O poder absoluto do parceiro fascista do PSD

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

Viktor Orbán, um daqueles fascistas a que a imprensa do costume gosta de chamar conservador, conseguiu a terceira maioria absoluta na Hungria. Viktor Orbán e o seu Fidesz, que lutam pela reintrodução da pena de morte na União Europeia e pelo envio de imigrantes para “campos de internamento” de trabalhos forçados. Que os perseguem e espancam, mulheres e crianças incluídas, porque na Síria e no Afeganistão ainda não sofreram o suficiente. Que são saudados pelos seus pares, apesar de integrados numa família política europeia que se diz democrática e defensora dos princípios basilares sobre os quais a União Europeia foi fundada. Cujos deputados europeus se sentam na mesma bancada que Nuno Melo ou Paulo Rangel, sempre tão disponíveis para nos falar sobre os horrores da era da Geringonça, mas sempre tão cobardemente calados quando o tema é o seu parceiro Orbán. Se bem que, se for para fazer comparações imbecis e desonestas, como as que fez o suprassumo académico Poiares Maduro, mais vale mesmo estarem calados.

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Gente perigosa

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O Expresso destaca na edição online um relatório de segurança que alerta para os grupos de extrema-direita e de extrema-esquerda em Portugal. Um tipo lê um título destes e fica a pensar que existem em Portugal organizações de extrema-esquerda que espancam emigrantes até à morte ou que bloqueiam ruas para levar a cabo batalhas campais urbanas.

Porém, ao ler a notícia, a desilusão abate-se sobre este tipo. Afinal, aquilo que é referido no tal relatório, segundo o Expresso, é que alguns militantes portugueses não-identificados de grupos de extrema-esquerda não-identificados participaram em protestos violentos contra o G-20, na Alemanha. Isso, e, valha-nos Deus, ocuparam uns edifícios devolutos no Porto e em Lisboa. Isto sim, é gente perigosa.

A violência de extrema-esquerda é, felizmente, um fenómeno que não tem expressão em Portugal. Não que a violência da extrema-direita seja um grande flagelo, até porque não tem a dimensão que tem noutros países europeus, mas existe. Vimo-la no Prior Velho há uns dias atrás. Conhecemos os nomes de várias organizações. Sabemos quem são os seus líderes. Não façam de nós parvos.

Aconteceu em Loures

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via Expresso

Deparo-me com alguma frequência com artigos de opinião, publicados em jornais ditos de referência deste país, que me alertam para o perigo da extrema-esquerda portuguesa, essa herdeira do mais violento estalinismo, que planeia secretamente uma golpada com vista à instauração de um regime totalitário.

Esta corrente de opinião, que se alimenta do clima de medo para o qual contribui activamente, vive da exploração incansável das emoções e dos sentimentos mais básicos e primários do ser humano. Não obstante, em certos e determinados projectos políticos disfarçados de comunicação social, assistimos à desvalorização da violência da extrema-direita nacional, que já chegou inclusivamente a ser romantizada por um desses projectos encapotados. [Read more…]

Dedicado aos fans portugueses de Donald Trump

Que Trump tenha apoiantes nos EUA, um Estado que tem tanto de genial como de retrógrado, eu até compreendo. Gajos que vêm a Fox e têm as Kardashians como referência só podem ser presas fáceis para quem anda no negócio de fazer os outros de otários. Que haja, aqui em Portugal, uma série de imbecis e Marias Vieiras, uns mais envergonhados que outros, a fazer deste grunho um herói, já é algo que me ultrapassa. Já me ultrapassou mais, claro, que num país onde ainda tantos fachos vestidos de conservadores, social-democratas e liberais suspiram por Salazar e pelo respeitinho a toque de cassetete, e onde qualquer vómito televisivo com 10 ratinhos de laboratório fechados numa casa repleta de câmaras, com os personagens mais acéfalos e parolos, bate recordes de audiências, já nada disto pode surpreender. [Read more…]

Da série “é preciso comprar o Expresso para saber o que se passa no país”

