O controlo da imigração descontrolada

Como algumas pessoas sabem, até há poucos dias havia em Portugal uma imigração completamente descontrolada, com a velha ponte que liga Valença a Tui (neste caso, Tui a Valença) a ameaçar ruir sob o peso dos imigrantes naturalmente descontrolados. Também descontrolados, entravam outros imigrantes em Elvas, em magotes saídos de Badajoz. Mais abaixo, em braçadas descontroladas, imigrantes saltavam para o Guadiana em Aiamonte e desaguavam em Vila Real de Santo António.

Em muitos cafés, portugueses passaram a desconfiar uns dos outros. Numa certa adega minhota, alguém disse:

  • Acho que o Joaquim da Zeza é imigrante.
  • Porra, a que propósito?

  • Então, o gajo bebeu uns copos e ficou descontrolado. Como os imigrantes.

O que vale é que, do dia para a noite, isso acabou, porque o governo de Luís Montenegro disse que acabou. E todos sabemos que, quando Luís Montenegro diz uma coisa, a coisa passa a ser verdade: ainda há dias se descobriu que o verdadeiro autor dos Cadernos de Lanzarote é Sophia de Mello Breyner, descendente de imigrantes ainda não descontrolados, que irá receber, a título póstumo, o Nobel da Literatura de 1998, o que levou Pilar del Rio, outra imigrante outrora descontrolada, a assumir a paternidade de Miguel Sousa Tavares.

Venturoso país este que, num ápice, num ai, no sopro de um decreto, acaba com a imigração descontrolada. Venturoso país.

Comments

  1. francis says:

    Os imigrantes aterram no aeroporto como turistas, saem pela porta e depois vê-se. Onde há controle ? O proprio Marcelo afirmou que ninguem sabe ao certo quantos imigrantes cá estão. Então…..há controlo ou não ? Se houvesse controlo, deveriam saber quantos são, e deveriam fechar a torneira quando se entendesse que o pais já não necessita de mais. E agora com a via verde empresarial, todos os empresarios vão poder importar imigrantes directamente e, á boa maneira incompetente do PS e PSD ninguem vai controlar se já estamos ou não a meter gente a mais no barco. Em breve, os registos de gente sem emprego vão mostrar a bandalheira. Ah, e o controlo é tão grande que são inumeros os exemplos de gente com mau registo criminal que entraram cá na boa.

  2. Anonimo says:

    Está uma onda de imigras em Albufeira que só causam distúrbios. Bebem, mijam na rua, andam em pancadarias.
    Para mim, era paulada neles, e recambiá-los de avião pras suas terrinhas. Mas isso faria de mim um chegano, por isso… há que aceitá-los.

  3. Joana Quelhas says:

    Quantos imigrantes podem/devem entrar no pais ?

    Há vários grupos de posicionamento
    1) Grupo dos que pensam : Todos os que quiserem
    2) Grupo dos que pensam: Os que os habitantes acharem q são necessários.
    3) Grupo dos que pensam: Nenhum.

    Dentro do grupo 1 temos:
    Comuna idiota (do grego : leigo, alguém que não tinha funções públicas, nem conhecimento especializado): todos os que a nossa sociedade consiga integrar (!).

    Os Comunas partidários da Estrategia da Piven-Clowden ( os pseudo-intelectuais que leram uns livros e se acham “coltos” e que por serem ateus precisam de se sentir moralmente superiores): todos os que quiserem, todos os que consigamos ir buscar em barcos pelo mediterrânio apoiando o trafico de seres humanos com nomes ponposos de ONG`s mesmo que uns tantos morram na travessia e também de avião.

    No grupo 2 temos:
    Esquerdistas fofinhos que vêm TV e que não acredita na 2ª lei de Conquest.

    No grupo 3 temos:
    Nacionalistas q acreditam que o nascimento do Estado –Nação contribuiu para a paz entre os povos.

    Tendo em conta as taxas de reprodução das nativas inferiores em cerca de 5 a 8 vezes à dos imigrantes, será pena que a malta dos grupos 1 e 2 não estejam cá para assistir à guerra civel entre nativos e descendentes de imigrantes que nada mais querem que os seus direitos como que a mulher não vote, não usa certas roupas e pelo direito de casar com uma meia dúzia de cachopas e algumas com uns 13 anitos, etc,etc…

    P.S.: O Nabais ? Evidentemente está no 2º caso do grupo 1, mesmo não tendo essa consciência

    Joana Quelhas

    • O estado-nação, essa invenção que contribuiu para a paz entre os povos, como entre a Alemanha e o resto da europa, duas vezes, trouxe paz aos balcãs e báltico, e nunca usado imperialisticamente para a instabilidade no este asiático.
      Nenhuma das respostas está correcta, mas para retirar o direito de voto, culpar a mulher pela roupa, e pedófilia é mais de valores judaico cristãos europeus, por muitos wahabistas que o mundo iluminado suporte pelo mundo fora.

