IDF algema, prende e tortura criança palestiniana com deficiência intelectual

Imagem retirada de https://imeu.org/

Este é Ragheb Samhan. Tem 13 anos e uma deficiência intelectual.

No passado dia 28 de Março de 2022, Ragheb brincava com outras crianças e adolescentes na rua quando, de súbito, estas acabam perseguidas pelo exército israelita. Encurralado, Ragheb é capturado, de acordo com a organização humanitária israelita B’Tselem, “o centro israelita para os direitos humanos”, que tem denunciado inúmeros casos de abuso por parte das forças israelitas.

Posteriormente, os soldados israelitas ataram as mãos do pequeno Ragheb, vendaram-no e agrediram-no, sem nunca avisarem a família do paradeiro do jovem palestiniano. Horas depois, largaram-no à entrada de Ramallah, o bairro onde vive Ragheb, sem nunca lhe retirarem a venda e as algemas. Foi, depois, encontrado por familiares.

Mais tarde, os mesmos membros da IDF apareceram à porta da casa dos familiares de Ragheb Samhan, prendendo dois familiares, também menores, agredindo-os com socos e pontapés para, depois, os soltarem sem qualquer acusação.

Cerca de 160 crianças palestinianas são presas pelas autoridades israelitas todos os meses. Em 2021 Israel assassinou 86 crianças.

Criminalizar os exorcistas da reconversão, já!

Assinalam-se hoje 31 anos desde que a OMS colocou um ponto final num absurdo alimentado por um cocktail de crueldade, ignorância, preconceito e fanatismo religioso, retirando a homossexualidade da lista de doenças reconhecidas pela ciência como tal.

Hoje, para assinalar a data, o Bloco de Esquerda recupera um projecto que tem o meu total apoio, e que só peca por tardio, pese embora seja uma luta antiga do partido: criminalizar a chamada terapia de reconversão, uma charlatanice ao nível do exorcismo e do teatro mal-amanhado das curas milagrosas que um sem número de seitas oferece a troco do habitual dízimo.

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Indigência jornalística

Retirado do Instagram.

O jornal Público classifica o apartheid israelita na Palestina como “operação militar”. O jornal Público, sistematicamente apontado como “um jornal de esquerda”, tem como principal cronista um neo-liberal, tem como director outro neo-liberal e classifica a ocupação ilegal de terras e o assassinato de uma jornalista (espantem-se) como “operação militar”.

Chega a ser um constrangimento, hoje em dia “cringe”, ver os malabarismos que vão sendo feitos quer pela classe política, quer pela comunicação social, no que respeita às guerras que por aí grassam. Sabemos por que o fazem, sabemos por quem o fazem. Há uns anos, estudava na FLUL e, no âmbito da cadeira de Sociologia da Comunicação, o jornalista da RTP, João do Rosário, dizia-nos por que razão o jornalismo, hoje, não é tão sério e certeiro como outrora: a partir do momento em que deixaram de ser os jornalistas a dirigir o jornalismo, o mesmo entrou em decadência. E porquê? Porque entraram na equação as empresas de investimento que, hoje em dia, controlam os órgãos de comunicação social: Media Capital, Global Media, Cofina, etc (veja-se, por exemplo, todo o imbróglio Marco Galinha-Mariana Mortágua, e como o primeiro venceu a “guerra” pela força dos rublos).

E só por isto se entende que o jornalismo se preste a tal indigência nos dias de hoje. Tudo fica demasiado exposto quando eclode uma guerra na Europa, enquanto há outras guerras noutros pontos do mundo.

É o que eu digo: putinistas há muitos.

Fotografia: MAYO

Marcelo continua o namoro descarado e já marcou novo encontro para Agosto

Moçambique é sempre melho..

Com “irmãos” da índole de Nyusi e Bolsonaro, não espanta a falta de escrúpulos de Marcelo em se dispor a vender o peixe desses indignos personagens.

O entendimento de Marcelo sobre o que é a soberania de um país – com a qual enche a boca cada vez que vai a Moçambique para se escusar a tocar em pontos difíceis – é tão rasinho como é elevada a sua falta de sentido de estado ao se pronunciar com uma preferência tão exagerada, empolada e desapropriada pela terra em que o seu pai foi governador geral entre 1968 e 1970. Diz Marcelo que anda pelo mundo inteiro a ver se encontra outra terra que mais o enfeitice, mas não, Moçambique é o melhor país do mundo.