O desfecho das eleições alemãs está em destaque na edição online do Expresso e ocupa o topo da página web. Entre as várias peças, citações e considerações, há um nome que se destaca: Pedro Passos Coelho. O líder da oposição está preocupado com a extrema-direita alemã mas, assegura, o que se passa no domínio da chanceler nada tem a ver com a situação portuguesa. Até porque, pelo menos por enquanto, nada mais por cá há do que um partido fascista sem expressão eleitoral e um outro, outrora moderado, que apoia um candidato que foi acusado de roubar o discurso da extrema-direita. Um candidato xenófobo com sonhos molhados sobre penas de morte e castrações químicas. Pelo que importa dar destaque à preocupação de Passos Coelho com a ascensão da extrema-direita, não vá essa esquerdalhada injusta e ingrata querer ligar o homem a gente dessa. Ainda bem que temos o Expresso para saber o que se passa no país.

Uma nuvem suástica que paira sobre Berlim

Fotografia: Bernd Settnik/DPA@Berliner Morgenpost

Com as urnas fechadas e os votos contados, as conclusões a retirar destas legislativas alemãs parecem-me muito óbvias: a CDU/CSU de Angela Merkel sofre uma queda aparatosa, dos 45,3% de 2013 para 33%, o SPD de Martin Schulz obtém o pior resultado de sempre, ficando-se pelos 20,5%, após os 29,4% de 2013, e o grande vencedor do acto eleitoral é o partido de extrema-direita AfD, que nas eleições de 2013 não conseguiu eleger um único deputado e que agora consegue uma votação de 12,6% e 94 dos 709 assentos disponíveis no Bundestag. [Read more…]

Venturas alemães ganham terreno na corrida ao Bundestag

com a diferença que, na Alemanha, a extrema-direita não costuma brincar aos social-democratas.

Mais um aniversário de um dos grandes atentados terroristas patrocinados pelos EUA

Foto encontrada no mural do Facebook de Rui Bebiano

Foi há 44 anos que o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, no Chile, foi derrubado por um golpe terrorista, patrocinado pelos maiores fabricantes de golpes militares do mundo, os Estados Unidos da América.

O dia 11 de Setembro de 1973 é o culminar de uma série de manobras norte-americanas, orquestradas pela CIA, que incluíram assassinatos selectivos, suborno de grevistas ligados à extrema-direita, financiamento e treino de grupos paramilitares fascistas, bloqueios económicos e pressão sobre outros países para que seguissem a mesma via, sob ameaça de represálias, entre outros esquemas que habitualmente vêm nas cartilhas terroristas do Tio Sam, sempre que se põe em prática um dos muitos planos, quase sempre bem-sucedidos, de derrubar governos democraticamente eleitos que, por algum motivo, não agradam a Washington. Ou, dito por outras palavras, governos que se recusam a ser vassalos à força do Estado mais violento do planeta. [Read more…]

O ensaio Ventura

Foto: Diário de Notícias

Li por aí algures, não me recordo bem onde, que a finalidade do candidato Ventura é a de permitir ao PSD de Passos Coelho ensaiar um novo tipo de discurso, a anos-luz da matriz social-democrata que o passismo fechou a sete chaves numa gaveta, para ver o que sai dali. Começou com generalizações sobre a comunidade cigana e os apoios sociais, ao melhor estilo da extrema-direita nacional, e foi cavalgando ondas de populismo, até chegar à reintrodução da pena de morte. [Read more…]

Entretanto, pela imprensa estrangeira e arredores…

Alguma comunicação social retratou Trump como ele é. Um merdas da extrema-direita, cheio de cautelas para não perder o apoio desses grupos. Pelo ritmo de demissões, não faltará muito para que apenas lhe sobrem esses.

