Uns têm, outros são Relvas

Paulo Júlio era secretário de estado e foi acusado pelo Ministério Público. Demitiu-se. O seu ministro foi denunciado por uma situação escandalosa, imoral mesmo que legal, colou-se no pote até ao fim.

O Tribunal de Instrução Criminal decidiu arquivar o processo ao ex-presidente da Câmara Municipal de Penela. Era óbvio: nem a oposição no Município de Penela via crime no assunto, apenas uma trapalhada, por acaso desnecessária.

Ressalva: conheço pessoalmente Paulo Júlio e o funcionário envolvido. Pessoal e em tempos profissionalmente. A ideia de o lugar de chefia não lhe ser atribuído só poderia passar pela cabeça de quem nunca trabalhou com o departamento de Cultura daquela Câmara. Ah, e já agora: em Penela encontrar alguém que não seja primo de outro alguém é possível, mas dá um certo trabalho.