Só para explicar: falar de problemas de direitos humanos – como existem massivamente em Moçambique – faz parte da bagagem que chefes de estado ou de governos deveriam levar ao visitar um país, até mesmo quando vão falar de negócios, ou inaugurar hotéis de luxo, como Marcelo achou por bem fazer, ocasião que aproveitou para engraxar o Moçambique do corrupto Nyusi até doer. [Read more…]

Quem vê futebois não vê opressões

A comunicação social já está de olhos postos no Portugal X Turquia de amanhã. Como sempre, mesmo em tempos de guerra, nada como o futebol para interferir com a grelha informativa, há um mês obcecada, como nunca, por uma das muitas guerras que decorrem no planeta Terra.

O jogo é a primeira etapa dos playoffs que poderão levar Portugal ao Mundial do Qatar. Um Mundial marcado desde cedo por suspeitas de corrupção na escolha do anfitrião. Um Mundial que acontece numa monarquia absoluta, com níveis de opressão não muito diferentes dos da Federação Russa, que também organizou, recentemente, um Campeonato do Mundo de Futebol. Um Mundial ensombrado pelas denúncias internacionais de abuso de direitos humanos, com trabalho escravo na construção dos estádios e infraestruturas, sem condições dignas, que de resto levou à morte de mais de 6500 trabalhadores. Ou escravos, como preferirem, até porque, em muitos casos, os “trabalhadores” podem legalmente ser sujeitos ao trabalho escravo, não podendo sequer ausentar-se do país sem autorização do patrão. Ou, se preferirem, do oligarca lá do sítio.

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José Crespo de Carvalho, os refugiados ucranianos e o futuro do mercado laboral português

José Crespo de Carvalho, professor no ISCTE e cronista no Observador, brindou-nos a todos com uma bela dissertação sobre as vantagens económicas de receber refugiados ucranianos. Há quem o tenha acusado de promover a exploração, da forma mais desumana possível, cavalgando o drama dos refugiados para promover a ideia de que os portugueses são mandriões que não querem trabalhar. Más línguas, seguramente. Más línguas de subsídio-dependentes que não querem trabalhar.

No artigo “Ucranianos em Portugal e o mercado de trabalho”, José Crespo de Carvalho deixa bem clara a sua posição no destaque do artigo, que podem ver em cima. Ideias chave:

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Para onde iriam vocês?

O desastre humanitário no Afeganistão é total.
6 milhões de refugiados.
9 milhões de afegãos a passar fome.
Mulheres brutalizadas.
Direitos humanos esmagados.
1 milhao de crianças desnutridas.

Se estes seres humanos não conseguem viver, comer ou sobreviver, para onde acham vocês que eles irão?

Para onde iriam vocês?

Julian Assange, Direitos Humanos e a hipocrisia que será a nossa ruína

Imaginem que Julian Assange fugia ao Kremlin, não à Casa Branca, e era entregue pela justiça bielorrussa aos sabujos de Putin. Conseguem imaginar a gritaria das democracias liberais? Conseguem imaginar o blá blá blá direitos humanos, blá blá blá democracia, blá blá blá liberdade?

Eu consigo. Como consigo, com maior facilidade ainda, se o hacker fugisse de Cuba e fosse entregue ao regime por Nicolás Maduro. Seria uma arrancar de vestes e cabelos sem paralelo na história do mundo – mais ou menos – livre.

Não que Assange esteja já sentenciado, uma vez que ainda tem possibilidade de recorrer da decisão do High Court de Londres, depois de ter ganho a batalha da não extradição na primeira instância, mas tudo indica que o futuro de Assange será passado numa prisão americana. Para todo o sempre.

