
Diz-nos o neoliberalismo – não confundir com o liberalismo no sentido mais amplo, que nada tem a ver com o culto neoliberal – que os mercados se querem livres, eufemismo para a selvajaria da lei do mais forte, que impera desde os tempos dos ultraconservadores Thatcher e Reagan.
Para os profetas da selva neoliberal, não é só esta “liberdade” que se sobrepõe a todas as outras. É igualmente a “liberdade” de aniquilar a regulação e todos os “obstáculos” que o bicho-papão, também conhecido por Estado, coloca no caminho da iniciativa privada.
E como é precisamente esta seita que domina a economia, logo a política e a sociedade, em todas as suas dimensões, somos confrontados com casos como o da Johnson & Johnson, que queria ser livre para vender produtos cancerígenos. Mas os bichos-papões foram atrás dela e lá se foi a liberdade. Pior que no tempo de Salazar, dirão alguns destes extremistas, profundamente convencidos de que são, de facto, liberais. E mais convictos ainda de que esse liberalismo se esgota na economia.
Durante décadas, perfeitamente consciente do mal que estava a causar, a farmacêutica norte-americana usou amianto no pó de talco para bebé, decisão comercial que foi directamente responsável por milhares de casos de cancro, que resultaram em perto de 40 mil queixas e processos contra a empresa.
Banido nos EUA e no Canadá, o pó de talco da Johnson & Johnson continuava a ser comercializado na UE, sinal que os lobistas da empresa em Bruxelas estavam a trabalhar bem. Sucede que o produto foi suspenso em todo o mundo, porque a conta dos processos judiciais se tornou pesada demais para que a farmacêutica continuasse a apostar no cancro como modelo de negócio.
A Johnson, claro, não assume responsabilidade. Como qualquer gangue de criminosos, que raramente assume os seus crimes. Mas continua a pagar milhões em processos, porque os perde todos. Mas não se deixem enganar. Isto não passa de uma cabala contra a iniciativa privada, perpetrada pelo “socialismo”. Porque o neoliberalismo, sabemos, funciona e faz falta.






‘Cabála contra a iniciativa privada’?
De modo nenhum!
Trata-se tão só da cretinice do costume:
– Sempre fazer o mercado sinónimo de crime.
– Sempre fazer ignorar que crime e serviço público corrupto são grandezas que sempre evoluem a par.
JGMenos
Anda V Ex a há anos a dizer sempre o mesmo que aprendeu nas ações de lavagem de cabeças da União Nacional e agora fala na “cretinice do costume”
A bem da Nação
Ora pois!
Desde que tiraram ao Menos a sua aguinha mineral radioativa, a dose de Talidomida. o tintol decantado com chumbo e sangue de boi e o Marlboro superalcatroado consumido a cavalo que está inconsolável.
Nem deixam um gajo mercadar à vontade! Assasinos da iniciativa privada!
O liberalismo e os neoliberais, com tiques neofascistas e neonazistas…
A culpa é do consumidor de não estiver informado, obviamente. Devia ter um analisador químico portátil para levar à farmácia.
A cambada sempre reage do modo habitual: acena com os espectros do passado que na sua cabeça sempre explicam o presente e fazem adivinhar um qualquer tenebroso futuro.
Que a partir daí se digam progressistas… é um mistério!
Tenho notícia de tempos em que ser progressista consistia em identificar no presente o certo e o errado, e traçar caminhos de mudança. Modos de gente racional que a esquerdalhada olharia, para não variar, com forte suspeição de tendência fascizante.
Ora pois! E a prova disso…
É que aqui temos JgMenos a reagir. Do modo habitual.
Aliás, é de louvar, pelo Menos, o sentido autocrítico. O nosso muito obrigado!
O passado, tipo, um producto que estava à venda ontem?
Além do mais, isso é nível de amador. E que tal poluir com substâncias cancerígenas toda a água da chuva? Isso é que é um feito!
https://www.euronews.com/green/2022/08/04/rainwater-everywhere-on-earth-unsafe-to-drink-due-to-forever-chemicals-study-finds
Imaginem se essa empresa fosse russa! O que diriam os defensores das crianças e da vida humana em geral?
Quanto à J&J creio que já no passado teve algo bem pior com o Teflon.
Esta cena do ‘cancerígeno’ tem todo o aspecto de consentir quaisquer limites, tipo ‘alteração climática’.
E nos USA, sacar indemnizações é uma muito próspera indústria exploradora que não parece impressionar a cambada!
Oh, camarada, não se preocupe! O link que pus acima é precisamente sobre como agora bebemos todos PFAs (como o Teflon), a juntar a todo o microplástico que também comemos. Isso enquanto a água e a comida não secar qb; depois disso, até vai desejar que fosse tudo resolvido por essa indústria. Que, de resto, também tanto rende aos seus colegas de profissão.
Ah, pois, no passado foi bem pior!
Agora é muito melhor que no passado, quando foi pior. Antigamente havia gente que apanhava um caaanncro! Agora é melhor, é só um cancro.
Não é um caaanncro!
Os cães de porta…béu…béu!
Ora pois!
E o açaime que colocaram a Vosselência não ajuda. Assim não assusta ninguém! Até lhe fazem festas!
A carreira como cão-de-guarda, essa, está completamente arruinada.
E temos culpa que não acerte uma, homem?