Iluminismo Às Escuras: ideologia ou deriva ideológica?

  Há uns quantos iluminados que confundem o plano ideológico com o plano terreno. Ou então não é confusão, é propósito.
  Deixo aqui o meu manifesto, de uma forma redutora, mas para que não haja dúvidas: sou de esquerda, sou socialista democrata, defendo uma economia democrática, baseada no serviço público e posta em prática por cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres em democracia política. Sou socialista, mas também sou democrata. Aliás, antes de ser socialista, sou democrata. Rejeito qualquer tipo de autoritarismo e totalitarismo partidário, rejeito regimes opressores de partido único, rejeito a repressão e a opressão, seja ela de direita ou de esquerda. Sou neto da democracia, da qual os meus pais são filhos e os meus avós são pais. O meu último objectivo, enquanto cidadão e enquanto pensador, é destruí-la. Por tal, não confundo teoria ideológica com a História real; como também não confundo a legítima fé dos Homens com fundamentalismos religiosos.
  Como tal, cada vez mais vejo pessoas da minha geração que parecem não ter aprendido nada com a História e, montadas no ideal (porque hoje o ideal vale mais do que o pensar sozinho), desbravam novos contos de fadas, onde partidos totalitários não são, afinal, assim tão totalitários, onde regimes imperialistas opressores não foram, afinal, tão imperialistas e opressores como pareciam e onde ditadores sanguinários que mataram em nome de um ideal não eram, afinal, tão assassinos como a História mostrou que foram.
  Ter um ideal não nos impede de nada. Não nos impede de questionar, não nos impede de abominar regimes opressores e não nos impede de preferir, sempre, a democracia ao totalitarismo. Identificando-me como socialista democrata, o partido com o qual melhor me identifico com assento parlamentar é o Bloco de Esquerda. Ora, o BE, de raízes pluri-dimensionais, nasceu por oposição a dois partidos: em primeiro lugar, ao PCP, por rejeitar os laivos autoritários e totalitários em que o PCP e os partidos comunistas clássicos redundam; e, em segundo, ao PS, por rejeitar o socialismo dito “real” e uma aproximação do socialismo e da social-democracia à direita. O Bloco de Esquerda é, e sempre foi, um partido que concentra em si várias formas de pensar, à esquerda, diferentes de si mas compatíveis entre si: desde marxistas-leninistas (uma minoria no partido), a trotskistas mandelistas (grande parte da formação do partido foi assente na ideia trotskista de combater o regime opressor soviético) e a socialistas democratas e a sociais-democratas. Não fosse o BE um “partido-de-partidos” (isto é, com base de fundação assente em vários partidos: a saber, UDP, PSR e Política XXI) e não haveria a pluralidade ideológica e de pensamento que existe no Bloco de Esquerda. É também por isto e levado por esta ideia de pluralidade que gosto do BE. Aconselho a leitura do manifesto fundador do partido, de 1999, e deixo aqui o link: https://www.bloco.org/media/comecardenovo.pdf
  Não posso é aceitar que um partido onde me encaixo albergue em si retorcidos mentais que são capazes de enaltecer atrocidades como as que se passaram na antiga URSS e tenham um discurso pró-Partido Comunista. Sei que os há, no Bloco de Esquerda. E, não sendo eu filiado, pouco ou nada posso fazer em relação a isso, senão repudiar e deixar aqui o testemunho da vergonha que sinto por tais factos e dizer-vos que não perceberam nada sobre como o BE surgiu e se fez notar. Comigo não contam para essa “esquerda alternativa” que mais não quer do que uma esquerda antiga baseada na usurpação dos poderes e assente na ladainha dos “trabalhadores e do povo”. Comigo não contam.
  Socialismo, por convicção e pensamento. Democracia, pela Humanidade e contra qualquer tipo de autoritarismo político.