    • António Fernando Nabais says:

      Fico muito feliz por saber que as caixas de comentários de alguns dos meus textos serviram para que o menos e a Quelhas se encontrassem e possam procriar muitos fascistazinhos fofos.
      De resto, já se sabe: foi na tua cabecita que se inspiraram os criadores das anedotas de louras.
      Fizeste bem em corrigir o “ponposo”, mas não te esqueças do “vêm” e do “civel”.
      Volta sempre, que o menos e eu gostamos. Por razões diferentes, mas gostamos.
      Beijos.

    • POIS! says:

      Pois temos de reconhecer!

      Que todos ficamos mais “coltos” depois de lermos os comentários da Qwellllhhhhlllass.

      Neste ficámos a saber que, nomeadamente…

      a) Há uma teoria da Piven-Clowden, em que acreditam pseudo-intelectuais que cairam na asneira de ler livros sobre a teoria de Piven-Clowden (em bibliotecas que são só para intelectuais que querem ler a teoria de Piven-Clowden, já que não é possível encontrar nada sobre isso noutro lado;

      b) Que esses tipos, depois, vão buscar em barcos pelo “mediterrânio” (o que é?..onde ficará?..) seres humanos com nomes “ponposos” (assim, tipo, Ulisses Aquiles de Talassalónia? Agripino Pompúlio Alexandreu?), que morrem na travessia ou de avião;

      c) Que há esquerdistas fofinhos que se vêm em frente a uma TV que não acredita na 2ª lei de Conquest;

      d) Que quem reproduz, por cá, são as nativas, embora com uma taxa de reprodução muito baixa (*), enquanto que, para os que vêm para cá, são os imigrantes a uma taxa de 5 a 8 vezes mais (por dia? por hora?), o que vai, de certeza, dar numa guerra civel por causa do direito a casar com cachopas.

      (*) contrariada pela Qwelllhass, que reproduz todos os dias, pelo Menos uma vez.

  4. Joana Quelhas says:

    “pomposo” claro está.
    JQuelhas

  5. Se fosse a sério, faziam como a AfD ou Le Pen ao ser contra a criação de refugiados à força da bomba e fome, mas não, são só canalhas oportunistas que nada têm contra o emprego ilegal.

  6. Luis says:

    Vejamos a situação de uma forma prática.
    Portugal é um país pobre onde os portugueses, nativos e não nativos, sofrem de várias carências na sua vida por ausência e má distribuição de recursos.
    Assim sendo, Portugal não tem capacidade para ser o benfeitor do mundo ao qual qualquer um recorre porque está em dificuldades ou em supostas dificuldades.
    No entanto Portugal, por razões várias, precisa de mão-de-obra para a economia funcionar.
    Em conclusão, Portugal precisa de imigração.
    A necessidade de imigração deve no entanto ser suprida atendendo às condicionantes enunciadas, o que significa:
    a prioridade deve ser o interesse do país e não a preocupação da benfeitoria a quem vem. Quem deve vem deve ter o posto de trabalha enquadrado com as leis em vigor em Portugal, acesso a cuidados de saúde e alojamento digno, mesmo que seja coletivo e destinado só a uma pessoa por unidade de alojamento. A aprendizagem da língua quando necessária deve ser obrigatória e não facultativa
    O juntar da benfeitoria a quem vem deve ser um processo executado de acordo com as posssibilidades do pais, como por exemplo o agrupamento familiar.
    Como está a acontecer, a vinda das pessoas cria imensos problemas na sociedade que se vira contra quem vem, existe exploração de quem vem e por fim temos pessoas a viver na rua, em barracas e amontoados em habitações constituindo um perigo para todos a começar para eles próprios.
    Podem achar esta visão autoritária e inumana, mas para mim é realista face ao que se está assistir em que o tempo se perde a tentar corrigir os problemas que todos os dias surgem.

    • Partindo de premissas falsas pode chegar-se a qualquer conclusão.
      Não é por benfeitoria que se deve acolher e tratar com dignidade os imigrantes, mas porque também é do interesse de Portugal e dos portugueses. Ao virem trabalhar em Portugal, e mesmo não sendo esse o objectivo deles (vêm para melhorar as suas próprias vidas), vão colmatar falta de mão-de-obra em certos sectores e contribuir para o crescimento da economia (ajudando a reduzir o peso da dívida) e para garantir as reformas num país de outra forma em queda demográfica.
      Acolher imigrantes com dignidade é uma situação em que todos ganham.

