O estranho caso do anti-semita que descobriu as suas raízes judaicas

nazi

Não é novidade para ninguém que a Hungria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas. O palerma na foto chama-se Csanad Szegedi, ex-membro do Parlamento Europeu, eleito pelo partido de extrema-direita Jobbik, que ficou famoso pelas suas posições de natureza neo-nazi, plasmadas em declarações marcadamente anti-semitas. Até que, um belo dia, descobriu que tinha raízes judaicas. Descobriu também que o Holocausto, ao contrário do que lhe tinham dito os outros palermas adoradores do troglodita do bigodinho, tinha mesmo acontecido. Chocado, mudou radicalmente o chip, cuidadosamente colocado entre os três neurónios disponíveis na moleirinha, e abraçou o judaísmo. Hoje chama-se Dovid, vai regularmente à sinagoga, luta contra palermas anti-semitas, define o eleitorado do seu antigo partido como “pessoas desesperadas” e ultima preparativos para se mudar, de armas e bagagens, para Israel. Uma história comovente.

Foto: Reuters@International Business Times