Para reflectir

Não sei se Strauss Kahn é ou não culpado do crime que dizem ter cometido. Ainda não houve veredicto e só depois dele sair é que podemos ter a certeza e conhecer as provas e não os boatos. O que me choca neste caso não é o facto de Strass Kahn ter aparecido algemado, desgrenhado, pálido, sem gravata. Isso para mim, sinceramente, não é mais que um fait diver que alguém resolver inventar, falando da “falta de dignidade humana” com que Strauss Kahn foi tratado, para desviar as atenções do que de facto era importante: ele é inocente ou culpado?

O que a mim me choca um bocadinho, tal como sempre neste tipo casos, é a presunção da culpa. O julgamento ainda não acabou mas já todo o mundo o condena. Ainda agora vi uma legião de empregadas de hotel em frente ao tribunal em Nova Iorque. Gritam contra o quê, esta gente? Pedem a condenação de um homem que não conhecem. Saberão elas os contornos do caso? Saberemos nós? E não me venham dizer que isto só acontece nos Estados Unidos porque nós sabemos que não assim. É muito fácil fazer juízos acerca de pessoas que não conhecemos, especialmente quando essas pessoas são políticos, actores, cantores, pessoas cujas vidas públicas e muitas vezes privadas, conhecemos. Se Strauss Kahn for ilibado, quantas pessoas irão acreditar na sua inocência? E se não acreditaram porque é que não o irão fazer?

Strauss-Kahn poderá recorrer para a Relação do Porto

O Aventar já soube que o advogado de Strauss-Kahn irá intepor recurso para o Tribunal da Relação do Porto, caso os actos de que está acusado venham a ser provados.