Manual de combate ao Chega

Seguem-se as cinco maneiras mais eficazes de combater o crescimento da extrema-direita testadas em Portugal e no mundo:
1. Realizar reportagens semanais sobre o mundo obscuro e as formas de financiamento da extrema-direita. Tem resultado bastante bem. A sociedade adere em massa e as tendências de voto diminuem no momento.
2. Acompanhar ao minuto cada incidente que acontece com candidatos destes partidos, principalmente se envolver saúde e idas ao hospital. De preferência, seguir ambulâncias até à porta do hospital e propagar imagens da vítima ferida. É apenas informação, é útil para o debate e não se trata de qualquer manobra para ser assunto dias a fio.
3. Sempre que um político de extrema-direita tem um relacionamento amoroso ou de amizade com uma pessoa estrangeira, apontar a incoerência e partilhar por todos os meios possíveis. É outra técnica que tem destruído totalmente os argumentos anti-imigração (é verdade que o que falam é de imigração descontrolada e isso vai ao encontro do sentimento da população, mas agora não interessa).

4. Sempre que um indivíduo de extrema-direita fala, há que chamar fascista, racista, machista e xenófobo. Quanto mais alto se chamar, menos as pessoas votam nele. Se votarem, é porque também são burros fascistas com pouca escolaridade. Quando voltarem a votar nos que gostamos, voltam a ser pessoas à procura de soluções para o país e não podem ser estigmatizadas.
5. Quinta maneira e mais importante: gritar NÃO PASSARÃO em cada manifestação, comparar os tamanhos das saídas à rua, dizer que o povo está a acordar e é antifascista. Em princípio, não se está a dizer com a entoação certa e por isso o número de deputados do Chega vai crescendo, mas com trabalho vai-se lá.
Sigam estas dicas que são utilizadas há anos e que têm resultado bastante bem no combate ao partido que não gosta da nossa democracia. Continuem a deixar temas que preocupam as pessoas nas mãos de um partido só e a martelar estatísticas até dar jeito. Está tudo a correr bem. Sai mais uma reportagem na SIC.

Comments

  1. POIS! says:

    Pois claro!

    Para liberalescos desorientados, talvez o melhor é ficarmos todos caladinhos e irmos deixando andar, que a coisa resolve-se por si.

    Por isso se estranha este post. O autor devia já ter começado a acinzentar e a vestir-se de escuro. E, sobretudo a ficar quietinho.

    • POIS! says:

      Pois, fui informado…

      Que há outra estratégia. Talvez uns camiões com música de Djs e bar aberto, para atraírem a juventude maradona liberalesca, impedindo-a de hooliganarem pelo Venturoso Pastorinho.

      Mas com o som baixinho, não vão os Venturosos acordar mal-dispostos de mais uma noite de caça ao imigrante. Nessa altura são capazes de tudo!

      • POIS! says:

        Pois citando a irónica ironia ironicamente inscrita na alfinetada farpa do libralironico Figueiredo…

        “Realizar reportagens semanais sobre o mundo obscuro e as formas de financiamento da extrema-direita(…)”.

        Ora bem! Não se deve tocar nesses assuntos. Pode algum virar-se para os tanques de pensamento liberalescos compostos por malta da Impetuosa Liberalesca… e ainda acabam na origem dos barris de cerveja do bar aberto… é melhor estarmos quietinhos, cinzentinhos e caladinhos…

  2. O trolha intel e actual says:

    Ou em alternativa pô-los todos a ganhar o salário mínimo durante toda a legislatura e já agora juntem-se-lhes também os jornalistas comprados e as comentadeiras vendidas.

  3. Tuga says:

    Os liberocas têm que aprender com os que eles chamam carinhosamente “direita populista”
    No passado essa chamada “direita populista” sempre teve um único leader, ditador chamavam-lhe os maldizentes e invejosos, que os conduziu a vitória, embora a custa de muitos crimes e assassinatos:
    Hitler, Mossulini, Franco, Salazar são apenas alguns nomes .
    Sol na eira e chuva no nabal não dá

