Uma casa a arder

Pensávamos que o Verão seria relativamente sossegado, que a época dos fogos florestais não teria o impacto dramático de outros anos, de triste memória, e eis que, num abrir e fechar de olhos, a esperança é reduzida a cinza e o país volta a arder.

Vidas destruídas.
Hectares ardidos.
Danos irreparáveis.

Outra vez.

O problema de Portugal é o de sempre: pensamos a curto prazo, o horizonte governativo continua a ser a eleição seguinte, não temos estratégia, ou meios adequados, e não olhamos para este flagelo como problema existencial de uma nação que tem na floresta uma das suas maiores riquezas.

Será por falta de dinheiro?

Não pode ser. Se escolhemos investir milhões em jornadas mundiais, em torneios de futebol onde somos meros figurantes ou em borlas fiscais para jovens que não precisam delas, o problema não pode ser dinheiro.

O problema é que o fogo florestal não ameaça a capital, não ameaça a Invicta, não ameaça as elites da Comporta ou a primeira linha do Algarve. Não ameaça as elites. Pelo contrário, chega a ser-lhes bastante rentável.

E, sobretudo, o problema é não aprendermos nada com as desgraças recentes.

Portugal é uma casa a arder, pseudo-gerida por um batalhão de mulheres e homens-tacho que não conhece o país real para lá dos limites da sua própria arrogância ignorante. Uma elite parola, parida em viveiros de facada nas costas e hermeticamente fechada na sua bolha, que não percebe de onde vêm os fascistas, quando eles são o produto acabado da sua própria incompetência e inutilidade.

Estarmos aqui é um milagre. Até quando durará não sabemos.

Comments

  1. Julio Santos says:

    Há uma semana anunciava-se que os fogos este ano tinham sido em menor número e menor quantidade de área ardida. Esta publicidade parecia um convite a que a situação fosse alterada rapidamente e aí teem a resposta. Até parece que soltaram todos os incendiários que estavam adormecidos ou presos nas cadeias. Prendam os políticos para ocuparem as celas dos incendiários soltos.

  2. Carlos Almeida says:

    Só se admira com estes fogos quem vive em cidades e não se mete pora das autoestradas.
    A mim admira-me e não haver mais desgraças.
    A quantidade enorme de massa florestal compacta,de pinheiros e eucaliptos é um convite a desgraça.
    Quantas pessoas terão que morrer para que efectivamente controlem a novas plantação de eucaliptos,.
    Basta fazer uma viagem de carro na IC8, para nós andarmos como não há mais desgraças
    E noutras zonas e igual. Demasiado combustível junto ,falta só uns dias de calor e vento e temos desgraça.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Ah, pois. O problema é os eucaliptos. Porque os pinheiros e as outras árvores não ardem. São umunes ao fogo, não é?

      E que tal vigiarem e patrulharem a floresta para impedir que ateiem fgogos? Ou acha que os fogos surgem por obra e graça do Espírito Santo?

      Enquanto continuarem a falar de “histórias da carochinha” como os eucaliptos, a limpeza, o ordenamento, o aquecimentoi global e outras patranhas de género, o problema irá subsisitir.

      Enquanto continuarem a pensar que é com bombeiros e meios de combate que se resolve o problema, ele irá subsistir.

      Ponham homens no terreno, a calcorrear os pinhais, se for preciso armados e com autorização para atirar, publicitem essa medida, e vão ver que os fogos desaparecem. Se não forem ateados, eles não surgem.

      • João Martins says:

        Estes justiceiros… Uma pequena história. Há uns anos eu andava a fazer um trabalho para uma empresa de telecomunicações que envolvia a verificação das respectivas antenas. Um dia, numa serra das que arderam mais uma vez este ano (eucaliptos queimados por todo o lado) uma das milícias de que fala encontrou-me e, sem perguntar nada, desatou a correr serra abaixo para me cumprimentar, certamente, com os instrumentos que traziam nas mãos. Salvou-me uma patrulha da GNR com a qual me deparei quando fugia espavorido. Por isso, meu amigo, se me permite, pense um bocadinho antes de vir com soluções destas.

        • Kispo says:

          Boa tarde!
          Entre 1985 e 1986 comandei vários grupos de militares que patrulharam a floresta e apoiaram no combate a fogos florestais. Quando detectávamos alguém isolado na mata obviamente que o identificávamos e pediamos que explicasse a sua presença na mesma… sem stress, sem agressividade. No seu caso tudo o que seria feito era nomear dois soldados para o acompanhar no cumprimento do seu serviço, até estaria mais seguro. Fugir não é uma boa ideia nestes casos.
          Infelizmente o exército português dos nossos dias não tem massa crítica para desempenhar estas missões, com muita pena minha.

