Ferreira Fernandes, um patife. Nada mais do que um patife

Na crónica de ontem do DN (olha quem, o DN!), Ferreira Fernandes atira-se ao Fernando Moreira de Sá .
Só para lembrar, Ferreira Fernandes escreve diariamente no DN. Ferreira Fernandes viu coleguinhas seus irem directamente para o Governo e de lá sairem para o jornal nas mesmas circunstâncias. Há episódios escandalosos, nos tempos de Sócrates e também nos de Passos Coelho.
Ferreira Fernandes assistiu de muito perto ao fenómeno do Corporações e às movimentações de certa blogosfera organizada a partir do Governo e com meios do próprio Estado. As suas amigas no jornal eram as pontas de lança dessa estratégia, embora curiosamente deixassem o nome para outros.
Ferreira Fernandes esteve do lado, fisicamente ou não, dos Joões, dos Hugos, dos Almeidas, dos Fernandos e de toda essa corja de assessores, chefes de gabinete, membros do Governo que usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político.
Ferreira Fernandes soube quem era Miguel Abrantes, mas nunca lhe ocorreu chamar patife ao autor de tal criação. Nunca lhe ocorreu deixar uma palavra que fosse sobre o assunto. Porque ele próprio fazia parte, quanto mais não fosse por omissão, da patifaria.