ser académico

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de ser académico

Bem sei que tenho andado desaparecido. Peço desculpas aos meus leitores, especialmente aos que comentam os meus textos, poucos, mas bons.

Tenho andado desaparecido por boa causa, penso eu. Primeiro, ainda ontem acabei mais um novo livro: Yo, Maria de Botalcura, a psicanálise de uma senhora que viveu todas as tragédias da vida e acabou por sarar. Livro escrito em 2007 e reescrito esta semana. Entreguei a vós em excertos. Essa entrega estava cheia de gralhas e não tive nenhum comentário, como é natural: ou escrevo textos complexos, ou textos que ninguém acaba por entender e aceitam, agradecem, mas nenhuma palavra de apoio a minha escrita aparece. O livro, reescrito, ficou muito melhor e em castelhano, língua que todos os portugueses entendem, por ser castelhano chileno, castiço, que ainda guarda as palavras e formas de se exprimir do Século XVI. Assunto que acontece por ser o Chile um país isolado, uma faixa costeira no fim de mundo, entre o deserto de Atacama ao norte e a Antárctica, ao sul, sítio que tem seis meses de noite e outros seis de luz de dia. Mas, a temática era-me tão interessante, que não parei em detalhar esses doze mil quilómetro de cumprimento, entre a Cordilheira dos Andes e o mar, e esses

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