O regresso de Maria Joana

Canabidiol é um dos componentes do óleo de Cannabis sativa e da Cannabis indica, normalmente designadas como “Erva”, “Marijuana” ou “Haxixe”. A planta em causa toma o nome de Cânhamo e desempenhou, noutros tempos, um papel muito importante em várias indústrias nacionais, designadamente a indústria têxtil. Dada a sua importância económica, chegou a dar o nome a algumas terras portuguesas, como é o caso de Marco de Canavezes.

Na época dos Descobrimentos, a fibra de cânhamo era usada para produzir, além do vestuário, muitos artefactos fundamentais à indústria naval, como, por exemplo, cordas e velas. As cordas de cânhamo, extremamente resistentes, estão eternizadas na famosa Janela Manuelina do Convento de Cristo, em Tomar.

O Canabidiol é um componente químico da planta do qual está ausente o princípio psicoactivo, tendo sido isolado em laboratório no final dos anos 30 do século XX e objecto de registo de Patente nos Estados Unidos, em 1940, com o número 2.304.669.

Passados mais de sessenta anos, a 7 de Outubro de 2003, uma outra patente foi registada, também nos Estados Unidos, relacionada com as aplicações possíveis dos Canabinóides, incluindo  o Canabidiol, em determinados domínios da medicina e do tratamento de algumas doenças. Mais concretamente, o objecto da patente em causa, que tem o número 6.630.507, é o uso de Canabinóides como antioxidantes e neuroprotectores. O texto introdutório do registo dessa patente é o seguinte:

[Read more…]

Em França começaram a morrer idosos

que estavam a ser tratados com anticoagulantes. Parece que os médicos prescritores não estavam suficientemente informados sobre os riscos hemorrágicos associados a essa medicação. E também que os idosos não estão suficientemente representados nos “estudos de viabilidade terapêutica” desse medicamento.

Hoje dá na net: The Corporation (A Corporação)

Documentário canadiano de 2002 que apresenta o poder das Corporações, mais forte que o poder politico.

Através de seus lobbies junto aos governos e suas ferramentas de merchandising, marketing, branding, etc, elas definem tendências de consumo de produtos electrónicos, vestuário, alimentos, entretenimento, medicamentos, etc.

Corporações farmacêuticas influenciam e até definem o que será e o que não sera ensinado nos curriculos universitários de Medicina, Farmácia e outras áreas de Saúde, para defender seus interesses mercantilistas de vendas de inúmeros medicamentos nocivos.

Versão de 2 horas (o dvd tem 7), legendado em português. Ficha imbd .

Medicamentos inovadores – um problema económico?

Há uma guerra na Saúde. Por um lado os médicos que vêm a sua capacidade de prescrição reduzida por o Infarmed (entidade que no Ministério da Saúde aprova os medicamentos) demorar cerca de um ano a dar novas autorizações a medicamentos que são utilizados correntemente noutros países. Por outro lado o poder político que vê a factura do medicamento crescer desmesuradamente.

Claro que há muito medicamento novo que não é inovador, muitas vezes são combinações de principios activos já utilizados, e que são comercialmente reciclados .

Uma das formas mais interessantes para ajudar a resolver esta aparente contradição é levar a indústria farmacêutica a suportar parte dos custos, pois é parte interessada em demonstrar a capacidade do seu medicamento.

Outra forma, é as autoridades da Saúde perceberem que a despesa em medicamentos pode e deve ser vista como um investimento, se olhado na óptica do doente – a maioria destes medicamentos estão na área da oncologia – pelos sofrimentos que evitam, pelos tratamentos caros e menos eficazes que substituem, pelas camas ocupadas, pelos médicos e outro pessoal utilizados e que podem ser reduzidos com a introdução de medicamentos, realmente eficazes.

A introdução no mercado de um medicamento realmente inovador exige um enorme investimento por parte da indústria que tem, naturalmente, que reaver o dinheiro para poder continuar a investigação, mas não podemos matar a “galinha dos ovos de ouro”.

Há que encontra formas de prescrição, como a unidose, para evitar o desperdício de muitos milhões que são habituamente deitados para o lixo.

Nenhum de nós precisa de sair de casa para perceber isso!