Num texto publicado hoje no Facebook, Bruno Nunes, deputado do Chega, comenta os problemas ocorridos em Ceuta, usando a previsível linguagem própria de um marialva, ao mesmo tempo que faz referência à «nossa civilização», à boa maneira dos fachos que não querem perder tempo a estudar História.
O que vale a pena realçar, no entanto, é o modo como Bruno se refere ao 25 de Abril: a «traição de 74». Nada que já não se soubesse, mas é sempre importante confirmar.
Não é especialmente preocupante haver gente que odeia a revolução dos cravos – muito preocupante é haver muita gente a votar em quem pensa assim, numa ilusão de que o regresso à ditadura, essa idade de ouro dos cheganos, irá trazer a ordem e a segurança, como se viver em ditadura significasse viver em ordem e em segurança.







A maior parte do território que é a minha alma está ocupada por um imenso oceano de cinismo, em que os políticos são todos demasiado parecidos, a humanidade é essencialmente desagradável e o futuro é tão provavelmente mau que a felicidade é constituída por pequenas ilhas onde habitam hojes prazenteiros que convém aproveitar, porque os amanhãs até poderão cantar, mas há sempre o risco de desafinarem.





Como todos sabemos, o corno de unicórnio tem poderes medicinais, sendo usado para tratar a pele atópica e a disfunção eréctil ou a pele eréctil e a disfunção atópica, não sei bem, porque ainda estou a tentar entrar em Medicina e as médias estão altíssimas. Por isso, os unicórnios correm perigo de extinção – nas matas e florestas de todo o mundo, especialmente em Monsanto e na Arrábida, há caçadores furtivos que matam, sem escrúpulos e sem balas, unicórnios aos milhares.










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