Agora pagamos testes a quem quer ir para a borga!

Deu-me para revisitar autores de diversas ideologias, desde liberais, social-democratas, socialistas democráticos e, hélas, nem um desses teóricos defende que devo pagar testes que outros necessitam para fins recreativos!

Nada tenho a ver com a vida dos outros e acho muito bem que se divirtam tanto ou mais que eu, mas assim como estou habituado a pagar a minha vida social e recreativa, parece-me, no mínimo, inusitado e até inconstitucional o governo e/ou as Câmaras Municipais oferecerem esses testes, ou seja, obrigarem-me a pagar, o que outros precisam para aceder a locais para esse fim!
É por uma questão de segurança colectiva? Por favor, quem pretender estar seguro fica em casa ou, caso não pretenda, pague a sua opção de lazer.
Talvez na China isso ainda seja possível, mas é o primeiro passo de muitos seguintes…

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Compreende-se, também são contra os transportes públicos para aceder a tais locais; estranhamente, não à polícia presente ou às câmaras de vigilância pública, mas as liberdades são mesmo assim.

  2. Rui Naldinho says:

    Há umas eleições legislativas para disputar ali para os finais de Janeiro de 2022. E ele está à porta.
    Levar para as urnas a lembrança nas mentes lusas do incompetente Cabrita ou a memória do Pinho Socrático, cujas manigâncias políticas nos puseram a pagar as rendas da EDP, já demasiado mau, quanto mais termos a Oposição a zurzir no governo por mais internados nas UCI ou mortos por Covid 19.
    Depois de final de Janeiro alguém pagará a conta às farmácias, laboratórios e hospitais dos excessos. O resto é via aberta pró teste à borla, 4 por mês, alguém credível que o faça e envie os dados para o SNS.
    Em Fevereiro acabam-se os testes à borla, pelo menos nesta modalidade.

    • Paulo Marques says:

      Se o estado obriga sem alternativa, e bem, temporariamente, faz bem em pagar. E parece que, depois de tanto barulho, nada fica vazio, nem a passagem de ano.
      Corre o risco de acabar antes de Fevereiro por falta de necessidade, a ver vamos. No que depende da colónia, pelo menos.


  3. Em vez de se insistir na testagem massiva que não resolve nada, talvez fosse mais construtivo investir nos medicamentos que curam a doença e impedem a transmissão. Ou serei eu o totózinho no meio desta caldeirada?

    • Paulo Marques says:

      Ó camarada, tirando o facto de não impedirem, e nem fazermos grande ideia de como o fazer, como é que se compete com os States na compra? Mas aí pagar às farmacêuticas, principalmente a mesma Pfizer, já ninguém se queixa.

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