          • João Martins says:

            Se ler bem o que escrevi, não encontra qualquer referência a militares…

          • Kispo says:

            Boa tarde! Eu percebi, apenas comentei na ótica de que se tivéssemos proteção ativa na floresta poderíamos evitar as atitudes voluntaristas das populações que não têm nem treino nem capacidade para isso! O meu comentário foi nesse sentido!
            Já agora no seu post falou de militares, os membros da GNR são militares.

      • 5% dos fogos são ateados, com a grande maioria dos criminosos presos.
        Ainda não é desta que há um problema resolvido com violência.

  3. Temos interesses económicos escondidos, incendiários profissionais e/ou amadores contratados, e sobretudo uma legislação penal antiga e obsoleta em relação a estes crimes, hoje cada vez mais frequentes.
    Dito de outra maneira: Alguém sabe o que acontece aos muitos incendiários que, segundo nos dizem, são apanhados ? E aos mandantes, ou beneficiados com os fogos ?

  4. Figueiredo says:

    É curioso, durante do Estado Novo e até ao final do Século XX sempre houve «…condições meteorológicas adversas, como o vento forte e as temperaturas elevadas…», e praticamente não havia incêndios, principalmente durante o Estado Novo.

    Sobre os incêndios em Portugal recomenda-se a leitura do artigo de Daniel Toledo:

    – O Cartel do Fogo – Queimando dinheiro público em Portugal e Espanha
    https://puntocritico.com/ausajpuntocritico/2017/10/19/el-cartel-del-fuego-por-daniel-toledo/

    Onde o autor aponta os nomes de Ricardo Dias (ex-presidente da Everjets), Domingos Névoa (empresário), Miguel Macedo (ex-Ministro da Administração Interna), Jaime Gomes (empresário), Jorge Gomes (ex-Ministro da Administração Interna), Nuno Pinto Coelho de Faria (advogado), Pedro Silveira (Heliportugal), José Teixeira (Coronel da Guarda Nacional Republicana), Carlos Craveiro (Agro-Montiar), Francisco Grave Pereira (Major-General, Autoridade Nacional de Protecção Civil), Luís Marques Mendes (ex-Ministro), António Figueiredo (ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), Filipe Lobo d’Ávila (Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola).

    • Figueiredo says:

      «…Fogos. Eurodeputada do CDS pede que Bruxelas ative Fundo de Solidariedade…»

      https://www.noticiasaominuto.com/politica/2633847/fogos-eurodeputada-do-cds-pede-que-bruxelas-ative-fundo-de-solidariedade

      Só nos faltava agora o regime ter mandado atear os fogos para receber subsídios da união europeia (ue).

      • Julio Santos says:

        Tem dúvidas disso? Os fogos são uma indústria bastante rentável que se encontra na mão dos protegidos pelo sistema politico. A verdade é que os políticos não lhes dão demasiada importância. Deixem vir as cheias provocadas por chuvas torrenciais que se anteveem e vão ver os governantes a correrem aos locais todos solidarios com as tragédias.

        • Figueiredo says:

          Por favor, não comece já a falar nas chuvas torrenciais e nas cheias, os Portugueses são saco de pancada mas um coisa de cada vez, agora é deixar a Presidência, o Governo, e os Partidos que se encontram na Assembleia da República queimarem o que resta para queimar e continuarem a destruir ainda mais a vida dos Portugueses, depois de já estar tudo queimado aí sim vamos lá levar ás chuvadas e ás cheias, mas tudo a seu tempo.

          Quanto ao resto, a dr.ª Ana Soares acaba de prestar um mau serviço a Portugal e colocou o País numa situação complicada, pois ao pedir que o fundo de solidariedade da união europeia seja accionado, pode levantar a suspeita em Bruxelas de que o regime até ateou os fogos de propósito só para receber os subsídios.

          Não é preciso ir pedinchar por algo que já está destinado a ser atribuído e foi criado para situações deste género.

          Aqui está mais um prova de desnorte, mau serviço ao País, e imaturidade, que acaba por depois deixar uma má imagem dos Portugueses.

          • Não é preciso, o governo é obediente que chegue para activar o mecanismo de propaganda europeu que nos devolve o dinheiro.

    • Pimba! says:

      É curioso que:
      1 – durante o Estado Novo nada acontecia nos jornais, porque havia censura. Na realidade, morria-se.
      Fogos florestais têm sido uma constante;
      2 – näo percebeu que o aquecimento global fez… bem, isso mesmo, onde em Portugal cada vez chove menos e se verificam temperaturas acima dos 35oC durante o dobro dos dias relativamente à década de 1980.
      A juntar a isso temos esse “cartel do fogo” para ajudar à festa. Mas há muito mais para além das “teorias da constipação”!

      • Figueiredo says:

        «…1 – durante o Estado Novo nada acontecia nos jornais, porque havia censura. Na realidade, morria-se…»

        Você não tem argumentos.

        «…2 – näo percebeu que o aquecimento global fez… bem, isso mesmo, onde em Portugal cada vez chove menos e se verificam temperaturas acima dos 35oC durante o dobro dos dias relativamente à década de 1980…»

        Isso são teorias da conspiração e pseudo-ciência, mas não é só você que tem acesso às mesmas, a este órgão de comunicação social chegou a informação por parte de um «…especialista em astrofísica…» que diz que a temperatura da água do Oceano Atlântico em Portugal anda nos «…19 ou 20 graus…» e que «…“Não é normal”, disse-nos o especialista…»:

        https://zap.aeiou.pt/alarmante-temperatura-oceano-incendios-627812

        No entanto o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) diz o contrário:

        https://www.ipma.pt/pt/index.html

        • Julio Santos says:

          São as alterações climáticas que provocam os incêndios de madrugada;
          São as alterações climáticas que só apareceram agora e não em pleno verão.
          Enfim, há explicações para todos os gostos, sobretudo, quando se quer livrar a água do capote.

          • Pimba! says:

            Aí na cidade, à frente do ar condicionado, näo se percebem realmente as consequências do aquecimento global.
            Quase näo chove no Inverno e Primavera, têm-se 40 graus já em Junho, e só por milagre é que os fogos näo aconteceram antes.
            O que sempre houve foi negligência na gestäo das matas e florestas, falta de limpeza de arbustos secos e similares, cujas consequências säo agora exacerbadas.
            Há muito dinheiro em jogo, e que paga a pirómanos profissionais, que agora têm a vida facilitada por estas circunstâncias.
            Mas já em 2003, que foi já há mais de 20 anos, ardeu de Norte a Sul, os fogos do Sul do Ribatejo e Alentejo viam-se de Espanha (tenho fotos)!!!
            Dizer que só há fogos florestais agora, e que nada ardeu nas décadas precedentes é que é mesmo sacudir a água que näo choveu do capote poeirento.

          • Figueiredo says:

            Esqueceu de referir a astrologia que também provoca incêndios e alterações climáticas:

            Origem dos incêndios: entre um anticiclone e um eclipse

            https://zap.aeiou.pt/origem-incendios-anticiclone-eclipse-628181#comments

            Só não entendo como é que não chamaram a dr.ª Alexandra Solnado, se o tivessem feito nem incêndios ou alterações climáticas existiam ou teriam hipótese, ficava logo tudo resolvido, poupava-se meios e dinheiro.

          • Não é por acaso, choveu no norte. E no dia que não chova para se poder combater os fogos ainda há-de haver gente a encontrar outra razão qualquer.

        • Carlos Almeida says:

          Factos:
          Nos anos 60 quando era garoto
          ,no verão a temperatura da água do mar na Figueira da Foz por exemplo andava pelos 13 ou 14 graus. Agora são 17 ou 18 graus, que era a temperatura da água do mar na zona do Algarve nesse tempo
          Isto são factos, o resto é conversa da treta

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            O quê? A Figueira da Foz ainda não foi inundada? Pensei que já estava submersa.

            Agora a sério. Publique lá quais as suas fontes para dizer o que disse. É que eu cultivo a dúvida metódica, e até provar o que disse (uma subida da temperatura na ordem dos CINCO GRAUS), digo que É MENTIRA.

          • Figueiredo says:

            O drama, o horror, a tragédia…

          • Carlos Almeida says:

            À atenção dos negacionistas do Habeos e de outros do género

            dados retirados do Instituto Hidrografico ha 2 horas

            “Os valores máximos registados em junho de 2023, comparados com as médias dos meses de junho do período de 2000 a 2020, foram os seguintes:

            . Leixões registou 21,0 °C no dia 20 de junho, o que representa +4,4 °C em relação à média histórica (16,6 °C), mas inferior ao máximo de 22,4 °C, registado a 14 de agosto de 2004.

