«Não quero viver num país sem a TSF»

A frase é do jornalista Carlos Daniel e está publicada na sua página de facebook. Transcrevo o texto todo:

«Sou mais um a abrir a alma, já li tanta coisa bonita e sentida por estes dias, tenho até a sensação de estar atrasado. Mas ainda há-de ser tempo, até porque foi lá que aprendi que as notícias não escolhem hora certa. Por isso, esta é a hora de agarrarmos o microfone com as três letras azuis no cubo e dizer bem alto que não queremos um jornalismo sem TSF, uma rádio sem TSF, um país sem TSF. A rádio criada pelo génio do Emídio Rangel e moldada a seguir na liderança impecável do David Borges, um exemplo até hoje. A rádio do Sena Santos e do Fernando Alves, únicos, mestres para sempre. E tanta gente de talento a seguir, e tanta gente de empenho também, que amou aquela casa e a segurou por décadas. O meu coração aperta-se por todos eles. Assim, nos meus amigos/irmãos Ricardo Alexandre e João Ricardo Pateiro, como nos enormes Joaquim Dias e Joaquim Pedro, almas da TSF-Porto (que também foi minha durante seis anos muito felizes), deixo o abraço solidário a todos os dessa amada rádio e a vontade de ajudar no que puder. E reabro o microfone para repetir: eu não quero viver num país sem a TSF.»

Para haver jornalismo, é preciso, diz-se, haver negócio. Para haver democracia, é fundamental haver jornalismo. O negócio nem sempre se preocupa com o jornalismo ou com a opinião independente. Quem se preocupa com o jornalismo, arrisca-se a ser afastado pelos negócios, que quer, quase sempre, ter o controlo editorial.

Também não há sociedade sem negócio, é verdade, mas como poderão a democracia e o jornalismo ficar a salvo da face abusiva do negócio? Parafraseando Carlos Daniel, não quero viver num país sem jornalismo.

Comments

  1. Joana QUelhas says:

    Mais um farol do comunismo que se apaga!
    Menos um covil de comunas, a praticar a mais ignobil lavagem cerebral ao português médio.
    Esperemos agora a queda do Público (tenazmente suportado pelo capitalismo dos filhos do Eng. Belmiro de Azevedo), etc…
    R.I.P.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois claro!

      Compreendemos perfeitamente! Os três neurónios que restam a Vosselência (um deles atacado por forte reumatismo) não lhe permitem a audição de rádios que emitam programas tão complicados.

      Em breve, no entanto, as coisas poderão estar a mudar. O conhecido Marco Galinácio está já a tratar do assunto, vai pôr aquela malta toda na rua e, no lugar, colocar uma emissora de programas da Irmandade do Quarto Pastorinho. Estão previstas rubricas muito interessantes tais como “Arranjem Depressa um Cargo no Sistema para os Anti-Sistema Que Estou Farto DE REzar Avé-Marias Em Capelas””, “Elucubrações Filosóficas de Mathathá Ribeiro – UMBAR (Único Menos Branco da Assembleia da República) e “Eu Quero um Lugarzito no Bordel Laranja”.

      • Vitor says:

        Comentário típico de esquerdelho que sobrevive à custa do sistema, leia-se á custa de estado, leia-se á custa de quem paga imposto.

        • POIS! says:

          Pois, cá está outro a sair da toca!..

          Comentário típico de direitrolha que sobrevive à custa da mentira e da demagogia, leia-se á () procura de um posto no estado (através das boas vontades do “Bordel Laranja”) para os “anti-sistema”, leia-se para manter hordas nas redes sociais e sessões de “stand-up comedy” do Quarto Pastorinho á () custa de quem paga imposto e dos privados que lhe dão os meios, e depois os cobram aos clientes a título de custos com “despesas confidenciais”.

          (*) Vosselência parece atacado por uma aguda epidemia acentual.

          • POIS! says:

            Olha! Uma boa parte do texto saiu em itálico! Mas lê-se na mesma… Mesmo a extrema-direitrolhice das acentuações dos a…

    • Era suposto estar a consumir aquilo? Com tanta propaganda aos patrocinadores, ao centrismo iluminado, ao melhor é impossível, à hegemonia americana, ao pesadelo europeu, ao Benfica, e mais sei lá que patetices, tenho falhado um bocadinho.

    • António Fernando Nabais says:

      A Chegana Quelhas não esconde ao que vem: tudo o que cheire a “comunas” é para ser encerrado, como nos tempos em que havia respeito e nem os que andavam descalços se queixavam, embora o ideal fosse cortar-lhes os pés para não sentirem falta de sapatos. Como qualquer chegano, a Quelhas tem um olfacto apuradíssimo, o que leva a que cheire a comuna tudo o que esteja do CDS para cá.

  2. balio says:

    Tudo termina. Nada é eterno.

  3. balio says:

    E a Loja das Meias, ainda existirá? E os supermercados Modelo, ainda existirão?

    • POIS! says:

      Pois existem todos!

      A “Loja das Meias” sofreu, por motivos de mercado, um downsizing e, atualmente chama-se “Loja dos Quartos” e vende através do Airbnb.

      Quanto aos supermercados “Modelo”, denominam-se agora”Bom Dia”, porque o CEO achou que seria um bom nome para estabelecimentos que fecham às nove da noite.

    • É tudo Zara e Continente, como manda o desejo do mercado de criar monopólios. Amén.

  4. Anonimo says:

    Há uns anos levantou-se celeuma em ***** na protecção ao comércio tradicional. Nomeadamente na área conhecida como a “Baixa”. Grande manif, muita gente, na medida do tamanho da cidade.
    O jornal local questionava os manifestantes sobre as razões pelas quais ali estavam e quais as suas preferências de consumo. Num registo algo irónico, os manifestantes mostravam-se clientes da grande superfície da cidade, e não das lojas que tentavam defender.

    • POIS! says:

      Pois claro!

      É para evitar essas ironias que eu não alinho nessas manifestações.

      Nem me apanhavam nos protestos lá da malta de Valpaços pelo estado das estradas. Nunca lá fui, nem tenciono!

      E muito menos nos protestos dos utentes do hospital de Faro. Não tenciono adoecer, muito menos abaixo do Tejo. É o meu limite para essas coisas de doenças!

    • O que vale é que os os governos existem para agilizar a conveniência de curto prazo!

  5. Anonimo says:

    A Global Media Group (GMG), que detém a TSF, Jornal de Notícias, Diário de Notícias, O Jogo, entre outros títulos, assume que não vai pagar os salários de dezembro.

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