Tardio, mas sentido

Hoje é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Não podia deixar de assinalar este dia dedicado a pessoas que não tiveram a sorte de nascer com todas as capacidades como a maioria.

Estou num projeto de voluntariado, na República Checa, que envolve crianças deficientes, desde setembro. Nestes meses, aprendi que temos um papel fundamental em permitir que estas pessoas sejam felizes. E não é difícil. Não é difícil dar um minuto da nossa atenção para que pessoas conscientes das suas limitações possam mostrar do que são capazes. Uns fazem-me rir, outros ensinam-me a localizar o Sri Lanka no mapa, mas todos ensinam-me que qualquer um de nós é capaz de melhorar o mundo. E apesar de não podermos mudar o mundo, podemos mudar o mundo de alguém.

Mantenham-se firmes e ajudem os outros a fazer o mesmo. Vale a pena.

Grande paneleiro!

Gosto de pessoas que façam bem umas às outras, independentemente da profissão, não me interessa se são mais convexas ou mais côncavas ou se alternam em dias da semana. Que sejamos todos muito felizes, é o que vos desejo, especialmente a mim.

Paneleiro é um termo delicioso que serve, sobretudo, para apoucar, de forma jocosa, homens, heterossexuais ou não, porque no mundo não necessariamente desagradável do humor masculino, machista ou machistóide, pôr em causa a virilidade alheia é um passatempo fundamental. Há outras brincadeiras maravilhosamente idiotas entre os homens e que consistem, por exemplo, em insinuar ou, de preferência, afirmar que o outro tem problemas de erecção ou que é traído pela legítima com uma multidão de outros homens, que podem corresponder, entre outras possibilidades, a uma chusma de marinheiros que estavam há meses sem ver claramente vista uma mulher que fosse. São palhaçadas idiotas, o que não impede ninguém de ser saudável.

É, também, uma palavra perfeitamente desagradável, quando usada (ou escondida) para insultar. Os homofóbicos escarram-na, com horror, misturando na saliva, quando calha, razões religiosas ou manifestações de superioridade. Os não homofóbicos também podem usá-la como insulto gratuito que não chega sequer a conter alusões sexuais, podendo ter o mesmo valor de tantas outras injúrias e podendo ser complementada por referências vácuas ao órgão sexual masculino, que, como se sabe, é um órgão do caralho. [Read more…]