  4. Dizer que melhor do que está é impossível
    Estão todos a viver acima das vossas possibilidades
    Manter as pessoas sem tempo, sem local, e sem dinheiro para viverem umas com as outras; para isso têm o emprego
    Concordar com a narrativa que os problemas reais das pessoas são os imigrantes, as mulheres, os “desviantes”, o aborto, os judeus, não se poderem fazer massacres em paz, haver regras e direitos, etc
    Arranjar um inimigo externo, lá longe, fortes e fracos ao mesmo tempo, para culpar os problemas inerentes ao regime
    Garantir que a propriedade cada vez mais longe do alcance da maior parte das pessoas, da casa à escova de dentes a prestações enquanto o criador de emprego não se aborrece, é protegida com cada vez mais violência
    Contribuir activamente para que os preços e qualidade das casas, alimentação, pão, saúde e educação esteja à vontade de oligopólios, de preferência estrangeiros
    Manter a lista de clientes e os serviços prestados quando se governa
    Prometer que é só mais um sacrifício laboral para que seja desta que o neoliberalismo funciona
    Umas aldrabices quaisquer sobre Venezuela, Cuba e Coreia do Norte, não é que alguém tenha tempo para questionar porque é que os aldrabões hão-de estar certos com as mesmas fontes em relação a outro assunto
    Apelar ao medo religioso que é desta que a automação nos substitui a todos, não vá notarem que não funciona nem faz dinheiro

  5. francis says:

    carrega Chega. Chega de 50 anos de vigaristas incompetentes, embora embrulhados em bons fatos e com discursos apurados. Estes, do Chega até podem a vir a revelar-se fracos, mas os do PS e PSD há muito que sabemos que são pessimos. E vigaros!

    • POIS! says:

      Pois realmente…

      A escolha do melhor péssimo é uma tarefa difícil. Que o Venturoso Quarto Pastorinho e a Virgem Matias vos ilumine, assim como a Deus nas suas indecisões.

      Amén

    • Disk says:

      faz lembrar aquela música…

      as saudades que eu já tinha de demorar 4 a 5 horas na carrinha de Lisboa a Faro quando o pastorinho nasceu

      ah como é bom lembrar quando morriam quase 4 mil bebés
      no seu primeiro ano de birra e
      todos tínhamos menos 15 anos de vida a contar vindo do céu

  6. JgMenos says:

    Que desorientação por aí anda!

    • POIS! says:

      Pois já tínhamos notado…

      que Vosselência anda completamente desorientado.

      Mas compreendemos perfeitamente. O dilema é lancinante: deve pender para o Montenegro ou apoiar o Montacastanhado?

      E o que pensará de tudo isso o amigo fuzileiro? Não será atacado pelo ciúme?

      Como diz o povinho, lá na minha terrinha, “votaste no acastanhado, não te queixes se ficares borrado”.

      Diz o povinho. Lá na terrinha.

    • Tuga says:

      Estimado Salazarento menor

      De.facto deve ser confuso auto definir-se uma pessoa como neo nazi ou velho nazi
      O caríssimo não tem esse problema com certeza. Ser um Salazarento serôdio é a envolvente para a designação para toda essa escumalha

  7. Anonimo says:

    Chega devia ser ilegalizado. Um país democrático não pode ter um partido político com estes valores

  8. balio says:

    De preferência, seguir ambulâncias até à porta do hospital e propagar imagens da vítima ferida.

    É ilegal e demonstra falta de ética.

    As pessoas feridas e em estado de sofrimento não são para ser mostradas, muito menos identificáveis e sem terem dado consentimento.

    Um jornalista sério não fará isso.

    • Ainda bem que agora só temos técnicos de notícias que não chateiam o patrão para não irem livremente para a rua.

  9. Whale project says:

    Sim, vamos ficar todos muito caladinhos a ver se os porcos não se multiplicam.
    Claro que vou continuar a chamar lhes fascistas, xenófobos, misoginos, racistas, vigaristas, corruptos porque eles são tudo isso e o Inferno também.
    E deixa los crescer e correr mesmo com os imigrantes todos para serem senhores como o Chico Figueiredo a subir as ladeiras de Lisboa em bicicleta com mochilas da Glovo as costas.
    E para serem os bandalhos que no Alentejo e Algarve votaram no Chega por odio aos migrantes a lombar nas estufas e nos campos porque entretanto sem apoios sociais nenhuns nem abonos de família por ter filhos que remédio se não agarrar todos os trabalhos de corno que hoje são os migrantes a fazer.
    Sem que com isso ganhem ordenados decentes porque já no tempo em que nem o Diabo para cá queria vir quem trabalhava no campo não ganhava para comer.
    Quem vota Chega mais tarde ou mais cedo vai colher aquilo que plantou. Pena e que quem não votou vai também comer pela medida grande.
    Por isso votem Chega, votem todos para depois saberem o que e voltar a viver na museus do tempo do botas.
    Depois se tiverem sorte pode ser que os que quatro anos depois ainda estiverem vivos tenham hipótese de desfazer a merda que fizeram se entretanto não tiverem acabado com essa coisa esquerdista e anti liberal que e dar a plebe o direito de votar.
    Boa sorte com isso, tugalhada burra.

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