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Peng Shuai, o Partido Comunista Chinês e o Capitalismo entram num bar…

Ao longo dos últimos dias, um pouco por todo o mundo, personalidades de diferentes quadrantes exprimiram a sua revolta. Escreveram-se editoriais, artigos de opinião e milhões de publicações nas várias redes sociais, emocionadas e repletas de indignação. Alguns responsáveis políticos, lideres de organizações internacionais e de instituições de renome juntaram a sua voz ao protesto. E todos, sem excepção, fizeram a mesma pergunta:

  • Onde está Peng Shuai?

Ao que tudo indica, Peng Shuai está onde sempre esteve: na China. E aquilo que lhe aconteceu, após denunciar o “alegado” abuso sexual de que foi vítima, por parte do antigo vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli, sendo imediatamente censurada e desaparecendo da vida pública chinesa, é aquilo que se espera de um regime totalitário como o chinês, que monitoriza a sua população como o partido do Grande Irmão monitorizava a Oceania imaginada por Orwell. Chegarmos a esta fase e isto ainda surpreender alguém só torna toda esta situação mais preocupante. Andarão alheados da realidade? Estavam à espera de quê? De um movimento #metoo nas ruas de Pequim?

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Direitos Humanos: por cumprir

“Não sou livre enquanto outra pessoa for prisioneira, mesmo que as suas correntes sejam diferentes das minhas” – António Alves Vieira (1987-2018)

Enquanto continuar a haver medo, a luta não terminará. Direitos LGBTQI+ são Direitos Humanos; e enquanto os primeiros não estiverem totalmente assegurados, os segundos nunca serão cumpridos.

Pratiquei desporto muitos anos; futebol, em concreto. Por ter a experiência, sei que estou em condições de dizer taxativamente: o mundo do futebol é um mundo machista e homofóbico. Não se enganem; gosto muito de futebol. Mas as coisas são como são. Por isso, enfrentemos a realidade de frente e mudemos o paradigma.

O medo das represálias por parte do patronato, de colegas e adeptos é avassalador. Saber que se pode ser afastado por se ser homossexual é aterrador, desumano e pressiona, muitas vezes, a que se tome uma decisão. E essa decisão, por norma, tem dois caminhos: a aceitação da vida que se quer levar ou a morte. Não raras vezes, pelo estigma, pelo preconceito, pelo isolamento, este caminho acaba na morte. [Read more…]

Feliz Dia da Visibilidade Bi!

Hoje é um dia muito importante para mim e para todas as pessoas bi, sejam estas mulheres, homens, pessoas não-binárias, mulheres e homens trans.

O Dia da Visibilidade Bi é um dia de luta e conquistas que poucos querem ouvir falar ou se lembram que existe. Eu lembro-me, não só hoje, como todos os dias. Lembro-me porque nem todas as conquistas foram devidamente alcançadas, principalmente, o acesso ao trabalho e à habitação, bem como a desconstrução de preconceitos e de estigma que as pessoas bi vivem diariamente, no seio das suas famílias, amigos, conhecidos, escola, trabalho e da sociedade em geral. Ainda há pessoas que pensam que a bissexualidade é uma fase ou que é uma questão flexível de escolha entre um género binário. Não é.

Nos dias de hoje, em que celebro alegremente a minha sexualidade, sentada no banco de privilégio de mulher branca e bissexual, dou por mim a pensar na quantidade de pessoas que não têm um espaço seguro para afirmar ou assumir a sua identidade e orientação sexual. Penso na quantidade de países em que a homossexualidade é crime e, portanto, ilegal. Penso nos/nas jovens que são excluídos, humilhados, perseguidos e inferiorizados pelas próprias famílias, quando assumem a sua sexualidade. 

O caminho da desconstrução ainda é longo e moroso. E até lá, lutarei ao lado de todas as pessoas que querem fazer esta batalha de desconstruir-se e desconstruir o mundo.

Feliz Dia da Visibilidade Bi!

Homodireita: não tenho nada contra, mas…

JN – 2 de Outubro de 2008: esclarecedor

E por Vezes
de David Mourão-Ferreira

«E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos   

E por vezes
encontramos de nós em poucos meses

o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos

E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites, não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos»

Depois de anos, décadas e séculos em que a direita fez questão de ostracizar homossexuais, confesso que é lindo, agora, depois de um homem, branco e de direita se ter assumido homossexual, ver a direita a fazer dos mais belos malabarismos para se vir dizer defensora dos direitos LGBTQI+.

