E assim vamos!

 

 

 

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 27 de Junho, 18.00h (que raio de ideia baptizar um aeroporto com o nome de um 1º. Ministro que morreu na sequência de um voo!)  Estou a aguardar um voo para Faro. Como tenho tempo, vou circular, e entre lojas de bebidas, de perfumes, de roupa, de calçado e de comes e bebes, entro numa que tem revistas, jornais, livros, brindes, e coisas afins. Depois de ver as capas dos jornais vou dar uma pestanada aos livros. Reparo em dois, um ao lado do outro. Nada contra vender livros, e onde queiram e os aceitem. Tiro a foto que acompanha este post, e pergunto-me se estes livros são a imagem do país que somos. Se calhar são. Se se anda a promover o nosso sol e as nossas praias (do melhor que há) a nossa comida (nem tenho palavras), e o nosso vinho (excelente, quer o dito Vinho do Porto, baptizado em Gaia, quer os tintos do Douro, etc), onde fica a nossa literatura ? (Eça, Pessoa, Camões, Camilo, Gil Vicente, Saramago, Lobo Antunes, Torga, Aquilino, e tantos outros). Deve ser mesmo muito fraca e envergonha-nos, portanto não pode estar nas portas de entrada e de saída do nosso País.

 

Comments

  1. Joana Quelhas says:

    Isto demonstra os resultados obtidos pelos 8MM que o pais gasta anualmente no ensino.
    Um ensino de cunho socialista centralizado e socializante não podia dar melhores resultados.
    Se o ensino fosse liberalizado e o estado fosse saindo de cena no que diz respeito ao “fornecimento” do ensino os resultados seriam obviamente outros.
    E isto nem sequer é o pior, pois este ensino para além de produzir analfabetos funcionais está a produzir uma sociedade doente, muito doente.
    Durante a idade média apenas a aristocracia tinha acesso à educação.
    Os nobres eram os únicos que tinham a possibilidade de pagar professores. Nessa altura os professores eram os membros do clero , eram os detentores do saber, ou seja eram os “cientistas” desse tempo ( inventarem a Universidade).
    A formação visava a a formação do Homem. O programa era constituído pelo Trivium e pelo Quadrivium : as sete artes liberais).
    Os pobres não tinham acesso aos estudos. Limitavam-se a aprender um oficio para poderem ganhar a vida.
    Tantos séculos passaram e o que temos ?
    Temos uma escola que ensina os alunos a terem uma profissão , à semelhança dos pobres de outrora que apenas tinham acesso ao treino numa profissão.
    A educação com o objetivo de formação do Homem, pura e simplesmente não existe, é uma “violência” ensinar latim, os clássicos etc etc.
    Hoje em dia o bom bom é “ensinar a aprender” e não “cavar” desigualdades com a tretas de exames e avaliações. Optima receita para impedir a mobilidade social daqueles jovens inteligentes curiosos que nascem em qualquer extrato social e neste cenário nunca saberão que podiam, via escola mudar o seu destino e das suas famílias.

    Joana Quelhas

    • Orlando Sousa says:

      Cara Joana
      A menina deve estar equivocada.Este caso é o exemplo acabado de um tipo de liberalismo. Nada contra venderem o que quiserem, mas o Estado Português deveria ter uma política de salvaguarda da nossa cultura, para o exterior, o que não acontece.
      Cumprimentos

    • Paulo Marques says:

      Passam a vida a criticar o ensino de ciências sociais e a falta de competências “reais” de programação para entrarem a correr no mercado de trabalho, mas, alto, que a pipoca tem um livro no aeroporto!
      Se há quem queira manter o modelo de ensino bismarckiano do século XVIII, e pelas mesmas razões que foi criado, diga-se, não é o estado socializante que nunca existiu. Bastava ser coerente sobre o tal de “marxismo cultural” para não mentir.

    • POIS! says:

      Pois tá bem, ó Qwelhasss!

      Bastam dois livrinhos para demonstrar, segundo a Antropoquelhas que a nossa educação não vale nada!

      Mas há um problema: quem lhe diz que quem lê tal literatura não vem do ensino privado, ó Psicoquelhas?

      Eu andei no ensino público toda a minha vida, e cá por casa idem e ninguém sequer conhece tal literatura, ó Filosoquelhas .

      Em que é que ficamos, ó Socioquelhas?

  2. Anonimo says:

    Dois ícones literários. Enquanto não forem cancelados, que aproveitem, E diversifiquem enquanto há tempo, coaching, workshops e afins. Enquanto houver quem compre…

  3. Paulo Marques says:

    É o mercado, filhos, é o mercado. Já o colega diria que hoje em dia nem era preciso estarem lá, qualquer um tem acesso às Amazons.

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