Comments

  1. abaixoapadralhada says:

    Tu és é Soarista e se calhar não conheceste bem o “bolacha”

  2. Paulo Marques says:

    Ó João, tanta coisa para quê, então não sabe que só há capitalismo cada vez mais desregulado ou nazi-comunismo, e mais nenhuma escolha ou sequer nuance?
    Actualize-se, homem, que a história acabou.

    • João L. Maio says:

      “Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, não é?
      Somos todos ou anti-comunistas, ou anti-fascistas.
      Estas coisas até já nem querem dizer nada,
      Ismos para aqui,
      Ismos para acolá.
      As palavras é só bolinhas de sabão:
      Parole, parole, parole e o Zé é que se lixa“.

      • joão lopes says:

        Aplausos de pé.Ouvi o FMI muito novo,o José Mario Branco era um genio,lucido e observador do mundo.Provavelmente,se fosse vivo era gajo para “dedicar” uma canção, à empresa americana Amazon,que do ponto de vista de salários,vigilancia(eles tem o sistema de identificação facial),faz da China quase um conto de fadas.Eu disse,quase,por que é um pais tão autoritário,quanto já são países como a Turquia,Russia,USA,Brasil,Venezuela e Turquia.

  3. Rui Naldinho says:

    Concordo com a análise do autor do texto. Isto olhando numa perspectiva ideológica, claro.
    Só que o BE parece-me ser hoje bem mais do que isso.
    Não fui desde o início um eleitor do BE. Até porque aquela ideia inicial de uma multiplicidade de partidos num só, fazia-me alguma confusão. Ainda hoje estou convencido de que o partido cresceu muito nos últimos quinze anos, altura em que me tornei eleitor do BE, fruto desencanto gerado nos eleitores portugueses, por socialistas e sociais democratas. PS e PSD, de sociais democratas, só devem mesmo ter o nome. Tudo o resto é fantasia para enganar néscios. Um enorme apetite pelo poder, não para servir o país, mas para se servirem dele, sacudindo à posteriori, cada um à sua maneira, a água do capote, culpando-se mutuamente, descobrindo a careca uns aos outros, das asneiras feitas, como se vê no caso BES e na TAP.
    Estávamos de 2009, ano de eleições. O Partido Socialista arranjou uma tremenda guerra com os professores nos anos anteriores, com uma agenda mediática bem montada por José Sócrates, criando a ideia generalizada de que os professores eram uma corporação cheia de privilégios e pouco dada ao cumprimento das suas tarefas de ensinar. A campanha foi tão bem orquestrada com o beneplácito da CS, que se gerou a ideia em muito boa gente, cujo caráter pessoal é como o do cata-vento, estão sempre virados no sentido em que este sopra, de que os professores eram uma casta. O destino quis ser traiçoeiro para essas mentes iluminadas e dez anos depois viria uma pandemia para nos mostrar o contrário, e ver muito idiota, alguns bem conhecidos da nossa agenda opinativa, enfiar a viola no saco. O mesmo serviria mais tarde para médicos e enfermeiros.
    Bom, voltando ao tema anterior.
    Realizadas as eleições, o PS perde a maioria absoluta e o BE atinge os 558.000 votos, elegendo 16 deputados. Nunca o Bloco tinha chegado tão longe. É óbvio que não foram só os professores que ajudaram a este resultado. Mas foram eles que mais peso tiveram. Até porque os professores têm família. Mesmo que não exerçam os cônjuges ou filhos maiores a profissão.
