Já aqui escrevi dizendo que nada sabia escrever sobre este assunto. E, na verdade, não sei.
Mas sinto que não estou sozinho na ignorância e, apesar de não ser especialista, parece-me que até os mais sábios sobre o assunto estão em situação semelhante à minha (salvo seja, os seus conhecimentos são, pese a sua atual estupefação, maiores). Como tantos, apercebi-me num primeiro momento de que, se comprovada esta notícia, edifícios inteiros da Física Contemporânea, erigidos sobre o pressuposto de que nada no universo ultrapassa a velocidade da luz, ruiriam, seriam postos em causa ou, no mínimo, mostrar-se-iam clamorosamente incompletos.
Os cientistas, pelo que leio, mostram-se ainda relutantes ou aturdidos. Imagino que, como em ciência se exige, medições atrás de medições serão feitas até se confirmarem ou negarem os resultados, ainda que o porta voz da experiência Ópera, Antonio Ereditato, afirme
que os resultados agora do projecto OPERA para os neutrinos têm “baixa incerteza sistemática e elevada precisão estatística”
Imaginemos portanto, por um instante apenas, que a experiência se confirma.
Nesse caso não se terá necessariamente de afirmar que não restará pedra sobre pedra de um dos pilares da física moderna, como chega a afirmar um dos maiores físicos portugueses e pensamos, provavelmente, muitos de nós
Isto representaria, como diz Carlos Fiolhais, “derrubar uma coluna” essencial da física
Poderá, como diz Pierre Binetruy, director do Laboratório de Astropartículas e Cosmologia em Paris,







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