Este é um bom momento para recordar as investidas que alguns opinadores realizaram, na comunicação social, em blogs e no Facebook,  com o intuito de suavizar e racionalizar esse doido que ocupa o lugar de presidente dos EUA. E acho engraçadas algumas reacções do comentadorismo nacional face a esta inequívoca colagem de Trump à extrema-direita. Alguns exemplos: o discurso de ódio na América não é novo; nazismo e comunismo são a mesma coisa; falam da América mas calam-se sobre a Venezuela. A técnica é muito simples. Dado que não podem negar a realidade, procuram relativizá-la para a diminuir.

Mas a realidade é clara. Apenas algumas décadas passadas sobre a loucura do nacionalismo que conduziu à Segunda Guerra Mundial, os extremistas chegaram de novo ao poder de mais uma potência económica e militar. Maus augúrios se anunciam. Quem tiver dificuldade em ler o actual contexto a partir da História pode sempre optar por uma versão romanceada, como a de Ken Follet.

Trump e a extrema-direita

Recorte: The Guardian

O presidente disse que condenou o “ódio, fanatismo e violência em muitos lados” no sábado. E repetiu a frase “em muitos lados” para enfatizar. Um porta-voz da Casa Branca amplificou mais tarde as declarações do presidente, dizendo ao The Guardian: “O presidente estava condenando o ódio, fanatismo e violência de todas as fontes e de todos os lados. Houve violência entre manifestantes e contra-manifestantes hoje “.

Mas houve uma forte reacção à recusa de Trump em denunciar os radicais de extrema-direita que atravessaram as ruas carregando tochas flamejantes, gritando epítetos raciais e atacando os seus oponentes.

Os confrontos começaram depois dos nacionalistas brancos terem organizado uma reunião em torno de uma estátua do general confederado Robert E Lee, a ser futuramente removida, e culminou com um carro sendo deliberadamente conduzido contra um grupo de pessoas que protestavam pacificamente contra a manifestação da extrema-direita, matando uma pessoa e ferindo pelo menos 19. [The Guardian]

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Do racismo e outros demónios:

Uns bravos pescadores tunisinos travaram o barco dos fachos que anda pelo Mediterrâneo.

“Já seguíamos com preocupação as actividades deste grupo. Quando soubemos que vinham para Zarzis, mobilizámo-nos para evitar que entrassem no porto. Não queremos o barco fascista na Tunísia”, disse ao El País Shamseddin Bourasin, presidente da associação de pescadores local, que conta com cerca de 500 membros. “Há dez ou 15 anos que salvamos migrantes que naufragam. Não queremos que um barco que quer que se afoguem e usa lemas fascistas e contra o islão seja ajudado nos nossos portos”, declarou.”

Para quem não sabe, o referido barquinho foi tomado por uma associação (chamemos-lhe isto para não lhe chamarmos grupelho) “juvenil” chamada Geração Identitária que pretende: ““defender” a Europa de refugiados e migrantes, para evitar “a grande substituição” – um conceito popular entre a extrema-direita nacionalista europeia, que teme que os muçulmanos substituam os cristãos no Velho Continente.” (as aspas são do Público, mas eu concordo com elas).

Esta ideia dos muçulmanos substituírem os cristãos tem alguma piada, especialmente porque segundo as estatísticas o maior perigo para a “Cristandade” europeia não são os muçulmanos (actualmente 2% da população União Europeia) mas sim os ateus e os não crentes. (Fonte) Então, para quando um barco (ou um camião ou uma mini-van ou um carocha) contra os ateus?

 

Nacional-Capitalismo

Alex Jones é um conspirador norte-americano com obra publicada sobre quase todos os grandes temas da área, da Nova Ordem Mundial aos mais variados inside jobs governamentais. Estranhamente, tal não o impede de ser um dos mais acérrimos defensores de Donald Trump, um dos mais representativos exemplos da elite sem escrúpulos que comanda o planeta, que de resto já o elogiou publicamente e esteve presente no seu programa, o Infowars. Um amor recíproco e, digamos, proveitoso. Um bom negócio, porque é de negócios que esta relação se trata.

