No país onde os governantes adoram justificarem-se com o que se faz lá fora, seria óptimo se olhassem para este exemplo da California.
Every eight years, a group of educators comes together to update the state’s math curriculum framework. (…)
Its designers are revising it now [uma alteração curricular] and will subject it to 60 more days of public review. [Slash[dot]
Repare-se no detalhe da revisão apenas a cada oito anos e com consulta pública, comparando-se com o hábito nacional das alterações educativas anuais (curriculares e outras), feitas em cima do joelho e em modo prepotente.







Tanta gente sentada à secretária a inventar serviço, e querer dar-se por inovadora, é no que dá!
Pois antigamente é que era bom!
Programas houve que duraram umas largas dezenas de anos. dava muito trabalho a mudar o livro único.
Afinal, Cristo continuava lá no céu, que era azul. O Oliveira da Cerejeira e o Almirante de Água Doce continuavam nas poltronas. Continuávamos a civilizar os pretinhos e a ganhar todas as batalhas aos espanhóis. Os rios continuavam a correr na Guiné e a capital de Angola continuava a ser Moçambique.
E a terra continuava redonda. A prova? Já os americanos tinham chefado á lua e as provas ainda eram o barco a aproximar-se vindo lá do horizonte e a viagem de Fernão de Magalhães.
Isso é que eram tempos! Tanta gentinha sentada em cima do lenço, sem inventar serviço, nada de inovar para não causar stress desnecessário à lavrante vida campestre.
Ai, que saudades! Aquela maviosa canção…
“Minhas Botas, velhas, cardadas,
Palmilhando léguas sem fim,
Quanto mais velhinhasiestragadas,
Tanto mais VIgor sinto em mim”…
Sim, como um certo ministro revanchista que fez 4 anos de alunos recuarem o país nas avaliações internacionais porque achava coisas.