Senhores, deixem-se de merdas. Isto é só a prova de que direitos LGBTQI+ são direitos humanos e que, enquanto estes (e outros direitos) não forem cumpridos, os direitos universais não serão cumpridos.

A homofobia combate-se com políticas públicas de inclusão, de informação e de educação. Todo o escabeche que foi feito nos últimos dois dias em relação a Paulo Rangel tem um nome: hipocrisia. E quem melhor do que a direita para nos mostrar, tão bem, o que é ser hipócrita?

Se um dia Paulo Rangel for líder da oposição, ou, quem sabe, de um governo, aí sim, saberemos, finalmente, como age a direita perante os direitos humanos. Até lá, continuemos a dar a todos os eleitores de direita, aquilo que eles gostam: beijos gregos.

Refugiados, neofascistas e o triunfo de Vladimir Putin

Que insistimos em nada aprender com a história, já todos sabemos. Que países como a Polónia queiram construir muros para não deixar passar os refugiados que chegam à sua fronteira provenientes do Afeganistão, depois das atrocidades de que foram alvo antes e durante a Segunda Guerra Mundial, quando milhões de polacos fugiam aos nazis e aos soviéticos e eram eles os refugiados a bater à porta das democracias europeias, é só a prova de que a ânsia de alargar a União Europeia até aos limites fronteiriços da Federação Russa, em cima do joelho e sem salvaguardas que garantissem o total respeito pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos, foi um erro tremendo. Tanto trabalho para encurralar Putin para agora termos um exército de pequenos Vladimires instalados na União Europeia, não só Leste mas também a Ocidente. Que digam Le Pen e Salvini, um dos heróis do fachito que temos por cá, a quem só falta andar com uma t-shirt de Putin.

Oh, wait…

Talibans e regime saudita: descubra as diferenças

Qual é a diferença?

A diferença é que os sauditas metem cá – Ocidente – muito dinheiro, e com muito dinheiro pode-se cuspir na democracia, espancar mulheres, cortar jornalistas às postas e financiar terroristas sem que os democratas europeus e norte-americanos arrebitem cabelo.

É essa, a diferença.

O Nasir precisa de tirar a sua mãe e irmã do Afeganistão

E para isso precisa da nossa ajuda. Conheço o Nasir há uns anos. Chegou a Portugal sem nada. Não sabia falar a nossa língua, não conhecia a nossa cultura. Tive a sorte de o conhecer. Sim, conhecer um refugiado enriquece-nos em todos os aspectos. Conhecemos um pouco de uma cultura diferente, conhecemos novas pessoas, com novas histórias de vida e percebemos melhor quão afortunados somos por vivermos num país em paz, apesar de toda a podridão. Tentamos imaginar o que será deixar uma vida confortável, deixar família e amigos, deixar sonhos pendurados e partir sem nada, sem sequer saber onde se vai desaguar. O Nasir chegou a Portugal, mais concretamente ao Porto, depois da fuga do Afeganistão e de uma passagem pela Alemanha e, vá-se lá saber porquê, gostou disto. Terá encontrado aqui a sua paz. A paz que não encontrou nos países por onde passou. A paz tem muito que se lhe diga. Não é apenas um país sem guerra. Também importante é a paz interior, aquela que temos quando sabemos que encontrámos o “nosso” lugar. Pois o Nasir encontrou aqui o seu lugar. Fez amigos, conheceu pessoas, frequentou cursos para aprender a língua e começou a usá-la nas suas conversas. Já se desenrasca a falar e escrever português, terminou cá os seus estudos universitários e está integrado na nossa sociedade. Mas o Nasir tem ainda a sua mãe, bastante idosa e doente, totalmente dependente da filha, e a sua irmã no Afeganistão. Como podem ler na petição que hoje o Nasir me pediu para assinar, [Read more…]

Marcelo, o negociante

Realmente, como dizia um comentador do Aventar, eu não percebo nada de política. Não consegui perceber a que título o ministro dos negócios estrangeiros foi há 3 dias inaugurar uma sede da EDP no Brasil. E agora não atinjo como é que o Presidente da República português tem o desplante de se encontrar com Bolsonaro e, em vez de lhe falar nos direitos humanos dos povos indígenas e na destruição do Amazonas que avança a 100 à hora, vai com “uma preocupação muito clara de explorar todos os caminhos, posições comuns e passos a dar em conjunto”.