    Veio a seguir o PEC IV. O BE, o PCP e o PSD, não me recordo se também o CDS, chumbam o Plano de Estabilidade e Crescimento, e o governo do PS cai.
    Vamos de novo a eleições em 2011 e o BE obtém 288 000 votos. Ou seja praticamente metade do que tinha alcançado dois anos antes. Há uma clara factura, ainda que a razão possa até estar do seu lado.
    Vem a Troika e Passos Coelho. Quatro anos terríveis. Finda a legislatura vamos de novo a eleições. Estávamos em 2015.
    A PàF ganha as eleições com uma maioria relativa, mas a esquerda torna-se maioritária no Parlamento, com uma nova ascensão do BE. O partido de Catarina Martins alcança de novo 550 000 votos. Com 19 deputados. Pacheco Pereira na altura avaliou uma fuga de mais de 100000 eleitores que tinham votado em 2011 no PSD, e recusando-se a votar no PS em 2015, optaram por ir para o BE.
    Eleições de 2019. O BE mantém o mesmo numéro de Deputados,19, apesar de ter perdido 45 000 eleitores, comparativamente a 2015. Note-se que o BE apesar de ter mais eleitores em 2009, face às eleições de 2015 e 2019, por exemplo, consegue eleger actualmente mais deputados. Ou seja, o BE é hoje um partido cada vez mais urbano, com uma forte implantação nas grandes cidades ou metrópoles.
    É um partido que ao contrário do PCP, isto para não falar no PS, não tem autarquias. Não domina sindicatos. Não domina sectores empresariais.
    Quem é o eleitor do BE? (Presumo eu)
    É eleitor tradicionalmente de esquerda. Uma vezes mais esquerda, outras vezes mais ao centro esquerda.
    Que acredita com uma convicção inabalável no SNS, como garante da nossa saúde. Que aceita os privados na saúde, como um complemento, mas nunca por nunca, que o dinheiro dos contribuintes arrecadado pelo Estado em impostos ou fundos europeus, sirva para os enriquecer, como acontece bastas vezes, sem que haja qualquer contrapartida pelo bem comum, coisa que acontecia no passado, por exemplo, com as Ordens Religiosas Hospitalares.
    Que acredita na Escola Pública, até às vezes duma forma bem mais pragmática e eficaz do que os outros partidos, em especial o PS; sempre a inventar, fazendo da escola um elevador social, em todas as suas vertentes. E aceita a Escola Privada como um complemento da Escola Pública, mas nunca por nunca, que o dinheiro dos contribuintes arrecadado pelo Estado em impostos ou fundos europeus, sirva para os enriquecer, como acontece bastas vezes, sem que haja qualquer contrapartida pelo bem comum, coisa que acontecia no passado, por exemplo, com alguns Colégios Religiosos.
    Um partido que não enjeita o fim do capitalismo, pelo menos, tal como ele se encontra nesta fase, mas que rejeita revoluções culturais ou bolcheviques.
    Mas acima de tudo o eleitor do BE é alguém que não está disposto a dar para aquele peditório olímpico dos partidos do centrão; conversa para néscios, de que:
    “agora é que vai ser”; “o rosto da mudança”; “Connosco Portugal vai ser um grande da Europa”; “Credibilizar o país”; …
    Se todo o nosso eleitorado tivesse o nível de escolaridade daquele que vota por norma no BE, acredito que PS e PSD, pelo menos na sua forma actual, teriam hoje uma escala eleitoral bem mais pequena.

