Mais um a falar de podridão

Primeiro Machete, agora Pais Jorge. Ambos a falarem de podridão na política.  E saberão bem do que falam. Ambos estiveram no olho do furacão,  Machete no BPN,  Pais Jorge nos swaps. Depois da navegação na podridão que arruinou o estado,  ei-los a comandar os destinos desse mesmo estado. Melhor exemplo do “lado podre da política” do que isto? Como é que dizia o outro? Era metê-los todos no Campo Pequeno…

Já agora,  falando de Citigroup,  lembram-se de quem é que vendeu a dívida do estado ao Citigroup há uns anos?  Uma tal de Ferreira Leite do PSD. E quem foi o entusiasta do esquema financeiro das PPP-faço-eu-a-obra-outros-que-a-paguem? Um tal de Cravinho do PS,  a seguir as pegadas dum tal Ferreira do Amaral do PSD. E quem as continuou sem pejo? Um tal Sócrates do PS.

A podridão banca-estado não é propriamente novidade e as virgens fingidas que dela se queixam sabem bem do que falam. Olhando para os currículos de ministros e secretários de estado, a banca parece uma agência fornecedora de recursos humanos, independentemente da cor do governo. Podridão? Putrefacção.