“Temos muito a concretizar e a realizar”, disse o Presidente da República e referiu, como pontos prioritários, o “estreitamento das relações de cooperação, o aprofundamento da vertente económica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o objectivo de chegar a um acordo entre a União Europeia e ao Mercosul”.

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul, sr. Presidente??? Mas o sr. Presidente tem noção de que esse acordo iria apenas beneficiar o agronegócio e a indústria automobilística, ao mesmo tempo que conduziria a mais incêndios florestais na Amazónia, prejudicaria a biodiversidade, os direitos humanos e o bem-estar animal e que está em directa contradição com os compromissos ambientais da UE??? Mas o Sr. Presidente também só pensa em negócios? Não deveria ter uma posição mais consentânea com o cargo que desempenha?? Não se informa, ou está-se nas tintas para os prejuízos ambientais e sociais desse absurdo acordo??? Tem mesmo que se colocar ao nível dos comerciantes e ser seu porta-voz? Não lhe caberia o papel de saber ver mais longe, de se sentir responsável pelos direitos das futuras gerações, de ter o bem comum mais centrado no seu foco de visão?

É a tal coisa, eu não percebo nada de política. E hei-de morrer sem ver um político português do centrão a ter um papel verdadeiramente elevado e liberto dos atilhos comezinhos do negócio.

Pod do Dia – Homo Cheganus

Em Viseu, elementos ligados à candidatura do Chega à câmara local foram acusados de ter proferido insultos homofóbicos, a que se seguiram, após reacção verbal do queixoso, agressões físicas a este mesmo queixoso.

 

Aventar Podcast
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Pod do Dia - Homo Cheganus







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Pode haver quem não note, mas esta gente é irresponsável- o acordo UE-Mercosul

Reza a opinião do eurodeputado Paulo Rangel:

Um exemplo relevante em que, embora sem sucesso, a presidência portuguesa esteve bem foi a do acordo de comércio entre a UE e o Mercosul. O estreitamento de laços comerciais entre a Europa e a América do Sul é decisivo, não apenas na dimensão económica, mas também ambiental, social e de geopolítica global. Aqui, verdade seja dita, Portugal tem cumprido escrupulosamente aquela vocação de “ponte” ou de “fazedor de pontes” que justamente a dupla identidade lusófona e europeia lhe dá”.

Blábláblá e toca a andar para a frente com um acordo catastrófico para o Planeta e os Direitos Humanos, entre outras calamidades que promove.

Esta gente anda a chegar achas ao Planeta e não é julgada por isso. A História o fará, mas, até lá, já o mundo será um lugar diferente e as gerações futuras terão de se amanhar.

A homofobia mata. E Samuel morreu.

Eu não tenho nada contra pessoas heterossexuais. Aliás, até tenho amigos que são e convivo com eles.

Só não gosto de heterossexuais que dão muito nas vistas. Os chamados machos, estão a ver? Aqueles heterossexuais demasiado espalhafatosos, que ficam a olhar para qualquer mulher na rua de forma tendencialmente sexual, que atiram piropos ordinários e cospem no chão. Sabem aqueles heterossexuais demasiado heterossexuais, aqueles que coçam o saco à frente de toda a gente, que arrotam alto em público e falam alto para toda a gente ouvir a conversa. Não gosto. Aqueles heterossexuais que estão sempre a esfregar-nos a sua heterossexualidade na cara, conduzindo a 100km/h numa estrada de 50km/h e ultrapassando o carro da frente numa via com linha contínua, essas abominações de gente, odiados por Deusinho-todo-o-poderoso. Ninguém vê que ser heterossexual é contra-natura? Heterossexual que bate em mulheres, já ouviram falar? Heterossexual que faz questão de dizer que gosta de mulheres, que comenta o aspecto de qualquer mulher com qualquer outro amigo heterossexual, que se gaba de não tratar bem nem as mulheres, nem mais ninguém para além dele mesmo… conhecem esses broncos monstruosos que irão arder no inferno em nome de RuPaul? [Read more…]

Os pesos e as medidas

Chamar “homossexual” é um insulto? Isso pressupõe que ser homossexual seja insultuoso. Para quem? Para um homofóbico?