    • João L. Maio says:

      Olá, Rui.

      Felicito-o pelos seus comentários sempre bem escritos e bem fundamentados e pela sua forma de pensar.

      Dizer, por fim, que concordo com tudo o que disse, que mais não é do que a realidade.

      Abraço.

      • Rui Naldinho says:

        Olá, João Maio
        Obrigado pelas suas palavras.
        Faço um esforço por pensar, ainda que nem sempre bem.
        Talvez por isso tenha há muito deixado de dar o meu voto a quem me conta estórias da carochinha. Prefiro antes dar o meu voto a quem defende de forma convicta, aquilo que apesar de tudo, conquistámos com o 25 de Abril. Mesmo que algumas vezes não concorde com a estratégia seguida. Aquilo que escrevi é de certa forma o retrato das minhas convicções ideológicas. Sempre fui um social democrata genuíno, desde os meus tempos de juventude, na altura com 17 anos, em plena vigência do PREC.
        Muitos dos meus amigos eram comunistas e maoistas. Hoje continuam meus amigos, mas uma boa parte deles já nem sabe o que é. Eu não mudei. Mas também não mudei o meu ideário de social democracia. É o mesmo desde os anos setenta, do século passado.

        • JgMenos says:

          A cambada do BE é social-democrata?
          Um bando de comunas de café, burocratas do primeiro apparatichk que lhes dê lugar à mesa do orçamento?
          Ambiciosos reguladores de tudo o que mexa, como democratas?
          Cretinos pretensiosos que duvido que tenham um militante com mãos calejadas pelo trabalho, entretidos a classificar variantes de género e a definir a violência dos piropos, sociais-democratas?

          Esquerdalhos, tão só.

          • Paulo Marques says:

            Não, pá, social-democratas não são quem precariza o trabalho, destrói salários e pensões, aumenta rendas e privatiza monopólios para criar empregos para os membros do clube.
            Enfim.

          • British says:

            JGMenos

            “militante com mãos calejadas pelo trabalho,”

            Como tu contabilista e calaceiro, não é salazarista

    • Paulo Marques says:

      “e ver muito idiota, alguns bem conhecidos da nossa agenda opinativa, enfiar a viola no saco. ”

      Olhe que não, olhe que não. Alguns, os espertos, calaram-se, mas rapidamente voltarão à carga, porque uma crise não se desperdiça.
      Os outros… bem, com ou sem pandemia, MST e JMT continuam a escrever o mesmo, como idiotas úteis que são.

  4. Carlos Almeida says:

    “Mas também não mudei o meu ideário de social democracia.”

    Social Democrata era Lenin, mas também Olof Palm
    Em 74 o PS dizia que não era Social Democrata, mas sim Socialista.
    Dizia …!

    Mas afinal o que foi e é hoje a Social Democracia ?

    Cumprimentos e desejos de melhor 201

    Carlos Almeida

  5. JgMenos says:

    «confundem o plano ideológico com o plano terreno»
    Como cabalmente demonstra o postador!

    Diz que é socialista, mas não diz o que isso seja.
    Diz que é democrata mas não diz o que NO TERRENO assegura que a democracia exista.
    Encanta-se como uma salada ideológica que vai de leninistas a líricos.

    Conclusão: um esquerdalho típico.

    Exercício proposto: como se acede e como se mantém a propriedade privada.
    No terreno é o que importa antes de qualquer outra treta.

    .

    • João L. Maio says:

      Obrigado por se importar tanto.
      Mas esse ódio primário faz-lhe mal… por isso, menos!

      • JgMenos says:

        O ódio só é possivel sobre o que existe, o vazio nada motiva.

        • POIS! says:

          Pois tenha calma!

          O pechiché ainda não está em perigo! Ainda não tem que se despedir! Salve as suas preciosas lágrimas para o próximo 28 de abril!

    • Paulo Marques says:

      Não me diga, que eu chego lá.
      É acabando com freguesias para que menos pessoas consigam votar. Não, espera… prender e ameaçar pessoas que têm visões diferentes. Ainda não… ser pago para empobrecer o país. Quase… ser pago para postar propaganda nos blogues dos esquerdalhos.
      Vês, cheguei lá. És um grande democrata, caralho. Mas, olha lá, propriedade privada só para alguns, os outros só alugam, que é para não terem ideias de trabalhar para comer.

  6. JgMenos says:

    Socialismo só há um: fim da propriedade privada dos meios de produção.

    Toda a ideologia política tem que se definir quanto à propriedade privada dos meios de produção antes de mais.

    A social-democracia dos esquerdalhos não passa do discurso de um ideário de tutoria que joga na indefinição de princípios para montar o enredo do corretês em que cretinos se dizem gente de pensamento.

    • João L. Maio says:

      Tacanho, desinformado e boçal.

      O costume, portanto.
      Não espume tanto.

    • Paulo Marques says:

      E qual é o partido que defende a nacionalização dos meios de produção, exactamente? Ou as infra-estruturas, estabelecimentos ensino e hospitais passam a meios de produção porque sim?

      • JgMenos says:

        Nenhum diz isso porque mais que socialistas são CHULOS!

