O caos nas urgências

Em Portugal as urgências estão, segundo se pode ler nos jornais e ver nas televisões, um caos. Por acaso, ou não, em Espanha está a acontecer o mesmo. E noutros países europeus, idem.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Não era previsível? Acho que sim.
    Faltam hospitais? Acho que não
    Talvez faltem médicos, mas hospitais e camas só faltam, porque, tal como na escola, há uma cada vez maior desresponsabilização das famílias pelos seus mais velhos e os novos.
    Isto faz-me lembrar os lares da 3ª idade. Todas as freguesias querem ter um lar para idosos, direito que lhes assiste. Se bem que as razões são mais profundas do que o mero apoio aos mais velhos. Em muitas freguesias do interior, o Lar é o único local onde se arranja um emprego “público”, dependente de certa forma da Segurança Social.
    Por exemplo, no concelho do Sabugal, com pouco mais de 6000 habitantes, há pelo menos, 12 lares da 3ª idade. Quando toda esta gente finar, com a desertificação do interior, vão sobrar camas em lares.
    As políticas demográficas avulsas, promovidas pelos vários governos deste país, estão a transformar o interior num recôndito asilo de velhos.
    Enfim!

    • balio says:

      As políticas demográficas avulsas, promovidas pelos vários governos deste país, estão a transformar o interior num recôndito asilo de velhos.

      Mas essa é uma ótima tarefa para o interior do país, parece-me a mim.
      Mais vale o interior do país estar habitado por velhos e por quem deles trata, do que não estar habitado por ninguém.
      E mais vale os lares para velhos estarem no interior, onde os alojamentos são baratos, do que estarem nas cidades, onde as casas são muito caras.
      Portanto, se no Sabugal há 120 lares para velhos, ótimo. Assim, os velhos de Lisboa, quando precisarem de ingressar num lar, já sabem que há um com vagas no Sabugal.

      • É, a peste grisalaha em fim de vida são um estorvo, mas ainda dá para lucrar umas rendas lá longe onde ninguém descobre as poucas vergonhas que se descobre quando são ao lado de casa.

    • Faltam médicos, falta cultura de que a gripezinha (e o alegado clone) mata, mas menos com vacinas, falta ficar-se em casa invés de se espalhar pelo trabalho, falta o privado chegar-se-à frente, falta os bastonários estarem preocupados com a saúde…

    • Os estudos em Portugal, demografia, assim como também a meteorologia e a climatologia, etc…. são para os académicos. Fica tudo na prateleira, arquivado para memória. A gestão do médio longo prazo é para visionários, alheios dos problemas reais do país. Vamos novamente para as eleições, jantares, festas e feiras. Eis a nossa verdadeira vocação.

  2. balio says:

    Bom post.
    Cá em Portugal, como estamos em campanha eleitoral, culpa-se o Governo pela falta de recursos nos hospitais. Mas nos outros países a falta de recursos é a mesma, apesar de os governos serem outros!

  3. Não há maior valor europeu do que dizer “só neste país” a coisas que acontecem no país do lado, mas que ninguém sabe, nem liga, porque não há povo europeu.

  4. Figueiredo says:

    É problema dos Espanhóis, em Portugal é preciso obrigar todos os funcionários do Ministério da Saúde (desde o Ministro até à base da cadeia hierárquica) e do Serviço Nacional de Saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares, assistentes operacionais…) a declarar se colaboraram/pertenceram ou colaboram/pertencem à Maçonaria ou a outras sociedades secretas (Jesuítas, Opus Dei, etc.), depois de identificados terão de sair, os despedimentos devem ser introduzidos no Estado e proibidos todos os sindicatos e qualquer actividade sindical na Função Pública.

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