O gajo ouve “filho da p***” todos os jogos e faz queixa por ofenderem a mãe? Eu sou homossexual, e se alguém, na rua, me gritar “gaaaaaay!” eu grito “pois sou!”… onde está o insulto? [Read more…]

Como se Putin precisasse de Medina para alguma coisa

Em Janeiro, um grupo de manifestantes juntou-se em frente à embaixada russa em Lisboa, para protestar contra o regime totalitário de Vladimir Putin, em particular contra a detenção de Alexei Navalny, um dos mais audíveis opositores da ditadura instalada no Kremlin. Meio ano depois, Expresso e Observador noticiaram o caso, que rebentou como uma bomba no espaço publico nacional.

Este caso, gravíssimo e intolerável, não se circunscreve ao alegado erro, que resultou na entrega dos nomes dos organizadores daquela manifestação às autoridades russas, conhecendo o historial de assassinatos de activistas perpetrados pelos sabujos de Putin, pese embora resulte de um procedimento em vigor há 10 anos. Ainda assim, deveria ser suficiente para Medina colocar o lugar à disposição e se afastar do exercício de cargos públicos até que tudo estivesse esclarecido.

Não quero com isto dizer – muito menos alinhar nas conspirações estapafúrdias e imbecis que li no Twitter e no Facebook – que Medina recebeu um telefonema de Putin para denunciar os activistas, e que o autarca fez o frete ao ditador russo. Isto é um absurdo a todos os níveis, até porque Putin não precisa das autoridades portuguesas para nada, logo a começar no facto de a manifestação ter decorrido em frente à sua própria embaixada, observada de perto pelos elementos do FSB com passaporte diplomático. Aliás, se os hackers russos conseguem minar as eleições nos EUA, certamente não precisarão de nenhum Snowden para entrar na rede CM de Lisboa e extrair toda e qualquer informação que lhes interesse.

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A homofobia não tem ideologia, mas…

Assinala-se hoje o Dia Internacional contra a Homofobia. Um dia que nos recorda a todos o muito que há a fazer para combater a incivilidade, o preconceito e a crueldade, neste país em que os brandos costumes continuam a esconder níveis elevadíssimos de machismo, homofobia e perseguição, que começam em casa, se estendem à vida escolar e vivem instalados em alguma comunicação social, em alguns partidos políticos e numa série de instituições, publicas e privadas, onde a mentalidade retrógrada impera.

Não gosto de colocar a questão da homofobia em termos de esquerda e direita, por se tratar não de uma questão político-ideológica, mas de decência e humanidade. Contudo, é evidente que, num país em que a direita está cada vez mais refém do passado e de um conservadorismo bacoco e não raras vezes extremista, a luta pelos direitos da comunidade LGBT continua entregue e dependente da esquerda, que não é responsável pela aparente demissão da direita destas questões, excepção feita à Iniciativa Liberal.

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Dia Internacional Contra a Homofobia

Cartaz alusivo à história dos direitos LGBTQ+ em Portugal, afixado pelas ruas de Porto de Mós.

Assinala-se hoje, dia 17 de Maio, o dia Internacional Contra a Homofobia.

Em 1990, por iniciativa da Organização Mundial de Saúde, a homossexualidade foi retirada da lista de “doenças e problemas relacionados com a saúde”.

Trinta anos volvidos, as pessoas homossexuais continuam a ser violentadas todos os dias, pelo mundo fora; na própria casa, com a família, na rua, por desconhecidos, na escola por colegas, no trabalho, etc. Em setenta países ainda é “ilegal” ser homossexual e seis países aplicam a pena de morte a quem obstruir a “lei”. [Read more…]

EU-Mercosul: Um protesto na rua contra a insanidade

Ontem de madrugada na Praça do Comércio, um grupo de colectivos da sociedade civil lançou, em letras gigantescas, um apelo à sensatez.

