
Imaginem o PAN liderado por um toureiro. Ou o PCP por um latifundiário. Ou o CDS por um muçulmano. Imaginem a CGTP liderada pelo patronato ou a CIP pelo operariado.
Imaginaram?
Agora imaginem a COP28 liderada por Sultan Ahmed al-Jaber, o ministro designado pela monarquia absoluta dos Emirados Árabes Unidos para presidir à Adnoc, a petrolífera do regime.
Imaginem também mais uma cimeira de fachada, onde nada verdadeiramente se resolve ou sequer caminha nesse sentido.
Onde centenas de chefes de Estado e outros políticos, empresários e líderes de opinião chegam de jacto privado.
Que tem como patrocinadores e parceiros alguns dos maiores poluidores do mundo, incluindo produtores, transformadores e vendedores de combustíveis fósseis.
Num país com a 3.ª maior pegada ecológica do Planeta.
Mas sim, disseram-se palavras muito bonitas nesta cimeira do clima. E foi um washing quase tão bonito como aquele que se fez no Qatar com o futebol.






Certo é que vai haver mais petróleo.
Ora pois!
O que quer dizer que Vosselência está com sorte.
Quando se acabar o lote de trotil salazaresco (o célebre Santa Comba Tintol que deu de comer a milhões de portugueses…) já tem alternativa.
E mais fenómenos climáticos extremos para os quais não estamos preparados também.
Gostei que haja alguém com coragem de dizer a verdade que aqui replico: “não há ciência que prove a eficácia do fim dos combustíveis fósseis “Não existe nenhuma ciência nem nenhum cenário que diga que a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis é o que vai permitir atingir 1,5°C”
Muito pelo contrário, é garantido que não permite porque não chega.
Então se é o Sr Sultan Ahmed que é chefe/dono/ o que seja de uma das grandes petroliferas do mundo, diz isso, não faz mais de dizer para o que lhe pagam.
O que era estranho e suspeito é se ele dissesse o contrario
Concordo com tudo, menos com o primeiro parágrafo: é que o CDS teve, durante 8 legislaturas um deputado de religião hindu e o Chega tem um deputado africano.
O Chega? Pois tem!
É o Mathathá, e até costuma estar na montra lá da sede, sentado numa escrivaninha de pau preto, a acabar em público o programa do partido, para que todos vejam que a Irmandade do Quarto Pastorinho é um partido normal.
Tarefa difícil porque às segundas são pela privatização total da súde, às terças pelo Serviço Nacional de Saúde, às quartas a favor das vacinas, às quintas contra a obrigatoriedade das vacinas, às sextas pelas Unidades de Saúde Familiar e aos sábados pelos médicos estritamente privados. Aos domingos, é para o Quarto Pastorinho ir à missa meditar nas soluções para a Saúde, emquanto o Mathathá tira folga para ir passear no jardim ao pé lá de casa
A vida de deputado de estimação é dura. Isto de um tipo estar sempre a sentar e a levantar, a sair e a entrar quando do chefe manda faz mossa!
Eu não me pronunciei sobre o programa do Chega (até porque tem vários, várias vezes ao dia), apenas que tinha um deputado africano (mulato, mestiço, “asio-negro”, sei lá). E se o Mithá, que escreve e fala em vários média, é um deputado de “estimação” (deve ser o único que conheço, porque, tirando o Ventura, o Frazão e a Matias, os outros não se distinguem bem dos seguranças), que dizer da Dr.ª Romualda, que faz lembrar o Token do South Park.
Compreendo. É mesmo difícil uma pessoa pronunciar-se sobre o que não existe.
E não é culpa do Mathathá, coitado, que bem se esforça. O problema é que lhe impuseram uma caneta que não escreve para as sessões lá na montra. Puseram-no a fazer que escreve para demonstrarem que há africanos espertos e que se portam bem.
Um hindu e um muçulmano são a mesma coisa, bem como um troféu para exibir e uma liderança.
Salaam Aleikum.