A indústria do medo

As notícias que compõem a imagem deste post não são muito fáceis de descobrir. Estão disponíveis, mas não fazem “parangonas”. Porquê?

O ano passado, muito mais importante que o número de infectados, eram os valores relativos a internados e a óbitos. Este ano, é exactamente o contrário.  Porquê? 

A quem convém manter um povo mal informado e em constante pânico? 
Parece óbvio que a variante dominante (omicron) é muito mais infecciosa, mas menos letal. Basta ver os números (já os publiquei) para perceber que a sua gravidade é bastante menor que a da gripe sazonal. E em tempos da mera gripe nunca ninguém se lembrou ou sequer imaginou impor este tipo de restrições à liberdade. 

Mas o pior de tudo é este medo propagandeado e quase unanimemente aceite. Quase toda a gente concorda com as restrições e (que jeito que dá à “pequenez” humana) sobe ao pedestal para exigir comportamentos aos outros. 

Tudo em nome de uma “responsabilidade” que ultrapassa muito a prudência e a consciência e se aproxima do zelotismo. Os paradigmas são o medo e a submissão. 

Eu não peço que concordem comigo. Apenas peço que pensem. Por vós próprios. 

Comments

  1. balio says:

    Portanto: se nos sentirmos constipados, devemos isolarmo-nos. Dez dias fechados num quarto até a constipação parar de todo. Que é para as outras pessoas não correrem o risco de ficar constipadas também.
    Nunca pensei que uma constipação fosse uma doença tão grave.

    • Tuga says:

      “Nunca pensei que uma constipação fosse uma doença tão grave.”

      Não, o liberoiquismo é que é uma doença muito grave.

      Para a propaganda neoliberal, vale tudo

    • Paulo Marques says:

      Quer dizer…

      «The estimated average economic cost of influenza in the United States exceeds $1 billion each year, and the actual cost is more likely on the order of $3 to $5 billion per year. Benefit-cost models generally indicate that the benefits of influenza immunization for persons aged 65 and over outweigh the cost (when one excludes the cost of medical care in the additional years of healthy life gained by immunization). The low acceptance of influenza immunization suggests that individuals do not see the benefit-cost equation in the same way that policymakers do. This article presents a benefit-cost equation from an individual’s perspective. The model demonstrates that pre-season immunization is cost-effective when the cost of a case of influenza, were it to occur, would be very high—as it is in persons under active medical care for heart or lung disease, for example. Immunization is also cost-effective for persons with a high income and a low cost of immunization—such as physicians themselves. The model further demonstrates that in the face of an actual epidemic, one can justify greater expenditures on protection against influenza, including immunization plus chemoprophylaxis or early chemotherapy. Finally, analysis of the model suggests the need for improved, less expensive systems for protecting individuals against influenza.»

  2. Alexandre+Barreira says:

    ….negócio….é negócio………respeitinho meus meninos…..!!!!

  3. Paulo Marques says:

    Ui, se o Osório já publicou os números é melhor avisar o Lancet, a Nature, e por aí fora, que ainda não os têm. Os meros mortais esperam para saber o que acontece ao primeiro grupo e se têm condições especiais, mas não têm o mesmo génio.
    Só é pena não explicarem porque enchem hospitais de tanto lado, mas, certamente, é porque não temos o mérito de pagar suaves mensalidades. Como se sabe, o mundo ou é vermelho ou azul, não há alternativa, e só não há cura para o cancro porque o SNS não jorra que chegue para os privados.

  4. Rui Naldinho says:

    “O ano passado, muito mais importante que o número de infectados, eram os valores relativos a internados e a óbitos. Este ano, é exactamente o contrário. Porquê? ”