            . Faro registou 24,4 °C no dia 26 de junho, o que representa +4,8 °C em relação à média histórica (19,6 °C), mas inferior ao máximo de 26,6 °C, registado a 6 de agosto de 2010.”

            Em Leixões um aumento de 4,4º em 20 anos
            Em Faro um aumento de 4,8 º em 20 anos

            estou a tentar ter os valores da temperatura da agua do mar nos anos 50/60 mas eram inferiores a 15º na costa Atlântica

            A bem da Nação

    • As condições adversas não eram estas, nem era preciso tanto papel – melhor que escrever-se pouco era que não se soubesse ler.

  5. JgMenos says:

    Temos milhares de criminosos a ver televisão nas cadeias, e alguns serão incendiários.
    Paguem-lhes algum e ponham-nos a limpar montes!

    • Tuga says:

      Caríssimo Salazarento

      Ponhsm-nos a limpar os matos

      De ano a ano, lá dizes coisas acertadas.
      Se fizerem isso aos incendiários, era castigo acertado.
      Na Suécia por exemplo os oresos por condução
      sob o efeito do álcool, eram condenados a prestar serviços limpeza das florestas.
      O problema é que bem acessorados pelos advogados dos que lhe pagam o servicinho, todos apresentam “problemas psicológicos”. Só não percebe o funcionamento da quadrilha que está montada quem não quer.

    • POIS! says:

      Pois claro! Paguem-lhes algum e,,,

      …ponham os assassinos a fazer urgências de cirurgia!

      E os traficantes de droga nas farmácias hospitalares!

      E os ladrões a guardar as agências bancárias! (*)

      E os burlões on-line a dar aulas de informática!

      E os pistoleiros a reforçar o Regimento de Comandos da Amadora!

      (*) Segundo o princípio “ladrão que protege ladrão tem direito a bónus de gestão”

      • POIS! says:

        Mas sim, a proposta de JgMenos deve ser cuidadosamente estudada!

        Eu até proponho que, a título experimental, se pague algum e se constitua uma brigada composta, pelo Menos, pelo JgMenos, o seu amigo fuzileiro, e 50 reclusos todos equipados com motosserras, roçadoras e catanas, a trabalhar alegremente ao som de música clássica (Wagner, Schonberg, Xenákis) (*)

        (*) A música é um aspeto muito importante. Nada de Dino Meira, Clemente, Rosinha ou mesmo os da família das Camionetes da Carreira. Pode ser considerado tortura e não admiraria que os presos se amotinassem.

      • British says:

        What ?

      • Figueiredo says:

        Não sei qual é a dificuldade desta gente em perceber que não é preciso ir buscar os presos mas sim criar entidades públicas ou privadas para desempenhar essa e outras tarefas, que por conseguinte vão gerar postos de trabalho para os Portugueses, mas claro está, tem de ser bem pago e com direitos, com recrutamento feito a partir de testes psico-técnicos e a escolaridade de acordo com a data de nascimento, caso contrário ninguém se candidata e depois é só cunhas para meter medíocres/parolos.

    • Para fugirem mais depressa? Sempre fica mais barato do que alojar os escravos que os excelentíssimos se lembrar de punir.

  6. Situs rejekijitu88

  7. Santis says:

    Havia fogos no Estado Novo, sim. Quantas vezes não ouvi parentes vindos do interior a falarem de como apagaram fogos com uma fila de passa-o-balde.

    Em relação a essa ideia-feita que Lisboa não quer saber, como assim “o fogo florestal não ameaça a capital”?!

    Nem preciso de ir para a floresta de Sintra, nem para o cada vez mais pequeno vale do Jamor…
    Pensei que fosse do conhecimento geral que a cidade de Lisboa TEM uma floresta no seu perímetro? Se calhar nunca passou por lá, é isso?

    Sabe que no Monsanto há câmaras de vigilância e que há uma Polícia Florestal que faz patrulha a cavalo em certas zonas (vi-os várias vezes)?
    E que é proibido fazer fogos durante o verão, ainda que os visitantes no Parque de Campismo chorem por isso net fora? (lá está, a irresponsabilidade NÃO é política, todos nós somos o Estado).

    E ainda assim há polémica, claro. Falta de limpeza de combustíveis, falta de coordenação entre as hierarquias, falta de manutenção dos reservatórios que foram vandalizados, pista de acesso com vegetação, etc.
    No jornal das freguesias de Lisboa, disponível online, este dedicado a Benfica, diz em destaque: “Monsanto\Risco de incêndio em roda livre”; ” Todos os anos, o risco de incêndio no Parque Florestal de Monsanto é uma realidade”.

    Por outras palavras, o que se discute recentemente em Lisboa é o que se discute para todo o país, ressalvando as características de cada sítio…
    É completamente ridículo achar que Lisboa não tem ameaça de fogo florestal, o que me leva a concluir que, como sempre, o que não falta por aí é portugueses a conhecerem tão mal a capital que acham que tudo é culpa dela.

    Que diabos… é tempo é de responsabilizar as autarquias locais, as elites parolas se calhar estão aí. Não fazem caminhos, não limpam, não vigiam. Não protegem o próprio território. Que diabos o Algarve (que tem floresta também), o Porto e Lisboa têm que ver com isto? Cheira mais a desculpa. É a velha ideia de oitocentos que o povo do interior é “puro”, ainda não corrompido pelas cidades e as suas elites. Conversa…

    • British says:

      What ?

    • Lamecense says:

      Mais um rural do parque de Monsanto e jardim da Estrela.
      Muito obrigado pelos conselhos de especialista

      • Santis says:

        ninguém deu conselhos nenhuns. Está a inventar.

        Mas lá que é ridículo dizer-se que não há risco florestal em Lisboa, lá isso é.

        • Lamecense says:

          Pois eu estou a inventar. De facto nos aqui na zona das nossas vinhas também temos um risco enorme de incêndios, principalmente nos muros dos calços da vinha.
          Infelizmente na serra em Penude – Lamego há um incêndio

  8. Figueiredo says:

    Vemos gente a discutir as temperaturas da água do mar nos meses de Junho, Julho, Agosto, e Setembro.

    No Verão faz calor, as temperaturas sobem e permanecem elevadas, queriam o quê? Que a água do mar estivesse fria ou gelada como no Outono e Inverno?

    • Que estivessem adequadas à vegetação e animais que passaram milhares de anos a habituar-se, incluindo o humano, e não à que facilita a propagação de incêndios de espécies que só Portugal deixa correr selvagens.

      • Tuga says:

        “que só Portugal deixa correr selvagens.”

        De facto os espanhois não gostam muito dessas espécies. Vêm-se poucos eucaliptos em Espanha em locais que aparentemente seriam adequados.

        Mas cá é o lobby da Industria do papel que decide e alguns dos seus lacaios a defender o eucalipto

    • Nortenho says:

      Outro negas camuflado

    • Carlos Almeida says:

      A duvida nunca foi a diferença da temperatura da agua do mar entre Agosto e Janeiro do mesmo ano e no mesmo sitio, que é normalmente de 3 ou 4 graus, mas a diferença da temperatura da agua do mar entre Agosto de 2024 e Agosto de 2004 ou 1950, igualmente no mesmo local. E essa diferença de temperatura tem vindo e vai a aumentar. Essa era a questão.

      • Nortenho says:

        Pois mas os negacionistas, negam isso, como negam muitas outras evidencias.

      • Quase; é a tendência, uma vez que há sempre alturas anormalmente diferentes por várias razões que nada dizem sobre o rumo.

        • Carlos Almeida says:

          São fenómenos que representados graficamente são muito variáveis. O que interessa na sua leitura é a tendência ou graficamente a envolvente, mais importante e significativa que os seus valores instantâneos.
          Estamos a falar de processos com fenómenos variáveis em intensidade, frequência e tempo.
          Claro que aos negacionistas essa dinâmica não lhes interessa.

      • Asnonimo says:

        A água da Figueira sempre foi quente o suficiente para ir a banhos em Agosto.

      • Fernando Manuel Rodrigues says:

        Para os “maluquinhos do clima”, a culpa dos incêndios é sempre do clima, do eucalipto, da seca, da “ordenamento”, da “limpeza” (este é mais um dois embustes, de criação recente).

        Nem vale a pena responder. Esses são os mesmos que diziam que as máscaras e as “vacinas” nos iam salvar da “palermia”.

        O que eles nunca dizem é que o fogo não é de geração espontânea. Se não houver quem o ateie, ele não surge, logo a floresta não arde.

        E é estranho que os grandes fogos começam, quase sempre, a altas horas da noite e/ou em lugares ermos e/ou em vário sítios ao mesmo tempo. E em nenhum desses casos os habituais embustes (desculpas de mau pagador) têm qualquer influência. Mas cai sempre bem vir falar desses mitos quando a floresta arde. Dá um ar “professoral”, de “especialusta” (embora eles, por norma, nem saibam sequer distinguir a maioria das árvores umas das outras, muito menos saber o problema que é retirar a vegetação rasteira da floresta).

