Migrantes torturados por agentes da GNR: sabemos de onde isto vem, não sabemos?

Quando sete agentes da GNR decidem torturar seres humanos, fotografando e filmando as suas vítimas por gozo sádico e doentio, continuando em funções como se nada tivesse acontecido, não é apenas a honra do destacamento local que fica manchada. É a GNR como um todo, e os seus milhares de efectivos que cumprem os seus deveres com dignidade e dedicação à causa pública. É a credibilidade da democracia portuguesa, que ainda não recuperou da morte de Ihor Homeniuk. E é todo o país, humilhado pelos crimes cometidos por estes delinquentes, que representam uma das mais graves formas de violação dos direitos humanos, por ser cometida por aqueles cuja função é garantir o cumprimento da lei. Ao nível de uma ditadura de terceiro mundo.

Fazê-lo usando migrantes, que vivem nas condições sobejamente conhecidas que Odemira lhes tem oferecido, só torna este espectáculo degradante ainda mais cobarde e cruel, por usar e abusar dos mais desprotegidos entre os mais desprotegidos. E é mais uma prova da penetração da violência xenófoba e racista no seio das forças de segurança. E nós sabemos de onde isto vem, não sabemos? Sabemos quem é o autor moral deste e de outros abusos que se vêm avolumando, não sabemos?

Claro que sabemos. Resta saber se estamos disponíveis para os combater ou normalizar. Da parte que me toca, está – como sempre esteve – claro como a água: fascismo NUNCA MAIS.

Comments

  1. Alexandre+Barreira says:

    …..como diria o “outro”…..”ó da guarda……….acudam que é polícia”…..!!!

  2. Filipe Bastos says:

    Fascismo NUNCA MAIS, diz o Mendes. Como toda a gente sabe, só no fascismo os polícias abusam da autoridade, e não havia violência policial antes de aparecer o pulha Ventura.

    O pior caso de racismo foi o Homeniuk: negríssimo como todos os ucranianos, excitou a fúria colonialista dos bófias.

    Ó Mendes, sabe porque polícias cobardes batem em europeus, em asiáticos ou em pais de família benfiquistas? Porque são pobres. As vítimas são pobres. Não têm dinheiro, logo não têm poder, não têm influência, nem têm amigos com nada disso.

    É esta a chave, a essência da questão. A um paquistanês rico e de gravata não batiam; a um pai benfiquista de Mercedão e amigos na tribuna de honra, fossem do mafioso Vieira ou do mafioso Pinto da Costa, era vê-los mansos, corteses e subservientes.

    Entende, Mendes? Não é a raça, ou o país, ou o sexo, a religião ou outra qualquer obsessão woke. O dinheiro que se tem, a classe a que se pertence, bate tudo. Tudo o resto.

    • Tuga says:

      O Mendes entende muito bem.
      Quem quer mudar de assunto, é que faz que não entende, rapazola

    • Filipe Bastos says:

      Uma intervenção quase útil do troll Tuga: é realmente mudar de assunto. Mas é o Mendes, a malta woke e os obcecados com o ‘fascismo’ que o querem mudar.

      O assunto é dinheiro. A sua escassez para a grande maioria, a desigualdade na sua distribuição, a pobreza de milhões. É este o assunto que a esquerda – a do Mendes, do Paulo Marques e outros – enterrou sob montanhas de wokice.

      Wokice e gritinhos de ‘fascismo!’. É só isto que ouvimos.

      Já viram algum graúdo apanhar da polícia? Que político, CEO ou mamão, que 44, Relvas, Bava, Rendeiro ou Salgado teme alguma coisa de polícias ou tribunais? Pois é. Isto não requer fascismo; basta uma partidocracia podre.

      Sabem porquê a obsessão woke da esquerda? Porque quem a propaga tem vidinha confortável. E quer mantê-la assim.

      • Ze dos Anzois says:

        Porque será que um pseudo esquerdista não é um troll ?

        És bem claro, rapazola :

        ” É este o assunto que a esquerda – a do Mendes, do Paulo Marques e outros – enterrou sob montanhas de wokice.”

        Podes enganar muita gente, com o teu nick muito pessoal de “Filipe Bastos”

        Vou passar a assinar Ze dos Anzois ou Joaquina Reis ou mesmo Manuel Rocha

        Ze dos Anzois
        ex Tuga

      • Paulo Marques says:

        Curioso, de quem nem se dá ao trabalho de votar quem lhe aumente impostos sobre os seus próprios investimentos, baixe o preço da casa por via da construção social e não só, e lhe corte a herança. Mas diz a mesma coisa que quem faz para que tudo fique na mesma, isso é que é importante!

        • Filipe Bastos says:

          Não sei se percebi, os seus posts são como um novelo com que um gato andou a brincar, mas costuma dizer que é rico e que vota a pensar nos pobrezinhos… é isso?

          Pois faz muito bem: todos saem a ganhar. Eles ficam o seu botinho, que é importantíssimo; v. fica com a consciência lavada e uma aura de nobre esquerdista, sem abdicar dos ‘investimentos’, da herança e do resto do baú.

          Como bónus ainda tem a certeza de que nada irá mudar: o risco é nulo. Pode votar no Berloque à vontade.

          Deve também vir daí a sua relação ambivalente com o PS. Por um lado reconhece-lhe alguns podres – coisas mínimas, claro!; por outro lado tolera-o e branqueia-o.

          Pudera: sabe que o PS é o único que pode chegar ao poder; e sabe que com ele no poder nada de mais irá mudar. O PS é a garantia de todos os esquerdinhas caviar. Podem assim continuar guinchar sobre racismo sem receio de perder o tacho, a riqueza ou a vidinha aconchegada.

          • Paulo Marques says:

            Face à luta no teclado, de facto, como pode alguém ombrear com tão nobre coragem de vociferar só quando lhe calha a ele. Curvo-me perante a demonstração de eficácia das citações do The Guardian em caixas de comentários.

    • Paulo Marques says:

      E, no entanto, têm preferências.

  3. Tuga says:

    Palavras mais para quê ?

    O caríssimo Salazarento menor, deve estar todo satisfeito

    https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/chega-diz-que-rio-deu-primeiro-passo-para-governo-de-direita-no-congresso-do-psd?ref=HP_CMaoMinuto_5

    Curiosamente, talvez o Ventura tenha ajudado o PS com estas afirmações

  4. JgMenos says:

    Como todo o idiota, quando todo o autoritarismo, toda a abusiva intromissão , toda a pesporrência vem já há 46 anos sendo exercido, induzida e praticada sob a proclamação do esquerdismo e da democracia, a proclamação de ‘fascismo nunca mais’, é tudo quanto estas bestas sabem articular!

    O que verdadeiramente conta é a irresponsabilidade que grassa, a falta de autoridade pessoal, em que nada se resolve sem correr o fadário de uma burocracia dos direitos sustentada em legiões de incapazes e que só serve a dar abrigo a coirões.

    • Paulo Marques says:

      “Espero que não vão ver os telemóveis”. Dissesse isto Sócrates, e estaria o Menos a planear a revolução.

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