Quanto custa a propaganda do mercado social de arrendamento?

Como me diziam há dias, a demagogia destes pindéricos que nos governam dá-me cá uns engulhos que nem imagina, leitor. E isto agora propósito da nova e tão propalada iniciativa do mercado social de arrendamento. Dê-se ao trabalho de entrar no site e tente fazer uma simulação com um ordenado de 1000 ou 900 euros e sem encargos.

Com mil euros diz-nos que “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 100 € e 300 €”. Com 900 diz que o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 90 € e 270 €”.  Com 485€ o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 48,5 € e 145,5 €”.

Poderá então pensar que são valores razoáveis. Bastaria, portanto, escolher uma casa que se enquadre nestes valores. Mas pesquise  casas em Sintra e diga-me o que encontra. Nada!  Nem um T0 numa cave com o chão da divisão em cimento.

A questão é, claro, para que serve isto? Serviu para empregar uns quantos boys que especificaram isto, para dar trabalho à empresa que implementou o software e o serviço e para uma notícia no parlamento TDT das 20 horas, em sinal digitalmente estragado.

Quanto custa esta propaganda? Isto não é uma pergunta retórica. Agora que passa a ser obrigatório mais umas facturas até para um café, o estado tem  ainda maior obrigação de informar quem paga.