Tal como Trump, Alex Jones representa as cores da extrema-direita. Discurso violento ou incitador de violência e da discórdia, populismo e xenofobia são algumas das causas que os unem. Une-os também o espírito empreendedor, que com a bênção da Mão Invisível e dos profetas do neoliberalismo que levam mais branco lhes permite diversificar a sua actividade económica. Veja-se o exemplo de Trump, que herdou uns quantos milhões, fez uns negócios e agora é presidente da superpotência mundial, acumulando a gestão da Sala Oval com a dos seus muitos ramos de actividade, aproveitando a oportunidade para integrar as filhas e os genros nos quadros da Casa Branca, acrescentando o nepotismo às muitas virtudes do seu “novo” regime. [Read more…]

Parrachita à presidência!

Maria Vieira, actriz portuguesa de créditos firmados que dispensa apresentações, decidiu recentemente envolver-se em profundas discussões politico-filosóficas nas redes sociais, causando um imenso frenesim entre as massas, o que é revelador do seu impacto na sociedade portuguesa. Ficamos a saber, entre outras coisas, que se posiciona ideologicamente na fronteira entre o conservadorismo radical e a extrema-direita e que admira fervorosamente o ícone maior do nacional-socialismo moderno mais populista, fanático e estupidificante de que há memória, Donald Trump. Como é seu direito. [Read more…]

O ódio e a ganância não têm religião

Jeremy Joseph Christian é um supremacista branco, presença assídua em comícios da extrema-direita norte-americana e assumidamente católico, que ontem esfaqueou três pessoas em Portland, sendo que duas delas acabariam por morrer. Se fosse muçulmano, independentemente das motivações por trás da barbárie, o foco estaria na sua religião. Como é católico, praticamente nenhum meio de comunicação faz menção à sua religião, optando por descrever o monstro como um neonazi racista e anti-semita. [Read more…]

Degrau a degrau…

Um terço da população escolheu o mal. Já ouvi dizer que não se deve culpar o eleitorado; que as políticas até aqui seguidas é que estão a conduzir a este cenário. Em primeiro lugar, chegámos até aqui como resultado de políticas que foram votadas. E, em segundo lugar, o poder é do povo – por enquanto. Use-se.

O aceitável

Leio, na edição de hoje do “Público”, que pertencer à Frente Nacional (FN) de Marine Le Pen passou a ser “aceitável”. Quem o observa é Sylvain Crepon, um investigador da Universidade de Tours que estuda a extrema-direita francesa e que conta que, até há pouco, para irem colar cartazes os apoiantes de Le Pen faziam-se proteger com tacos de basebol e iam acompanhados por uns quantos skinheads.  “Agora podem fazer isso em plena luz do dia, o que mostra que as pessoas já estão mais habituadas à FN. Tornou-se mais aceitável.”

“Aceitável” graças sobretudo à sagacidade de Marine Le Pen, que soube empurrar para fora de cena um embaraçoso pai incapaz de conter o seu discurso de ódio. A hábil Le Pen faz-se agora chamar apenas de Marine nos cartazes, encheu os comícios de rosas azuis, afectos e sentimentalismo, fala da “França esquecida”, da “França sem voz mas não sem coragem” e reclama para o seu partido a personificação desses “valores franceses”, chavões de conteúdo vago, ideias míticas de uma “França perdida” que é preciso recuperar, um bastião a defender perante a invasão dos outros, dos estrangeiros, dos terroristas. [Read more…]

Ein Volk, ein Reich, ein Führer!

