado ao traço de Hergé ou de E. P. Jacobs, comecei por estranhar Corto Maltese e Blueberry, que, depois do estranhamento, se entranharam. Blueberry ainda por cima, fez parte de uma outra aprendizagem: a de que os índios eram seres humanos e a de que os brancos podiam ser desumanos.
Mais tarde, primeiro através de textos de divulgação publicados na própria revista Tintim e, depois, através da compra milionária de álbuns e revistas estrangeiros, tive ocasião de estranhar outros desenhos e outros heróis. Na revista Métal Hurlant, apareciam mundos desconhecidos, desfigurações espectaculares do traço franco-belga. Um dos autores assinava com o nome de Moebius e criava universos absurdos através de um traço absolutamente límpido.
Pouco tempo depois, descobri que Moebius era, afinal, uma espécie de heterónimo de Giraud, o autor de Blueberry. Sendo um homem das imagens, soube que teve, ainda, passagens pelo cinema e pelos jogos.
Hoje, morreu o cidadão Jean Giraud, criador dos autores Giraud e Moebius. É um bom dia para revisitar o tenente Blueberry e Jerry Cornelius.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments