
Num tempo em que o ódio, o racismo e a maldade saem à rua sem vergonha, celebrar Abril torna-se ainda mais importante.
Existencial.
Na rua, em casa ou nas redes sociais, manter viva a memória da revolução, as suas conquistas e a brutalidade de que nos libertou é, parece-me, uma obrigação de todos os democratas. Para travar os que tentam reescrever a história e convencer-nos de que no tempo da guerra, da miséria, do analfabetismo, da censura e da corrupção salazarista é que era bom. Não era. E não admira que os defensores desta ideia estapafúrdia sejam os mesmos que hoje têm sonhos molhados com Putins e Trumps. Não tenhas ilusões: no dia em que lhes for permitido, entregam tudo aos oligarcas e atiram-te pela janela do 17.º andar.
A luta continua, não porque este seja um slogan bonito, mas porque a democracia é um projecto sempre em construção, sempre inacabado e sempre alerta para resistir aos novos fascistas. E por muito que guinchem e estrebuchem, são e continuarão a ser a minoria. É por isso que desejam a ditadura. Porque só assim conseguem impor a miséria ignorante à maioria.
Resistiremos!
25 de Abril SEMPRE, fascismo NUNCA mais!






Esta cambada fala de Abril como se a bandalheira a que deu lugar não tivesse existido e ainda se manifeste.
Falem de hoje e do que impede:
– que o estado esmoler do país seja ultrapassado,
– que as leis sejam claras e os tribunais funcionem em tempo
– que cultura seja algo mais que estatísticas administrativas
– … e tanto mais.
Como nos lembra com frequência, o importante é acumulação e atrair o investimento, cada vez sobra menos para o resto. Não é complicado.
Estimado Salazarento menor
Que um confesso adepto e defensor da ditadura fascista a continue a defender mascarado de justiceiro não admira, pelo menos a quem pense com a própria cabeça e não com a cabeça dos Champollion, Mellos ou Espíritos Santos
Pois claro! Tem Vosselência toneladas de quintais de resmas de carradas de razão!
A bandalheira que ainda se manifesta é tal que a cada momento se tropeça, pelo Menos, em mais um salazaresco que por aí anda a mandar posteiras de pescadocha a aproveitar a liberdadezita que o Oliveira da Cerejeira negava à malta.
Que o próximo 25 de Abril não cometa o erro de perdoar e reintegrar quem consiga voltar atrás, com ou sem aliados a garanti-lo por outro lado.