        Deixem de tentar tapar o sol com a peneira e reconheçam que o problema dos incêndios tem a ver, essencialmente, com dois factores:

        Despovoamento do interior, com o consequnte abandono das zonas florestais.
        Desinteresse das autoridades em patrulhar essa mesma floresta, para impedir os criminosos de actuarem.

        Enquanto pensarem que podem “combater” um incêndio florestal, a floresta vai continuar a arder, todos os anos, na ordem das centenas de hectares A NÃO SER QUE CHOVA.

        E deixem-se de histórias da carochinha” sobre o clima., Cada vez há menos gente a engolir essas patranhas, que só colhem nos “burgueses citadinos” que nada sabem do que é o campo e a floresta.

        • O “interior” da “floresta” em Gondomar e Espinho, sim senhor. Ocorrerem quase sempre na faixa eucalitptal desabitada, practicamente litoral, e única na europa, é coincidência. Que os incêndios propositados sejam menos de 20%, com quase todos os autores apanhados, é aldrabice do deep state pago para dizer coisas.
          Pior, ainda apanham os agricultores a ir à falência a defender a agenda de coisas que ninguém acredita, com o terreno a ficar com características impróprias, indo até ao suicídio para vender a agenda! Criminoso.
          https://braveneweurope.com/adina-florea-et-al-on-edge-europes-farmers-at-a-mental-health-breaking-point

          Que é isso perante alguém que nos inventa que o mundo sempre foi e sempre será o que imagina? Prenda-se, bata-se, e mata-se mais uns quantos, que a coisa resolve-se. Mas nem pensem em combater o abandono pela apropriação ou pela multa, é pecado contra a nossa Senhora da Propriedade.

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            Você dá uma no cravo e outra na ferradura. No fim, fiquei sem perceber o que defende. Mas pronto… Disse umas coisas.

            Combater o abandono é uma das questões mais candentes. Mas… COMO? O que propõe para combater esse abandono? Apropriações? A SÉRIO?

          • Sim, a sério que vivemos numa sociedade e ninguém é uma ilha, muito menos relativamente a incêndios. São os próprios a dizer que não sabem o que têm e/ou que não compensa não deixar arder, e quer tudo baixar impostos, pelo que é o que há.
            Nunca será por multas triviais para quem mais lucra e aproveita as dificuldades dos restantes para acumular a um preço que será sempre mais baixo.

        • Pimba! says:

          Pois é, a questão da “limpeza” é recente porque, afinal, só se fala dela desde os anos 80, e o que säo 40 anos no cômputo dos 900 anos de história de Portugal?
          Basta ver as fotos do antes e depois de Pedrogão Grande para aquilatar de que seria uma questão de tempo até acontecer uma tragédia.
          Se näo quereis perceber que o aquecimento global facilita E MUITO o propagar de fogos onde näo se limpam as matas e näo se fazem aceiros… näo posso ajudar na vossa dissonância cognitiva. Agora näo venham é tapar o sol com a peneira a desculpabilizar os donos dos terrenos e as autarqias locais. Se Lisboa pode ter guardas florestais para Monsanto, as autarquias também têm fundos para tal desiderato. Basta quererem.
          Já agora, os mesmo que diziam que as vacinas e máscaras nos iam salvar da pandemia, afinal estavam 100% correctos, pois assim que se facilitou o contacto e o contágio no Natal de 2020 a mortalidade em Portugal, que até estava mais ou menos controlada, disparou para níveis da Itália ou Espanha.
          Obrigado aos “maluquinhos do clima”!

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            O “aquecimento global” facilita é o aparecimento de negociatas como a subida do preço dos combustíveis, a venda dos automóveis electricos (muito mais caros que os outros) e outras que tais. Enquanto os “maluquinhos do clima conseguirem vender os seus embustes haverá uns quantos a lucrar (e muito) com isso.

            Quanto aos fogos e à palermia, já disse o que tinha a dizer. O seus “números” não valem nada. Poderia aqui desmontá-los facilmente, mas não é disso que estamos a falar.

        • Carlos Almeida says:

          “E deixem-se de histórias da carochinha” sobre o clima.”

          Sim para os negacionistas do habeos do ex Juiz neonazi é tudo mentira.

          A aumento da temperatura geral, no mar e em terra, a substituição sistemática das árvores da floresta original ( carvalhos, castanheiros e também azinheiras e sobreiros) por árvores de crescimento rápido como o a eucalipto, rentáveis para a industria do papel, o covid em que morreu muita gente é tudo mentira

          A máfia da industria do papel, tem muito dinheiro para pagar o negacionismo de factos que toda a gente começa a perceber. E isso não convêm a quem lhes paga .

