A «mentalidade pequena» de Cristiano Ronaldo

stock-vector-cartoon-baby-crying-vector-clip-art-illustration-with-simple-gradients-all-in-a-single-layer-216397903Quando eu era miúdo, vivia convencido de que era um dos melhores jogadores da minha rua, o que era verdade, porque não havia assim tantos miúdos na minha rua. Na realidade, tinha uns pés jeitosos, o que me valia umas marcações mais duras que me assustavam e/ou irritavam, levando-me a críticas azedas aos adversários, seres horríveis que não me deixavam driblar à vontade ou mostrar a minha esplendorosa visão de jogo. No fundo, não estava muito acima das criancinhas que ficam zangadas com as mesas contra as quais se magoaram, porque a culpa só pode ser da mesa.

Crescer, na minha opinião, não implica, infelizmente, corrigir os defeitos, mas obriga, no mínimo, a saber disfarçá-los. Quando se é uma figura pública e influente, essa obrigação torna-se mais premente.   [Read more…]

Mas afinal é um bebé ou um elefante?

Sem título
Com o jeito dos actuais governantes para os números, não admira que o país esteja nesta situação…

18 de Julho: voltaremos, venceremos

A página mais negra do séc. XX ibérico: 18 de Julho de 1936, a pior das escórias humanas, verdadeiros suínumanos, levanta-se contra um governo de esquerda legitimamente eleito, lançando o estado espanhol num remoinho de atrocidades inomináveis.

Venceram, com o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar. Mas a República voltará, e aos que por ela morreram será feita justiça. Lá chegaremos.

Presente para um príncipe

Bebé a dormir

 O príncipe dos bebés era largamente esperado. Nunca mais aparecia, nunca mais o casal era progenitor. Nunca mais eram pai e mãe. Até esse dia de começos de ano, em que o príncipe nasceu. Todo descendente é o príncipe do lar, nos tempos em que os matrimónios casavam para durar. Havia tempo para tomar conta dos pequenos ou crianças, ensinar, cuidar, fazer vez caso o príncipe da casa chorar durante a noite. Não havia separação de deveres: eram dois os progenitores, pelo que dois deviam tomar conta do largamente esperado bebé. Em desespero, a hipotética mãe fez uma promessa: se tiver um filho, chamar-se- ia como o santo milagreiro, como terceiro nome.

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para Elisa

pensei seria Elisa, por Beethoven; acabou por ser May Malen, pelos pais

Os leitores queiram desculpar, mas volto a falar de netos, como há tempos no artigo que dediquei ao meu amigo fraterno, Daniel Sampaio. O motivo é simples, a vida é um eterno retorno. Não um retorno de uma alma[i] que vai embora e torna a aparecer noutro corpo, como acreditam muitas pessoas, especialmente os Kiriwina da Nova Guiné[ii]. Para os que acreditam em almas, é evidente.

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a ilusão de sermos pais

 

Acrescentado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais, texto completo aqui.

 
 1. Sermos pais.

Devo reconhecer que não sei se este deve ser o primeiro ponto da matéria a tratar, esta de se ser autor da vida biológica, emotiva e intelectual de uma nova geração. Preciso reconhecer que o conceito de paternidade, me tem sido impingido pela cultura na qual vivo, a romana ocidental. Bem como, gosto dizer que paternidade, a meu ver, inclui os dois géneros, como hoje em dia se define. Definição criada na luta dos finais do Século XX e estes anos do Século XXI, começada com a luta denominada Sufragista de finais do Século XIX. Épocas, todas elas, para definir uma igualdade entre seres humanos de genitais diferentes: falo e vagina, mamas que oferecem leite e amamentam, bem como mamas estéreis para criar. Talvez, ambas, para exibir de forma erótica e seduzir uma ou outra pessoa – do mesmo sexo ou de sexo diferente.

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A minha menina

May Malen, Cambrige, 240310

A neta ri com brincadeiras do avô

Ou talvez, o meu bebé? Menina define uma criança já crescida, que fala, tem uso de razão, sabe usar a sua inteligência, enquanto um bebé apenas quer comer e dormir e estar no colo dos seus pais, especialmente nos braços da sua mãe. Para um bebé, essa mulher adulta que amamenta, é o mel dos seus olhos. Como são de mel, na permanente carícia, as palavras que me são impossíveis de descrever. São apenas sons, quase em silêncio, palavras doces, um permanente olhar para o fruto da sua criação, resultado de dois que se amam com imensa paixão. Nem podia ser de outra maneira. Referi num outro texto meu como os seus pais se tinham conhecido aos cinco anos de idade. Trinta anos depois. Passara um tempo, o rapazito de cinco anos teve de se ausentar da escola onde os dois estudavam as sua primeiras letras, por causa do trabalho dos seus pais e pelo mesmo motivo, voltaram a reencontrar-se já mais crescidos, na mesma escola que lhe transmitira os primeiros saberes. [Read more…]

Vai fazer a felicidade das mulheres

Bebé nasce com dois pénis.

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