Republican presidential candidate, businessman Donald Trump speaks during the Fox Business Network Republican presidential debate at the North Charleston Coliseum, Thursday, Jan. 14, 2016, in North Charleston, S.C. (AP Photo/Chuck Burton)

E o impensável expectável aconteceu: na conferência de imprensa de ontem na Casa Branca, alguns órgãos de comunicação social, entre eles a CNN, a BBC ou o The New York Times, foram impedidos de assistir ao briefing diário do porta-voz da Casa Branca. Claro Sean Spicer não ficou a falar para o boneco, e a imprensa amiga, como a Fox ou o site de extrema-direita Breitbart News (ia linkar o site mas não consegui, é nojento demais), onde fez carreira Steve Bannon, o Goebbels do admirável regime novo de Donald Trump, foram devidamente autorizados a assistir à dose diária de factos alternativos produzidos pelo Ministério da Verdade norte-americano. [Read more…]

O ícone gay da extrema-direita

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Estão a ver aquele velho mito, tão comum entre os anticomunistas primários e as franjas mais parolas e retrógadas do conservadorismo, segundo os quais tudo o que é homossexual (e já agora pedófilo) é de esquerda? É mesmo estúpido, não é? Mas não faz mal. De hoje em diante, sempre que algum idiota vos brindar com tamanha imbecilidade, apresentem-lhes Milo Yiannopoulos, a nova coqueluche gay da extrema-direita norte-americana e mundial.

Ui! Pára tudo: um homossexual que é um ícone da extrema-direita norte-americana? Mas a extrema-direita norte-americana não costumava combater esses hereges? Que é feito dos supremacistas brancos e das seitas apocalípticas que perseguiam estes desvios esquerdalhos-caviar? O mundo enlouqueceu de vez. Agora até um azeiteiro com ar de quem se entupiu de pastilhas num concerto de Scooter serve de referência para a extrema-direita. Os tipos do PNR que descubram. [Read more…]

Le Pen: em nome do pai

 

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Por João Branco e Natascha Figueiredo

Marine não é Jean-Marie; é muito mais que Jean Marie. E é esse o facto que a torna mais perigosa que o pai. Marine herdou alguns dos traços político-identitários da liderança do pai mas soube também afastar-se da sua imagem tóxica de simpatizante nazi, promovendo um nacionalismo populista (iniciado pelo pai) que vai de encontro ao que o eleitorado francês neste momento quer ouvir. A verdade é porém, que todas as circunstâncias e problemas que enevoam o espectro político francês actual com o espectro político francês pré-eleitoral em 2002 não são os mesmos. Marine beneficia de um peculiar caos no país para colher benefícios. Em 2002, Jean-Marie levou a cabo uma campanha marcadamente ideológica, campanha que naturalmente o afastou da vitória na 2ª volta das presidenciais desse ano, muito por culpa do chamado “voto útil” em Jacques Chirac. O que efectivamente pode não acontecer no presente ano nas eleições que se avizinham com Marine.

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O ano em que a extrema-direita voltou ao poder

 

Ouço com incredulidade as notícias do que Trump diz e faz. De mansinho, como um elefante entre porcelanas, o KKK, os fanáticos religiosos, os negacionistas ambientais, o populismo, a perseguição aos emigrantes, a tortura, a mentira descarada e todo o mal que a extrema-direita encarna chegou ao poder na América, pela mão de Trump.

Deste lado do Atlântico ouvem-se vozes preocupadas com a possibilidade da Le Pen poder chegar ao poder. Mas isso já aconteceu entre os amaricanos. Sem disfarçar, escroques como Geert Wilders, Frauke Petry, Nigel Farage e Marine Le Pen falam abertamente ao que vêm e, pior, têm apoiantes.

Entretanto, enquanto Trump vai destabilizando os EUA e o mundo, há quem se pergunte até onde isto irá. A resposta é clara – basta ver o que outros fizeram. Quando esse momento chegar, Trump irá para a guerra. A memória das pessoas é o seu principal inimigo. Maus anos se aproximam.

Daniel Oliveira coloca o dedo na ferida

Extrema-direita e terroristas são aliados

Fotomontagem de Geert Wilders, líder da extrema-direita holandesa. (via)

Tiques totalitários que não incomodam as pessoas de bem

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Enquanto o ministério da propaganda insiste na estratégia de colocar a extrema-direita violenta e racista no mesmo saco que o Syriza ou que o acordo parlamentar português, a realidade insiste em recordar-nos, a cada momento, o quão imbecil são a comparação e os sujeitos mesquinhos que a procuram transformar em verdade absoluta.