    Para a maioria esmagadora dos portugueses, até porque esses são dados reais e incontornáveis, “ que extravasavam a pura conjectura que cada iluminado na ciência Covid 19 faz da infeção”, o número de internados e de óbitos são o mais importante. Sempre foram e não há político que consiga desmenti-lo. Eu diria mesmo, internamentos prolongados e mortes são aquilo que me deixa deprimido e com receios vários.
    Eu estou-me rigorosamente marimbando para o Covid 19, desde que ele não cause mossa nas nossas vidas físicas e coletivas. Fosse a infecção em causa uma simples gripe ou constipação e nada disto se passava. Agora não podemos é embandeirar em arco apenas porque a vacinação reduziu o impacto da doença.
    É verdade que se não houvessem umas eleições legislativas, talvez as medidas de contenção não fossem tão rigorosas. Mas também é verdade que o Covid 19 tem sido uma arma de arremesso escondida atrás das costas, que a Oposição tem preparada para atirar ao governo sempre que alguma coisa corre mal, mesmo que isto não dependa das decisões do poder político e da DGS. Por vezes até depende muito mais de nós próprios.
    O que não falta neste país são “doutorados em Covid 19”, com cursos tirados nas redes sociais, prontos a explicar como se governa a vida dos outros.
    Eu prefiro criticar os governos pelo desinvestimento no SNS, coisa bem perceptível, nas listas de espera, onde os números estão escarrapachados no próprio sistema, do que me deitar a adivinhar como debelar uma pandemia e quais as medidas adequadas.

    • Paulo Marques says:

      Para a maioria esmagadora dos portugueses interessa o que acontece a si e aos que conhece, quais números. Para o bem, e para o mal.
      A contenção ligeira por precaução era inevitável, tivemos azar do período em que calhou. Ou não, porque também não é o mais productivo. É complicado, pode lá ser!
      Mas já quanto às legislativas, não corre bem na mesma; com a manutenção das regras, alguém previu (vale o que vale) 90000 infecções por dia. Junta-se os 10 dias e contactos de risco, e as eleições são uma moeda ao ar. E ninguém pensou nisso. Mesmo com a cópia da redução para 7 ou 5, e lá devemos chegar rapidinho, o golpe de teatro corre cada vez pior.

      • Rui Naldinho says:

        Neste momento Portugal testa como nunca. Não sei se haverá assim tantos países na Europa, a testar como nós, numa escala proporcional ao número de habitantes.
        Claro que só podiam ser detectados muitos mais casos de Covid 19. Tivesse o governo feito o mesmo no ano passado, e os números teriam muitíssimos superiores.
        O governo no Inverno 2020/21 não fez o mesmo por questões económicas. Este ano abriu os cordões à bolsa. Há umas eleições no horizonte para tentar ganhar, não vá o Dubai tecê-las.
        A ver vamos.

    • J. M. Freitas says:

      “É verdade que se não houvessem umas eleições legislativas,”
      Peço desculpa mas fico sempre muito incomodado quando dou com o verbo haver mal conjugado. Raramente resisto a comentar o facto. Não leve a mal.

      • Maria Alzira says:

        Vá lá que não escreveu ” À eleições no horizonte”, com constantemente vejo escrito por aqui.
        Mas enfim,,é o Português do Fakebook, temos que desculpar.
        E andaram a escola 11 anos !

      • Rui Naldinho says:

        Não levo nada a mal, pois deveria ter escrito “houvesse”.

  5. Miguel says:

    E os holandeses confinaram porque são lé-lés da cuca, os hospitais de Marselha estão à cunha com casos de covid porque os marselheses não pensam pela própria cabeça, de tanto olhar para os écrans os cérebros ficaram “quadrados”.

    • Basilio xuxa vira casacas da horta de Sintra says:

      E os holandeses tambem passam o dia com a cornadura toda fodida a fumar charros legalmente e as putas nas montras a exporem a conassa a crianças legalmente e foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay.Sim,que país maravilhoso e que exemplo moral para o mundo…vai mas é para lá acartar baldes de massa que a construção civil tá em crise tambem lá e pagam melhor que cá.
      Ass:Basilio xuxa vira casacas das hortas de sintra


      • Ah, que revelação interessante.
        O Covid19 foi enviado pelo reinos dos Ceus para castigar a imoralidade dos holandeses.

      • British says:

        What ?

      • Paulo Marques says:

        Atão, a terra liberal que tanto foi aplaudida por “dizer as verdades” de só andarmos atrás de mulheres e vinho afinal já não é, e é ao contrário? Imagino que o condenado candidato a deputado tenha reclamado na altura

      • Miguel says:

        Correcção ao meu comentário acima: nem sempre os cérebros ficam quadrados, há casos em que ficam totalmente queimados.


  6. Estamos sempre a aprender com as graças da Gracinha Freitas. E eu que pensava, imagine-se, que se a pessoa tinha sintomas, deveria logo começar a tratar-se. Devo ser muito, mas muito burro, caraças!!!!!

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.