Aquando das primárias do partido democrata em 2020, Kamala – munida de uma vulva e tez bronzeada, valiosos trunfos que a fizeram legitimamente sonhar com o cargo – teceu graves acusações direccionadas ao futuro presidente Bidé:
- que acreditava nas mulheres que o acusaram de crimes sexuais;
- e que, nos idos 1970’s, Bidé promovera políticas racistas que visavam impedir crianças pretas de frequentar a escola. Para adicionar carga dramática à acusação, usou o seu próprio exemplo, procurando torná-lo até um slogan: “That little girl was me”, que até chegou a colocar em t-shirts.
Reforço, sem embelezamentos ou cognomes jocosos, para que seja claro: antes de aceitar ser sua vice, Kamala acusou Joe Biden de ser um criminoso sexual e um racista activo que usava a sua influência política para segregar crianças pretas como ela própria.
Sendo Bidé o ungido pelo Deus dos warlords Barack Obama, isto valeu naturalmente a Kamala a perda de apoios, o que – a juntar ao seu caricaturalmente detestável e vil carácter, que fez com que nem sequer lograsse mil votos populares, num resultado absolutamente humilhante – a obrigou a largar precocemente a corrida.
Ressuscitada pelas referidas vulva e tez, é ver agora o partido que a rejeitou – bem como o comentariado americano mainstream, que os nossos Marques Lopes, a quem basta acenar uma cenoura apetitosa, adoram plagiar – a anunciá-la como a grande Candidata.
Que Bidé é um racista perverso não é propriamente informação fresca; muito menos o é a escandalosa hipocrisia e descaramento destes montes de merda que enxameiam o universo político – e, claro, a conveniente memória píscea dos agenda setters. Mas os poucos de nós que se recordam destas coisas têm obrigação de relembrar os outros, porque as massas só sabem o que lhes dizem os media das elites bem-pensantes e eu não estou a ver Marques Lopes a falar disto tão cedo.






Deus quando deu a inteligência à humanidade, V.Eminencia devia estar escondido no fundo da caverna de costas para a entrada e a olhar para as sombras.
O sistema só permite e promove quem defende o sistema; pode é não ser aquilo que se pensa, principalmente quando não se percebe quem ganha.
E quem o critica também não quer, necessariamente, mudá-lo, ou não escrevia “crianças pretas” ou outras coisas do passado.
Bem visto. Agora escreve-se crianças Pretas.
A grosseria como argumento dispensa factos.
Ora pois!
Como se vê, Vosselência faz escola!
Porra. Há algum tempo que não lia algo tão bom por aqui. Tinha de ser o Hoffbauer. Ou ele ou a Romualdo.
Estás preocupado, liberocas
KKKamala…
Pois, como diria o outro, “lets look at a traila!”.
Estreia para a semana.
vozinhaazerodecibolos no papel da Kamela, após uma dramática mudança de sexo (ou nem por isso)!