      • Luís says:

        Ou não sabe ler, ou não sabe interpretar, ou as duas.
        Está explicito que a imigração deve ser pelo interesse do país, e as condições minimas básicas de acolhimento estão referidas no texto.
        “mesmo não sendo esse o objectivo deles”, se não vem para trabalhar, devem dispor dos recursos para se sustentarem, porque já temos em Portugal pessoas suficiente nessas condições a quem não conseguimos dar uma resposta conveniente e digna.
        Não precisamos, nem podemos suportar mais pessoas nessa situação.
        “Acolher imigrantes com dignidade é uma situação em que todos ganham.”, sim de acordo, mas dentro da nossa capacidade, não vale a pena querer resolver os problemas sociais do mundo quando para os nossos nos falta capacidade.

      • Anonimo says:

        Um grande “social-democrata” na SicN defendia que a imigração era essencial, pois caso contrário quem iria entregar os Glovos.
        O problema pode passar também por aí… não passarmos sem que nos entreguem os glovos, e a preço de tremoço.

        • francis says:

          Esse foi sempre um grande problema em Portugal, a entrega da comida ao domicilio. Nem sei como conseguimos sobreviver. Durante seculos foi o problema de não existirem telefones para encomendar a pizza. Depois já havia telefones, mas não existia GPS para o boy saber onde devia ir entregar o Bacalhau á Brás. Quando finalmente reunimos as duas soluções tecnologicas………………não havia mão de obra tuga. Agora, agora sim, estamos no bom caminho. Bom dia, tragam-me a paparoca

        • Glovos, construção, agricultura, restauração, professores. O que vale é que não aceitamos acreditação de lado nenhum de médicos, é fazer o mesmo para o resto.
          Não, não está bem que venham para o baixo da sociedade, mas com este modelo económico e este patronato, querem o quê?

    • Não tem capacidade, mas para lhes ajudar a bombardear, ocupar, ou sancionar o país está sempre na linha da frente. As consequências que fiquem para os outros, que nem para nós queremos sustentabilidade.

  7. JgMenos says:

    A cambada esquerdalha sempre dá a sua tirada a armar a alta espiritualidade e moralidade divinal.
    Ter um trabalhador na leira ou no jardim, obriga-me a tê-lo na família?
    Ter um estrangeiro a trabalhar em Portugal obriga-me a tê-lo por português?

    Cretinos mais pretenciosos não há!

    • Joana Quelhas says:

      Essa é uma das evidências mais reveladoras das segundas intenções por trás da imigração.
      A naturalização não é necessária para que os imigrantes possam trabalhar em Portugal — assim como uma união política europeia não é essencial para manter o livre comércio.
      A verdadeira intenção oculta parece ser a criação de um poder supranacional capaz de exercer controlo sobre os indivíduos, reduzindo os cidadãos a mera “carneira”.

      Joana Quelhas

      • Joana Quelhas says:

        “Carneirada” evidentemente

        JQ

        • POIS! says:

          Pois agora…

          É que Vosselência estragou tudo!

          Era uma metáfora tão genial essa da “carneira”!

          Quando li, pensei que Vosselência se referia à redução dos cidadãos a matéria-prima para fazer as bem recheadas carteiras dos poderosos multimilionários.

          Afinal referia-se à redução dos cidadãos a “Quelhas”, sempre a rejubilar com as medidas Trumpeiras e a aplaudir até com as barbatanas do traseiro! Vulgaríssimo!

      • A esquerda adora a união europeia, então quanto mais se curve face ao outro lado do atlântico, ui ui.

    • Ninguém obriga ninguém. Queres emigrantes com vontade de ter respeito e orgulho no país que passe a ser também deles, ou escravos que só venham ganhar algum?

    • POIS! says:

      Pois e…

      Vai ver que, ao chamar-lhes pretenciosos ainda vão apelidar Vosselência de pretensioso!

      Mas siga adiante, ó Menos! Este mundo é seu, não lhes pretence!

  8. Herman José – filho de imigrante
    Afonso Henriques – filho de imigrantes
    Ínclita geração – todos filhos de imigrante
    Bocage – neto de imigrante
    Sophia – bisneta de imigrante
    Pedro Burmester, Virginia Rau, Keil do Amaral, todos de ascendência próxima de fora.

    Isto é uma pequenininha lista.
    Como era tão mas tão mais pobre a sociedade e cultura portuguesa sem imigrantes ao longo da história.

    Até a avó do Jorge Jesus é brasileira. Que risos.

    sabem zero da história portuguesa. ZERO.

    • Joana Quelhas says:

      Qual destes era ilegal ?
      Pois…. nenhum ! A habitual falácia da “Falsa equivalencia” para justificar o nosso ponto de vista.

      Joana Quelhas

    • Joana Quelhas says:

      Imaginem quão pobres seriamos sem isto:

      JQ

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