Corrijam-me se estiver errado, mas não tenho recordação de Tsipras ou Costa manifestarem interesse em legislar no sentido de controlar e manipular a imprensa nos seus países. Em sentido contrário, o regime polaco de extrema-direita, por cá amaciado como sendo “ultraconservador”, promulgou uma lei que permite hoje ao governo controlar a imprensa pública, apesar da condenação estéril da União Europeia, que não se ensaia muito para detonar as economias do sul mas que revela sempre alguma dificuldade em contrariar os ímpetos totalitários da extrema-direita europeia. [Read more…]

Um dia decisivo para a Europa

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Hoje é mais um dia decisivo para a Europa. A ameaça está de volta e a Áustria poderá ser o próximo país governado pela extrema-direita. Ao contrário daquilo que afirma o DN, Norbert Hofer não será “o primeiro chefe de Estado da extrema-direita na Europa desde a Segunda Guerra Mundial“. Esse título já foi atribuído a Viktor Orbán. Mas não se preocupem com nada disto. O perigo real é esse tratante do Tsipras e a diabólica Geringonça. Putin, Le Pen, Trump, Farage e Geert Wilders send their regards!

Foto@Heute

O estranho caso do anti-semita que descobriu as suas raízes judaicas

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Não é novidade para ninguém que a Hungria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas. O palerma na foto chama-se Csanad Szegedi, ex-membro do Parlamento Europeu, eleito pelo partido de extrema-direita Jobbik, que ficou famoso pelas suas posições de natureza neo-nazi, plasmadas em declarações marcadamente anti-semitas. Até que, um belo dia, descobriu que tinha raízes judaicas. Descobriu também que o Holocausto, ao contrário do que lhe tinham dito os outros palermas adoradores do troglodita do bigodinho, tinha mesmo acontecido. Chocado, mudou radicalmente o chip, cuidadosamente colocado entre os três neurónios disponíveis na moleirinha, e abraçou o judaísmo. Hoje chama-se Dovid, vai regularmente à sinagoga, luta contra palermas anti-semitas, define o eleitorado do seu antigo partido como “pessoas desesperadas” e ultima preparativos para se mudar, de armas e bagagens, para Israel. Uma história comovente.

Foto: Reuters@International Business Times

Gente sinistra

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Este indivíduo sinistro é Kay Nerstheimer, membro do partido alemão de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (Alternative für Deutschland – AfD), recentemente eleito para o parlamento de Berlim, nas regionais alemãs.

Entre os seus contributos para um melhor entendimento dos tempos que vivemos, Nerstheimer apresenta-se como um orgulhoso defensor da herança nazi, alinhando em teses alucinadas que procuram transformar Adolf Hitler numa vítima da Segunda Guerra Mundial, atribuindo culpas à Polónia.

É nestes momentos que sinto alguma pena de certas individualidades académicas e das suas comparações entre trogloditas como este e outros anormais, como Trump ou Viktor Orbán, e governantes da nova esquerda europeia como Alexis Tsipras. Como se extrema-direita, racista, xenófoba e apologista da violência, tivesse paralelo com qualquer governo de esquerda na Europa. Como se o elogio nazi fosse comparável à luta contra o radicalismo neoliberal.

Foto@The Telegraph

Carta do Canadá – Sombra dos nossos dias

Na Europa e no Mundo, não estamos a viver dias claros e límpidos. Somam-se as sombras da angústia, da preocupação, da incerteza.