Sensatez que, em particular o governo português, com a sua arreganhada insistência na ratificação deste absurdo acordo, demonstra não ter, por amor a supostas portas abertas a negócios além-mar.

Toda a rede de acordos de livre comércio que a União Europeia anda diligentemente a tecer padece de sérios problemas. Estes ditos acordos de “nova geração” reduzem tudo ao comércio e à liberalização, sem ter verdadeiramente em conta coisas menores como os direitos humanos ou a sustentabilidade. Têm, sim, capítulos rendilhados com belas palavras alusivas a um mundo melhor, mas que disso não passam. Ao contrário dos capítulos de protecção ao investimento estrangeiro, esses sim, “com dentes”, os valores “soft” são embalados em moles declarações de intenções.

Porém, este Acordo EU-Mercosul, assinado em 2019 mas que ainda carece de ratificação e tem como alvo abranger 780 milhões de pessoas, ultrapassa tudo o que até agora se tem visto em matéria de insanidade. [Read more…]

UE-China ou a subalternidade dos Direitos Humanos

Foi considerada a cereja no topo do bolo da presidência alemã do Conselho da UE, que terminou a 31 de Dezembro passado: após 7 anos de negociações, a União Europeia e a China chegaram, no dia 30 de Dezembro de 2020, a um acordo de princípio sobre investimento (“Comprehensive Agreement on Investment”). Desta vez não se trata de um acordo de comércio livre, nem um acordo clássico de protecção do investimento, mas de um acordo que regula o acesso das empresas europeias ao mercado chinês e vice-versa.

A euforia foi grande, sendo o mercado chinês o gigante que é. Mais uma vez, fez-se jus à expressão “money makes the world go round” e demonstrou-se a sua superioridade face a valores subalternos aos do negócio, como manifestamente são os Direitos Humanos e laborais.

À revelia de tudo o que é do conhecimento geral a respeito das botas cardadas com que a China espezinha os Direitos Humanos, aqueles que nos governam, tanto a nível nacional como da EU, não têm pruridos em “fazer negócios, tolerar abusos e violações de direitos humanos, ou vender o nosso património mais valioso a uma ditadura como a chinesa.[Read more…]

Brandos costumes pidescos

Assinalou-se, na Quinta-feira, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e o momento não podia ser mais oportuno, na medida em que o país parece ter acordado para o estranho caso do cidadão ucraniano que foi espancado e torturado até à morte por inspectores do SEF, nas instalações desta força de segurança, no aeroporto Humberto Delgado. Uma bela forma de homenagear o resistente antifascista que dá o nome à infraestrutura.

Qual é o problema desta nossa indignação colectiva? É que já passaram nove meses desde que este atentado contra os direitos humanos foi perpetrado. E, com a excepção de algumas jornalistas, como Valentina Marcelino, Fernanda Câncio, Joana Gorjão e Daniel Oliveira, entre (poucos) outros, a opção pelo silêncio foi geral. Não tendo o caso sido abafado, pouca importância lhe foi dada nos headlines e alinhamentos noticiosos. As redes sociais, sempre implacáveis, não ebuliram como habitualmente acontece com casos de racismo, ou de tiradas xenófobas da extrema-direita. Um silêncio que envergonha, mais ainda por ter feito parte dele. [Read more…]

Embargar a China? Why not?

CH

Não querendo entrar em teorias rebuscadas sobre a origem do novo coronavirus, de natureza conspirativa, parece-me inegável que a China foi desonesta com o resto do mundo, ao ocultar, deliberadamente e durante várias semanas, a gravidade do problema que tinha em mãos.

Vai daí, é meu entendimento que o mundo deve exigir à China compensações financeiras pelo caos que a sua opacidade aprofundou. Vou ainda mais longe: parte significativa do Plano Marshall que a Europa e o mundo vão precisar, quando a crise económica que já se sente ocupar o primeiro plano das nossas preocupações, deve ser assumido por Pequim.

Caso a China decida não colaborar, defendo que deve haver coragem, pelo menos do mundo democrático, em impor sanções pesadas, e, eventualmente, um embargo total. De caminho, e pensando apenas no espaço europeu do qual faço parte, parece-me que estamos perante o momento ideal para um plano ambicioso de reindustrialização da Europa, capaz de, simultaneamente, gerar emprego e acabar com a dependência das importações chinesas. Isto será absolutamente crítico em sectores como o têxtil ou o automóvel, apenas para citar dois exemplos.

