Conversas vadias 13

A décima terceira edição das “Conversas vadias”, andou à volta de cabras, cabritos e cabritas, Sporting, festa, tesão, Palestina, polícia, tomates, F. C. Porto, final da liga dos campeões europeus, Amorim, Benfica, Luís Filipe Vieira, audição parlamentar (ou para lamentar?…), João Cotrim Figueiredo, Iniciativa Liberal, soundbite, Mariana Mortágua, Paulo Querido, João Galamba, Twitter, Fátima, lenços brancos, Jesus, Maria João Abreu, carpe diem, Branca de Neve, Marretas, Astérix, Fausto, U2 e museus.

Quando aos vadios: António Fernando Nabais, Fernando Moreira e José Mário Teixeira.

Aventar Podcast
Aventar Podcast
Conversas vadias 13
/

Dar de comer a quem tem fome

A ideia de descentralizar a gestão dos museus regionais foi sensata. Os museus nacionais continuarão a depender de umas gentes que em Lisboa lêem uns dossiers e que em muitos casos nunca os visitaram, mas isso é Portugal no seu normal, e o problema nem sequer está na centralização administrativa mas na falta de vontade em levantar o rabinho da capital do nosso provincianismo.

Aqui pelos meus lados acaba a Direcção Regional de Cultura do Centro, novamente entregue à mesma senhora esposa de um senhor presidente de câmara, de remodelar direcções. Parece que a ideia foi diminuir o número de directores atribuindo vários museus a cada um, nada contra dada a sua dimensão, reconduzindo quem estava com uma excepção. A excepção chama-se Zulmira Gonçalves, que será a nova responsável directa pelo Museu de Santa Joana em Aveiro e por Santa Clara-a-Velha (que é só um dos melhores espaços museológicos portugueses, e verdade se diga depois de uns séculos debaixo de água está preparado para tudo). E quem é Zulmira Gonçalves? [Read more…]

O Google Art Project fazia falta, e havia gente a dar por isso

A Google tem várias qualidades, a agradecer sobretudo tendo em conta que com o seu monopólio quase absoluto o natural seria estar a dormir à sombra da bananeira onde um tal de Bill Gates em tempos ressonou.

Uma delas é a vontade de trazer cultura à net, seja pelos livros, seja agora pela pintura.

O Google Art Project oferece-nos aquilo que muitos museus já tinham feito ainda em CD-ROM: passear dentro de um museu, e sobretudo ver em alta resolução alguns dos seus quadros.

Esta manhã mostrei a novidade aos meus alunos. Bah, preferia era mesmo ir lá. Eu sei, os museus também têm cheiro. Mas na confusão de um grande museu deixamo-nos arrastar para as giocondas e outras celebridades, perdemos a tranquilidade da descoberta, e sobretudo não podemos enquanto visitantes ver a ampliação do traço, o arrasto do pincel, o retocado.

Lá perceberam com um Van Gogh, muito explicado o mês passado, e agora demonstrado no seu micro-esplendor.

Eu sei que a Google se move pelo negócio, e esta é mais uma iniciativa que pensa nos cifrões. Mesmo assim obrigado, e onde é que se mete a moedinha?