Chile: uma reportagem

São Alberto do Chile, trabalho com operários para construir o país

Alberto Hurtado Cruchaga ou São Alberto do Chile, que reconstrói o país nos anos 50 do Século XX com os operários.

Lembro-me que pelos anos 50 do Século XX, havia um programa de música folclórica chilena, de René Largo Farias. O título do programa radiofónico – não havia televisão nesses tempos – era simpático: Chile rie e canta, acrescentando o nome do posto da rádio. E com Largo Farias, todos cantávamos. Era o país das festas, dos bailados, do ballet clássico, de música de ópera e dos desfiles, dos eternos desfiles. Por tudo e por nada, o Chile desfilava e era dia de folga. O 21 de Maio, por ter perdido dois heróis, o Capitão Arturo Pratt Chacón, e o nosso parente, o tenente Ignácio Carrera Pinto. Batalha perdida como valentes, no meio de uma guerra começada contra o Peru e a Bolívia em 1879, guerra ganha pelo empenhamento dos soldados chilenos que em duas batalhas cruciais, acabaram por ganhá-la: a coragem da morte dos heróis, e a toma do pão de açúcar denominado o morro de Arica, a 8 de Junho de 1880. Datas marcadas na história do país como dias de glória e de heroicidade, dias que mereciam festas, cantos e danças. Chile, mais uma vez, estava a dançar e a cantar. E os meses de Setembro desde 1810, esses dias do 18 e 19, em que se comemorava a declaração da independência do Chile da Monarquia Espanhola, acabada de se completar a 5 de Abril de 1818, na Batalha de Maipú, sítio de veneração da Nossa Senhora do Carmo ou Virgen del Carmen, padroeira do Chile. O seu dia é o dezasseis de Julho, desde 1818, dia de folga, procissão e dança. Dia Santo.

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