Sebastião Bugalho, a negação do mérito e o festival de memes que aí vem

Sebastião Bugalho, um jovem de 28 anos cujo percurso profissional e de vida se resume a ter andado na escola e ao comentário político que faz nas TVs e jornais, foi o escolhido por Luís Montenegro para liderar a lista da AD às Europeias.

Representa a total negação do mérito, numa lista repleta de laureados pela lealdade ao líder.

É a rendição total de Montenegro ao mediatismo e à política do espectáculo.

E é mais uma cedência à extrema-direita, colocando-se à AD disponível para esgrimir arremessos de lama na arena do espalhafato populista.

Vai correr muito mal.

Que lhes sirva de lição.

Comments

  1. Nuno says:

    Se há algo que Sebastião Bugalho não é é extrema direita e ainda bem. Um bom grande defensor da linha vermelha com o Chega.
    E estuda os assuntos sobre os quais debate, investiga e debate. Os deputados não são tecnicos, são politicos de intuição, e intelegencia que se acessoriam em conhecimento tecnico, avaliam estudam e propõem debatem escolhem e votam.

  2. balio says:

    Que disparate. Que tem de anormal uma pessoa de 28 anos ser eleita (euro)deputada? Nada! Há no nosso parlamento atual, e em muitos antes dele, montes de deputados com menos de 30 anos de idade.

    • Tuga says:

      Sr Balio

      ” em muitos antes dele, montes de deputados com menos de 30 anos de idade.”

      Os deputados foram eleitos, o Bugalho já era empregado do Laranja Canal, orgão oficioso do PPD

      O Sr Dr Balsa Mamão não se vai chatear, fica tudo em casa

  3. POIS! says:

    Ainda por cima é um candidato com o apelido terminado em “alho”.

    Todo um manancial de “mémés” a explorar. E de palavras de ordem do.. carapau!

    Cá p’ra mim o Saul Ricardo ainda vai entrar na campanha…

  4. esteves ayres says:

    Mais um, com o total apoio da comunicação-social ao serviço dos neoliberais, da direita e da extrema-direita, e em particular do capitalismo/imperialismo

  5. Anonimo says:

    Quem é este, mesmo? Nas sábias palavras do Glorioso LFV, nunca sube quem é. É facho, neoliberal, ou ambos os dois?
    Mas decerto não será o primeiro opinador profissional candidado ao que seja…

  6. Tão bom. Obrigado! É por isto que, apesar de ser um narcisista patológico, o Sousa Tavares nunca aceitou convites iguais a este: é que há imagens dele a dizer mal de todos (tirando, talvez da alma gémea).

  7. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Concordo com as críticas no que toca ao Sebastião Bugalho, mas tendo em conta quem lidera, por exemplo, o BE (cujo percurso de vida se resume a ter andado na escola e ao comentário político), ou o PS (outro cujo percurso de vida se resume a ter andado na escola – esse nem comentário político tem), acho interessante a indignação no que toca ao Sebastião Bugalho.

    Afinal, o PSD limitou-se a seguir a tendência da esquerda woke, e foi buscar um “jovem” à direita woke.

    • A década no parlamento, nas comissões de inquérito, e demais actividade contam qualquer coisinha (mesmo para quem não compra gostou das perguntas sobre o BES) , e para quem o doutoramento é andar na escola.

    • Nortenho says:

      Não se pode comparar o CV de um pós adolescente com jeito para a treta com gente que anda na politica e parlamento há muitos anos. Bem revelador de quem o nomeou e que nos tentou enganar com os 1500 milhões do IRS

      • Anonimo says:

        O currículo constroi-se. Quantos saltam entre política e comentário, este será mais um. Desconheço as suas capacidades intelectuais e técnicas. Se as tiver. Mas nos dias de hoje vale pouco, a camarada Greta também não as tem, e possui legítima legião de fãs.

        Entretanto já se descobriu que agrediu mulheres. Os mesmos judicialistas que defendem o Apinto da Costa porque realmente nunca foi condenado, os mestres do alegadamente e até prova em contrário.

        • Ser o 1º candidato não é saltar para a política, é saltar para um senhor tacho numa manobra bem conhecida de tentar estancar votos. Diz muito do que realmente pensam do parlamento europeu. Tem, ao menos, a vantagem de não ser histérico geneticamente.
          “Já se descobriu”, lol. É isso, pá, crimes é que é fácil descobrir provas e ter condenações (para nem falar nas desportivas) e crimes em que é quase impossível provas, quanto mais condenações, também é tudo igual.
          Despolitiza, filho, despolitiza, que continua a não mijar para ti.

          • Anonimo says:

            Sim, a projecção é um conceito conhecido.
            Corromper ou agredir, alegadamente ou comprovadamente, só é diferente quando se é liberacho ou o acusador um justiceiro da esquerda clássica.

          • Vamos no bom caminho, continue. São todos iguais, menos os salvadores da pátria, da europa, e do mundo livre – desde que não se olhe muito.
            E havia tanto por onde pegar no Pintinho (só a assembleia devia chegar), como havia tanto por onde pegar em Costa ou Sócrates ou em quem for, mas não dá tanto para justificar péssimos resultados clubísticos, que temos que ficar pelo que não existe e dizer que é sério. Paciência para a credibilidade do resto.

  8. Salgueiros says:

    Mais importante que o Bugalho foi a vergonha que se passou em Chaves.
    Não é de estranhar quando o Municipio de Chaves é o único municipio da região norte a patrocinar o Porto Canal.
    Esta tudo dito

    • Mais anedótico do que isso é mais um apêndice da catedral em novos apuros financeiros. A justiça não compensa!

      • Anonimo says:

        Justiceiro e bombeiro. Um homem dos 7 ofícios. A cassete é que está um bocado enrolada, é o que dá o excesso dd uso. Go digital.

      • Salgueiros says:

        Apuros financeiros ?

        Ainda me vou rir quando o betinho que ganhou as eleições tenha que meter do dinheiro dele para salvar a quadrilha

  9. Ricardo silva says:

    Manifesto do intelectual disruptivo.

    Sou um intelectual disruptivo e isso me envaidece.

    A curiosidade que desperta o intelectual disruptivo começa no berço. Cresci a ouvir histórias, compridas e antigas, amparado pelo colo dos meus pais que, de uma forma nada egoísta, projectaram-me para o colo dos seus camaradas.

    Tornei-me num cientista político de referência. Disruptivo, mostrei aos meus pares que a obra científica pode ser inteiramente publicada em pequenos textos de 140 caracteres. Destaquei-me pela defesa do regresso ao estado que aqui chegámos, erguendo a bandeira branca face às linhas vermelhas que bloqueiam o nosso sistema político.

    Como conservador disruptivo que sou não degenerei e segui a carreira dos meus progenitores jornalistas. Cultivei um grande sentido de compromisso com a notícia. Os caminhos insondáveis que me levam a revelar uma boa notícia só se comparam à arte de comer caracoletas. Mas para haver notícias é necessário alimentar as fontes sobretudo entre Lisboa e o Porto. A relação visceral, sanguínea, com as fontes revelou-se essencial para o germinar duma boa notícia.

    Mas a imprensa escrita era redutora para alguém que domina todas as formas de retórica. Ingresso na televisão e ponho o meu intelecto disruptivo ao serviço das massas. Sou o melhor comentador de televisão de sempre. Debato bem. Tal como o Cristiano Ronaldo, sou o melhor porque dou mais pontos à minha equipa. Arguto, polémico, rápido, inteligente… palavras que ajudam a definir um intelectual disruptivo. Mas quanto mais forem as virtudes maior será a responsabilidade. É por isso que recorro ao nosso chão comum, aos nossos imperativos morais. Ajo de tal forma que trato dos interesses dos espectadores portugueses, sempre como um meio para atingir o meu fim.

    Um intelectual disruptivo também sonha. Sonho com um mundo mais próspero onde as pessoas possam andar bem vestidas e de botas limpas. E é assim que ingresso na política.
    Sacrifico o azul dos mares portugueses pelo azul das alcatifas sujas ( ai ricas botas) da Europa. Adopto uma postura de humildade democrática e candidato-me a um lugar impossível de perder.

    Em frente, PUM, em frente! Uma geração que consente deixar representar-se por um intelectual disruptivo, é uma geração com futuro. Gente com esperança, inteligência, visão! Vivam os jovens! Viva o intelectual disruptivo! PIMy

  10. Bartolomeu Lança Pereira says:

    The best of xuxas

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