Erdogan, o ditador turco cujas subterrâneas simpatias pelo Daesh são tão inexplicadas como as suas opiniões fanáticas acerca das mulheres que estudam, trabalham e vestem à ocidental, acaba de decretar o estado de emergência por três meses – depois dum golpe militar de origem mais do que suspeita que ele aproveitou para caír como um milhafre sobre a população. Tem sido um trágico cortejo de prisões e despedimentos de militares, magistrados, professores e jornalistas. Alguns turcos que fugiram para o mundo livre fazem saber, através das televisões, que há populares decapitando opositores de Erdogan na ponte do Bósforo. Tal qual fazem os membros da seita Daesh, a que não esconde querer estender o Califado à Europa ao mesmo tempo que as suas hostes são bombardeadas e dizimadas no Médio Oriente. Os sequazes de Erdogan que enchem as ruas de Istambul não precisam que a pena de morte seja instituída, por via parlamentar. Já a praticam. Impunemente.
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Violência isenta de sanções

Devecser, 2012. augusztus 5. Demonstrálók vonulnak fel az Élni és élni hagyni - demonstráció a jogos magyar önvédelemért elnevezésû megmozduláson Devecserben 2012. augusztus 5-én. A Jobbik és több radikális szervezet részvételével megtartott demonstráció a katolikus templom elõtti téren kezdõdött, majd a résztvevõk felvonultak azokban az utcákban, ahol véleményük szerint cigányok laknak. A rendõrség kordonnal biztosította a felvonulók útvonalát. MTI Fotó: Nagy Lajos

É comum ouvir os apoiantes locais da extrema-direita fazer comparações com a extrema-esquerda. Como se partidos como o Bloco de Esquerda, o Syriza ou o Podemos promovessem a violência, a discriminação racial ou a xenofobia. Já foram tempos, tempos em que o reino de terror soviético ordenava e as suas marionetas no terreno abanavam a cauda. Tal como os Estados Unidos, que como ninguém promoveu golpes de Estado, armou e apoiou terroristas e invadiu estados soberanos, deixando-os, regra geral, bem pior do que estavam antes. Conspiração? Irão, Iraque e os Talibans que o digam.  [Read more…]

A ameaça extremista e os saudosistas do rectângulo

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Nos dias que correm, o significado do termo “liberdade” começa a perder propriedade e passa a servir para tudo. Serve para justificar a especulação e o terrorismo financeiro, serve para legitimar a exploração e a destruição de direitos laborais, serve para subjugar Estados à ditadura dos mercados, serve para que os opositores do Estado Social justifiquem financiamentos estatais ao privado dependente e parasitário e serve também para trazer alguma extrema-direita a reboque. O Partido da Liberdade da Áustria, uma agremiação de fanáticos de extrema-direita neonazi que empunha com vigor a habitual bandeira da xenofobia, é um exemplo que incorpora muito do acima referido.

Acontece que estes fundamentalistas estiveram perto de vencer as Presidênciais austríacas do passado fim-de-semana, embalados por uma oportunista e chico-esperta instrumentalização da crise dos refugiados. Tal como alguns profetas da desgraça que por cá vão saindo do armário, também os nazis austríacos fazem uso, em permanência, da arma do medo. E isso entusiasma os seus pares europeus como Marine Le Pen ou Geert Wilders, sedentos de mais “liberdade” para discriminar, intimidar e reprimir. [Read more…]

Direita radical engrossa fileiras

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Com o triunfalismo a que estas coisas obrigam, e ilustrado com uma fotografia repleta de bandeiras ao vento, o PSD anuncia na sua página web que terá atraído 4000 mil novos militantes desde as Legislativas:

Sobretudo jovens, os novos membros da família social-democrata reforçam a natureza interclassista e o carácter dinâmico do PSD. Um partido amplo e abrangente, que se renova a partir das bases e tem nos militantes a sua principal força.

Apesar do número redondo, o detalhe apresentado pela página do PSD refere apenas aqueles que se inscreveram entre Outubro e Dezembro de 2015 – 1689 novos militantes – sem fazer qualquer referência aos restantes 2311 que se terão inscrito no partido de Janeiro até agora. Da mesma forma, não existe qualquer referência aos militantes que abandonaram o partido, aos que deixaram de pagar cotas mas que ainda contam para as estatísticas ou a casos bizarros como a da freguesia de Esmoriz, onde 80 militantes do PSD vivem na mesma morada e 121 outros partilham entre si três números de telemóvel. [Read more…]