          Mas há mais “jornalistas” a aproveitar a onda do negacionismo

          https://www.publico.pt/2024/09/19/sociedade/opiniao/basta-prender-piromanos-abater-eucaliptos-2104611

          O lobby do papel em força. Estes escribas ao serviço deles, devem fazer-se pagar bem, para tentar baralhar a opinião pública nestas alturas mais receptiva a explicações racionais.

          Mas porque será que os espanhóis têm muito menos eucaliptos que em Portugal onde crescem em modo selvagem e apesar das “leis” cada vez são mais.O lobby do papel tem muita força e os nossos governantes são uns bananas

          Mas felizmente também há gente seria a colocar o dedo na ferida, como o Miguel Tavares

          No canal americano

          https://tvi.iol.pt/noticias/videos/se-o-primeiro-ministro-quer-saber-quem-sao-os-responsaveis-pelos-incendios-basta-ir-ao-google-e-escrever-celuloses-de-portugal/66ec87d00cf23ab65535fe85

          Mas o problema é que toda a gente sabe isto, a começar pelos governantes desde os Xuxas ao actual governo.
          O problema já existia ha 30 anos e nada se fez para o resolver, porque o lobby do papel cada tem mais força, dinheiro e poder.
          Os desgraçados que morrem, ficam sem casa e bens, que se lixem.

          Novamente os dados da temperatura no mar nos ultimos 20 anos, retirados do site do Instituto Hidrografico, para o caso de terem sido lidos. Quem quiser confirmar, basta ir a site do IH

          “Os valores máximos registados em junho de 2023, comparados com as médias dos meses de junho do período de 2000 a 2020, foram os seguintes:

          . Leixões registou 21,0 °C no dia 20 de junho, o que representa +4,4 °C em relação à média histórica (16,6 °C), mas inferior ao máximo de 22,4 °C, registado a 14 de agosto de 2004.

          . Faro registou 24,4 °C no dia 26 de junho, o que representa +4,8 °C em relação à média histórica (19,6 °C), mas inferior ao máximo de 26,6 °C, registado a 6 de agosto de 2010.”

          Em Leixões um aumento de 4,4º em 20 anos
          Em Faro um aumento de 4,8 º em 20 anos

          estou a tentar ter os valores da temperatura da agua do mar nos anos 50/60 mas eram inferiores a 15º na costa Atlântica

          A bem da Nação

          Carlos Almeida

          • Carlos Almeida says:

            Errata
            Em Faro o aumento de 4,8 graus na temperatura da água do mar foi em 10 anos e não 20 como por lapso eu indiquei.

            Os valores do IH estão corretos

          • E os projectos de replantação também não são panaceia nenhuma, para funcionarem exigem estudo do ecossistema adequado à sobrevivência da vegetação relativamente aos insectos e pestes, além dos incêndios e poluição, com a agravante de as condições originais se terem alterado, também com o clima, mas não só.

            Mas há muita gente que só vai aceitar quando não houver colheita que chegue, ou não houver água para os incêndios; para o bem e para o mal, não falta muito, como não falta muito para um desastre previsível tornar uma grande cidade inabitável. Infelizmente, depois passamos ao “não há nada a fazer”.

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            . Leixões registou 21,0 °C no dia 20 de junho, o que representa +4,4 °C em relação à média histórica (16,6 °C), mas inferior ao máximo de 22,4 °C, registado a 14 de agosto de 2004.

            . Faro registou 24,4 °C no dia 26 de junho, o que representa +4,8 °C em relação à média histórica (19,6 °C), mas inferior ao máximo de 26,6 °C, registado a 6 de agosto de 2010.”

            Em Leixões um aumento de 4,4º em 20 anos
            Em Faro um aumento de 4,8 º em 20 anos

            ERRADO: Isso é conversa para boi dormir. Está a comparar a temperatura de UM DIA com a temperatura MÉDIA.

            Em Faro, em 6 de agosto de 2010, registou-se uma temperatura 2,2 GRAUS ACIMA. Em Leixões, em 14 de agosto de 2004, registou-se uma temperatura 1,4 GRAUS ACIMA.

            Ou seja, é legírtimo concluir que até estamos a arrefecer. Ora bolas… lá se vai a teoria do “maluquinho do cliema”.

