O discurso do Presidente da República e o excessivo *contato com a luz

Item 3 (diente ‘tooth’) and Item 9 (tribus ‘tribes’) do not fit the structure /ˈCVCV/ strictly; nevertheless, diente was used to allow for closer comparison with the comments from Moya Corral (1977: 34–35) and tribus was used as the combination /ˈCiCu/ is extremely rare in Spanish.
A. Herrero de Haro

Et cantant novum canticum dicentes:
“Dignus es accipere librum et aperire signacula eius, quoniam occisus es et redemisti Deo in sanguine tuo ex omni tribu et lingua et populo et natione; et fecisti eos Deo nostro regnum et sacerdotes, et regnabunt super terram ”.
— Ap 5,9 (apud NV, cf. KJV)

The high linguistic diversity resulting from the extreme multiethnic and multilingual composition of the post – De Boeck recalled that in 1901-2 Bangala-Station was composed of “people ex omni tribu et lingua” and a real “Tower of Babel” (De Boeck 1940a: 91) – made a lingua franca a dear necessity, for which the Europeans considered the Bobangi pidgin the most ready candidate.
— Michael Meeuwis (pdf)

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Apocalipse significa descobertaApocalipse significa revelação. No entanto, os assuntos de hoje diferem um pouco do implícito na epígrafe, onde encontramos salientadas palavras interessantes e muito actuais, quer no Antigo Testamento, quer em investigação recente. O primeiro assunto de hoje é, imagine-se só, política portuguesa pura e dura. O segundo assunto é o do costume.

Fiquei intrigado com o conteúdo deste texto de Alfredo Barroso e fui espreitar o discurso do Presidente da República. Efectivamente, pode discutir-se a consistência de argumentos contra a cerimónia na Assembleia da República, aduzidos, por exemplo, aqui no Aventar, por António Fernando Nabais, Carlos Garcez Osório, Fernando Moreira de Sá ou Francisco Figueiredo, e alhures, por outros intervenientes na vida pública, como Pedro Correia, Miguel Sousa Tavares ou João Soares. Aquilo que não se pode fazer, como faz Marcelo Rebelo de Sousa, é reduzi-los globalmente à [Read more…]

Ferreira Fernandes, um patife. Nada mais do que um patife

Na crónica de ontem do DN (olha quem, o DN!), Ferreira Fernandes atira-se ao Fernando Moreira de Sá .
Só para lembrar, Ferreira Fernandes escreve diariamente no DN. Ferreira Fernandes viu coleguinhas seus irem directamente para o Governo e de lá sairem para o jornal nas mesmas circunstâncias. Há episódios escandalosos, nos tempos de Sócrates e também nos de Passos Coelho.
Ferreira Fernandes assistiu de muito perto ao fenómeno do Corporações e às movimentações de certa blogosfera organizada a partir do Governo e com meios do próprio Estado. As suas amigas no jornal eram as pontas de lança dessa estratégia, embora curiosamente deixassem o nome para outros.
Ferreira Fernandes esteve do lado, fisicamente ou não, dos Joões, dos Hugos, dos Almeidas, dos Fernandos e de toda essa corja de assessores, chefes de gabinete, membros do Governo que usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político.
Ferreira Fernandes soube quem era Miguel Abrantes, mas nunca lhe ocorreu chamar patife ao autor de tal criação. Nunca lhe ocorreu deixar uma palavra que fosse sobre o assunto. Porque ele próprio fazia parte, quanto mais não fosse por omissão, da patifaria.

Exactamente: Fernando Moreira de Sá

Fernanda Câncio refere-se a “um consultor de comunicação entrevistado pela Visão”, “o consultor de comunicação”, “o entrevistado da Visão”, “o tipo” e José Pacheco Pereira a “um dos participantes”. Acabo de ler a entrevista e, imaginem só, “um consultor de comunicação”,  “o consultor de comunicação”, “o entrevistado da Visão”, “um dos participantes”, “o tipo”, afinal, escreve aqui no Aventar e, vejam lá, até tem nome e tudo: Fernando Moreira de Sá!

F e r n a n d o  M o r e i r a  d e  S á.

Repararam?

F e r n a n d o  M o r e i r a  d e  S á.

Não é difícil.

És grande, Fernando Moreira de Sá!

Foi há alguns anos, ainda no período pré-socrático, mas lembro-me perfeitamente da forma como um amigo socialista narrou o seu dia-a-dia numa Câmara Municipal dirigida pelo PS. Um dia que começava com o Fórum da TSF, que ele estava incumbido de acompanhar. Diariamente, ou sempre que o assunto estava de alguma forma relacionado com a política, tinha de telefonar para a rádio e, fazendo-se passar por um anónimo ouvinte, deixar a sua opinião, obviamente em linha com as posições do PS.
Passou muito tempo e as máquinas partidárias modernizaram-se. É provável que ainda haja elementos destacados dos Partidos para acompanhar o Fórum (basta ouvir), mas agora o combate alargou-se e passa, em grande parte, pela internet e em especial pelas redes sociais.
É, pois, com enorme espanto que tenho vindo a acompanhar o coro de hipócritas que tem vindo a atacar o Fernando Moreira de Sá por causa da sua tese de mestrado, resumida na entrevista que deu ao Miguel Carvalho da «Visão».
Todos esses hipócritas sabem que é verdade o que o Fernando descreve. Era verdade nos tempos de José Sócrates, a um nível que já todos sabíamos escandaloso, continua a ser verdade com Pedro Passos Coelho e continuará a ser verdade no futuro, seja com quem for.
O que não percebo é o porquê de tanta irritação. Toda a gente sabe que toda a gente sabe. Mas desde que não se fale no assunto, tudo bem. A hipocrisia humana em todo o seu esplendor.
Lamento informar-vos, seus hipócritas, mas nem todos são como vós. Há quem insista em sair do rumo a que os vossos patrões vos querem condenar. Há quem insista em ter voz própria e não queira limitar-se a ser a voz do dono.
Por tudo isto, és grande, Fernando Moreira de Sá. E não só no sentido literal. És mesmo grande e eu tenho um enorme orgulho em fazer parte de um colectivo onde tu estás presente.

Olha, em Portugal há manipulação política…

De repente parte do país descobriu que havia (há) manipulação política nas redes sociais e em órgãos de comunicação social. Um facto extraordinário. Em Portugal? Sim, em Portugal, esse país até agora imune a algo que acontece no resto do mundo.

Uns reagiram como virgens ofendidas inocentes, fazendo de conta que não sabiam de nada. Outros, inocentes, não sabiam mesmo de nada. Não sei qual destes estatutos seria o melhor. Se tivesse de optar, teria preferido ficar no leque dos últimos. Pelo menos eram inocentes puros, até alguém lhes roubar o chupa-chupa.

Esse alguém foi Fernando Moreira de Sá, que, por sinal, é meu amigo. Ao contar à Visão a sua perspectiva de um período agitado da política lusa, colocou a nu a forma como se faz política. Não apenas em Portugal. Não apenas neste momento. Em todo o mundo e desde sempre. O que mudou foram os meios.

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As redes sociais e a política organizada

visao

Saiu hoje na Visão uma entrevista ao Fernando Moreira de Sá (ficheiro pdf: entrevista FMS), feita a propósito da sua dissertação de mestrado.

Entre os parvos e falsos ingénuos do costume,  deu escândalo. Compreende-se. Primeiro porque não é para qualquer um distinguir entre investigação científica e vida política ou profissional. Alguém ter narrado, sem aldrabices, o que conhece do seu dia-a-dia num trabalho académico é obviamente uma vergonha para os do costume. Nos tempos dos Business School que correm, é assim. E logo a seguir porque as verdades doem sempre aos mentirosos e a quem as encobre, para ganhar a vida, por ideologia, sempre no croquete & beberete.

Ainda não li a tese do Fernando mas da entrevista, tirando a deliciosa anedota do forum TSF onde Sócrates foi bombardeado com elogios, não fiquei a saber nada que não fosse óbvio, para quem tenha dois dedos de testa e ande no mundo das redes sociais, incluindo blogues. E quem não anda, problema seu. Quem exerce a profissão de jornalista sem andar, tem bom remédio, emigre para um emprego. [Read more…]

Um “blogger” nas nuvens

Maquete do Data Center da Portugal Telecom

Ontem, em representação do Aventar, tive a oportunidade de participar no “Bloggers on the Cloud”. Não foi sem alguma apreensão que aceitei o convite: se, por um lado, sentia a natural curiosidade de conhecer pessoalmente outros bloggers, o ambiente parecia-me demasiado empresarial, por assim dizer, para que um homem de Letras não se sentisse deslocado. [Read more…]

A Nextpower Norte é um bocadinho nossa…

Lembro-me como se fosse hoje do dia em que conheci o Fernando Moreira de Sá. Foi no primeiro convívio do Aventar, no Machado, um restaurante onde se come e bebe como se não houvesse amanhã e onde ressalta, no menu das sobremesas, a «Cabeça do sr. Pinto da Costa».
Eu e os outros – o Vítor Silva, o Isac Caetano e o Miguel Dias – esperávamos à porta pelo Fernando, que nunca tínhamos visto na vida. Cada homem que entrava era alvo dos nossos comentários. Seria aquele? «Não», disse eu a certa altura, «este não tem cara de blogger». Afinal, era mesmo ele, que ouviu o comentário e veio ter connosco.
Os tempos foram-se passando e o Fernando Moreira de Sá assumiu-se como a alma do Aventar. Aquele que começara por ser apenas um Sinaleiro da Areosa tornara-se numa figura fulcral do blogue, muito mais do que um simples autor de posts. Prova disso mesmo foi o convite que endereçou a todos os autores, em Maio de 2010, para um fim-de-semana na sua casa do Douro, acabadinha de construir. O Aventar esteve lá antes da sua própria família!
Tudo isto para dizer que nunca poderia faltar, ontem, à festa do primeiro aniversário da Nextpower Norte, um spin-off da Nextpower, fundada pelo Rodrigo Moita de Deus em 2010. [Read more…]