O estranho caso do anti-semita que descobriu as suas raízes judaicas

nazi

Não é novidade para ninguém que a Hungria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas. O palerma na foto chama-se Csanad Szegedi, ex-membro do Parlamento Europeu, eleito pelo partido de extrema-direita Jobbik, que ficou famoso pelas suas posições de natureza neo-nazi, plasmadas em declarações marcadamente anti-semitas. Até que, um belo dia, descobriu que tinha raízes judaicas. Descobriu também que o Holocausto, ao contrário do que lhe tinham dito os outros palermas adoradores do troglodita do bigodinho, tinha mesmo acontecido. Chocado, mudou radicalmente o chip, cuidadosamente colocado entre os três neurónios disponíveis na moleirinha, e abraçou o judaísmo. Hoje chama-se Dovid, vai regularmente à sinagoga, luta contra palermas anti-semitas, define o eleitorado do seu antigo partido como “pessoas desesperadas” e ultima preparativos para se mudar, de armas e bagagens, para Israel. Uma história comovente.

Foto: Reuters@International Business Times

Comments

  1. db@db.pt says:

    Tudo muito certo. Sim senhor. Também fiquei comovido. Mas dizer que “não é novidade para ninguém que a Hungria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas” não será assim um bocadinho… xenófobo? Por exemplo, porque não dizer “não é novidade para ninguém que a Síria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas ” e que, por isso, bem que podem ficar por lá? Fica a ideia.

  2. Nightwish says:

    Vai se mudar para um belo sítio, livre de xenófobos e anti-semitas… Ou não!


  3. Continua palerma não mudou nada nele. Ao querer se mudar para Israel vai continuar na mesma porque agora vai oprimir árabes.

    Em Israel continuará com as mesmas ideias que detinha dantes. Amoeda é mesma, só estaremos a olhar para outra face da moeda!

    Grande palerma! A palermice não tem remédio!

  4. JgMenos says:

    Não só não é comovente como é tratada de forma apalermada.

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