        • POIS! says:

          Pois temos de reconhecer!

          Que se trata de uma afirmação muito pertinente. JgMenos é um grande conhecedor do meio. Conhece bem o mercado e a concorrência, inclusivamente exerce consultoria na área, como todos sabemos.

        • Paulo Marques says:

          Ah, então são socialistas sem socialismo. É como o PSD, é social-democrata sem social-democracia.
          Obrigado por concordar outra vez.

    • POIS! says:

      Pois muito bem!

      E direi mais!

      A “democracia” dos direitrolhas não passa do discurso de um ideário de pastorice que joga na mixórdia de princípios para montar o enredo do “moderatês” em que cretinos se dizem “gente de trabalho”.

      Gostou, não foi? Fui eu que inventei!

  7. Filipe Bastos says:

    Ah, o Berloque de Esquerda. O comunismo do séc. XXI. Ou o comunismo pós-comunista?

    Marketing e carinhas larocas. Boazonas e sound bites. Alguma histeria, alguma sensatez, conforme renda mais atenção e mais botinhos. Nenhum partido comunica mais ou melhor.

    Creio que BE é muito mais radical do que tenta parecer. Mas sabe que isso não vende; sabe que os tugas não querem extremos, revoluções ou comunices. Querem férias na praia, gadgets e carros alemães. Querem mamar no Airbnb e fugir aos impostos.

    Querem a ilusão desta ‘democracia’ pachorrenta, como o João Maio. Querem a moderação centrista e pífia do Naldinho.

    Num mundo capitalista, centrado à direita, o PS é um PSD mais chulo e mafioso e o BE é o que devia ser o PS. É a esquerda ‘hip’, giraça e modernaça que é ainda assim esquerda, não mero lacaio de mamões como o PS. Mas sempre longe do poder.

    Mesmo quem vota BE sabe que o BE não ganha, não é suposto ganhar. O seu papel é berrar. Para quê, para quem? Para suaves esquerdistas como o Maio e o Naldinho. Ficam todos contentes. Sentem-se confortados. Sentem-se democratas.

    • Ana Moreno says:

      Uff, tanta peçonha Filipe Bastos! Como sobrevive de tal maneira envenenado???

      • POIS! says:

        Pois é!

        O Sr. Bastos engravidou, por excesso de ameno convívio, da direita trafulhinha fofinha, sente-se um pouco desconfortável e, naturalmente, aponta o conforto dos outros como uma desgraça.

        Em breve dará á luz a semi-democracia semi-representativa onde todos poderemos exercer diariamente o nosso semi-voto. Para evitar naturais excessos, todos seremos assistidos por um bastos que nos iluminará os chulecos que tentem passar despercebidos, assim tipo dos elefantes cor-de-rosa e dos crocodilos que povoam o Terreiro do Paço.

    • João L. Maio says:

      O Filipe e o Menos, se não são partes do mesmo transtorno de personalidade, são pessoas que, nota-se, vivem na e da infelicidade própria.

      Não há ponta por onde se lhe pegue.

      • joão lopes says:

        Eu sugeria ao menos que ouvisse o tema “ser milionário” ou o “ser fascista”,do novo álbum do Manuel João Vieira(Anatomia do Fado),quanto ao Bastos,sugeria que ouvisse o Boss,mas com algum azar o Bruce Springsteen,isto é o Boss ainda há de ser xulo.

    • Paulo Marques says:

      Qual comunismo, aquilo é o mais radical que é elegível dentro da narrativa sócio-económica vigente e bem vendida. E quem não se converteu, com pouca convicção, vá, às promessas de reformas da eurolândia, se ainda lá anda, não tem tempo de antena (e, que me lembre, também não eram grandes comunicadores e/ou consistentes). É pouco, mas os Messias também não nascem quando se quer, e ganham mais e choram menos a não se importar.
      Mas pronto, o BE é uma coisa e o seu contrário, assim está o Filipe sempre certo.

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