Naturalmente, tal intenção enfrentará poderosas forças de bloqueio, não só da própria China, como do sector financeiro e da grandes multinacionais ocidentais, cujos lucros, estratosfericos, dependem dos baixos custos de produção e de matérias-primas que a grande fábrica do totalitarismo chinês lhes proporciona. Mantendo o actual status quo comercial, é praticamente impossível ao Ocidente competir com um regime que explora a mão-de-obra, ignora direitos laborais e não respeita direitos humanos.

Ainda no campo dos interesses do modelo económico ocidental, importa realçar que a China é hoje um dos maiores mercados de consumo a nível mundial e um dos maiores clientes de produtos de luxo produzidos pela Europa e pelos EUA. Um embargo total à China resultaria numa perda significativa de vendas para inúmeras marcas, do sector da moda ao automóvel entre muitos outros. E o capitalismo, que não se deixa abalar por contradições éticas ou morais, dificilmente cederá. É o lucro que importa, não os direitos humanos. Muito menos a democracia.

Assim, encontramo-nos numa encruzilhada. Por um lado, estamos reféns de um regime comunista totalitário, que controla e comanda parte significativa da economia mundial, incluindo empresas estratégicas na Europa e EUA. Por outro, estamos nas mãos de multinacionais e instituições financeiras, que se deitam com qualquer oligarca ou autocrata que lhes pague o preço certo em euros. Ou dólares. Ou yuans. Talvez precisemos de uma revolução. E os ares de Abril costumam ser propícios para derrubar ditaduras. Why not?

Filhos de uma grande puta

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via Expresso

Ao nível de toda a escumalha por ali anda, do Bashar aos terroristas, passando por russos e americanos. Faço votos para que sejam todos violentamente violados por um elefante avantajado. E ainda ficam em dívida.

Apenas um dia?

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Helena Ferro de Gouveia

Correm as horas. Vorazes. Dizemos que não temos tempo, quando nunca fomos tão livres para escolher o que fazer com ele. Vivemos num palco de extraordinárias expectativas, inatingíveis. Quantas vidas vivemos por procuração? Ou quanto medo temos de ser sentimentais, num mundo asséptico de sentimentos?

Mas há, na era do individualismo e da indiferença quem nos devolva candura, quem nos encha o firmamento de pontos de luz, quem se recusa a ver no sofrimento uma abstracção e age.

Estes anjos, e felizmente ainda há tantos, não precisam do meu agradecimento, mas faço-o “em nome dos que dormem ao relento/Numa cama de chuva com lençóis de vento/O sono da miséria, terrível e profundo”. O Natal? São eles. O eu pelo outro.

Hoje é dia mundial do Trabalhador Humanitário.

Bom dia

Retrocesso e radicalização: o alarmante destino de Theresa May

New British Prime Minister Theresa May speaks to the media outside her official residence,10 Downing Street in London, Wednesday July 13, 2016. David Cameron stepped down Wednesday after six years as prime minister. (AP Photo/Kirsty Wigglesworth)

A chegada da eurocéptica Theresa May ao poder no Reino Unido não está a ser particularmente animadora. Poucos dias após se mudar para o nº10 de Downing Street, a nova primeira-ministra inglesa já conseguiu a proeza de promover uma onda de retrocessos de proporções consideráveis. Margaret Thatcher iria adorar.

Para a pasta do Ambiente, May convidou Andrea Leadsom, a Ministra da Energia de David Cameron que recentemente questionou a veracidade do problema das alterações climáticas, flagelo que ainda esta semana regressou à ordem do dia, após a divulgação de um relatório encomendado pelo executivo Cameron que avisa para a necessidade do país se preparar para cheias, vagas de calor e escassez de alimentos provocadas precisamente pelas alterações climáticas. Leadsom é também uma apoiante da caça à raposa, do abate da floresta e do regresso em força do carvão, caminho que o seu antecessor tentou reverter.  [Read more…]

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