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            RRESPONDENDO A PAULO MARQUES:
            “os projectos de replantação também não são panaceia nenhuma, para funcionarem exigem estudo do ecossistema adequado à sobrevivência da vegetação relativamente aos insectos e pestes, além dos incêndios e poluição, com a agravante de as condições originais se terem alterado, também com o clima, mas não só.”

            Durante séculos a floresta foi plantada, ardeu, foi cortada, foi replantada, tudo sem nunca se fazerem “estudos”, e sempre basceu,m cresceu e foi útil.

            Agora, vêm os “inteligentes” que nunca plantaream m… nenhuma com “estudos” e mais “estudos”, e nada se faz. Mas pronto… sempre se dá de mamar aos “estudiosos”.

            Há uns dois dias, André Inácio, membro da OSCOT e ex-inspetor da PJ, diz que …/… o responsável pelos fogos “não é o pirómano normal”, mas que “outra coisa muito distinta é conseguir fazer-se a prova”. “Não é o tolinho da aldeia, não é o pastor com problemas de álcool, não é o indivíduo que gosta de ver incêndios, é alguém que tem outro tipo de interesses”, conclui. (na TVI, salvo erro)

            ISTO É QUE É “AQUECIMENTO GLOBAL”

          • Fui útil para madeira, e sempre que chegou à escala industrial… bem, digamos que o Reino Unido era verde antes das armadas.

  9. JgMenos says:

    Só no dramatismo das labaredas é que o tema da floresta interessa à cambada.
    O postador já vislumbra que podem por aí vir os fascistas, provavelmente a deitar fogo pelas ventas!
    Já os cretinos dos esquerdalhos, que são lestos a mamar impostos sobre quem cria valor e adoram saquear o que esteja mais à mão, não tocam na floresta; terrenos abandonados, prédios que não se sabe quem é o dono, cadastros que se arrastam, emparcelamentos que emperram, vigilãncias de quando em vez e se dá para cobrar umas multas.
    Cortam mato para dar lugar aos fetos, abatem árvores e levam os troncos e deixam o restolho , tudo matérias sem mama generosa e fácil que ainda por cima requer funcionários que andem ao tempo, com os pés fora de viaturas e cus fora de assentos… cena mais aborrecida!
    Lá pelo verão temos fogo de vistas por horas em tudo que que é canal televisivo.

    • Portanto, os funcionários que a direita não quer que existam deviam obrigar ao controlo da propriedade privada que não querem que se faça, logo o problema é claramente o wokismo. Olha, e a bófia e o exército, não se podiam tornar úteis?

      • Anonimo says:

        Exatamente

      • JgMenos says:

        Pois tens toda a razão!
        Vamos lá agora incomodar as juntas de freguesia, as matilhas camarárias os coitadinhos dos funcionários tão ocupados a derreter nota de impostos para os ocupar em actividades e obras que não se veem, sem cimento nem comissões?

        • POIS! says:

          Pois, dê-lhe, ó Menos. Que as gambias da frente não doam a Vosselência!

          E esqueceu-se Vosselência, certamente por lapso de inadvertido oblivio, de denunciar os pérfidos propósitos de intervenção na Suprema Venturosa Propriedade Privada!

          Comunas de todas as tendências, larguem a mão dos nossos queridos eucaliptos que criámos com desvelo, desde pequeninos, a biberon e a todos conhecemos pelo nome!

          • JgMenos says:

            Ter-te por disléxico é o melhor que pode ser-te servido…

          • POIS! says:

            Pois…afinou Vosselência, ó Menos?

            Então foi “na mouche”!

            Aliás, felizmente para Vosselência, a dislexia não é um problema que se lhe coloque, pois não se consegue diagnosticar em analfabetos (ainda que disfarçados).

        • A máquina burocrática quer-se invisível, mas troquem lá os funcionários por cortares de mato a ver como corre.

    • POIS! says:

      Ora pois!

      Eis que as labaredas dramaticamente despertam o interesse de JgMenos y sus venturosos muchachos!

      Confere!

      • Tuga says:

        JgMenos y sus venturosos muchachos!

        PF nao confunda.

        O Menos e um velho nazi, o semi padreca e um novo nazi

        • POIS! says:

          O quê?

          Confundir o JgVenturoso com o Andrezito Menos?

          Esteja descansado! Nunca na vida! Distinguem-se bem!

          Para começar, o Andrezito afaga coelhas, o Jg come-as!

          E o Jg é um facho salazaresco, o Andrezito é um facho pintado de fresco (*)

          Por fim, o Jg é muita manhoso, o Andrezito é bué de mentiroso!

          (*) Quem se encosta fica manchado. E é bem feito!

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading