
Trump foi, de facto, a melhor coisa que aconteceu a Putin. Aliás, foi revelado esta semana que o Kremlin foi alertado pelos amigos de Mar-a-Lago sobre o que acabaria por acontecer na Venezuela no passado fim-de-semana, e mandou retirar todos os seus diplomatas e respectivas famílias do país.
E se o sequestro de Maduro foi um convite a abdução de Zelensky (ou de Cho Jung-tai), a ameaça de invasão e ocupação do território dinamarquês da Gronelândia é para levar muito a sério. E vai acontecer. Será o fim da NATO, ou pelo menos da encenação multilateral, e um convite à entrada dos exércitos russos pela Europa de Leste adentro. Seremos um quintal com dois donos.
Importa sublinhar que quem defende esta a nova estratégia de Trump está, a partir de agora, na mesma barricada que Putin, Lukashenko e Ali Khamenei, por muito que se esforce por provar o contrário. É, aliás, um traidor no contexto nacional e europeu. Claro que tal não irá afectar minimamente os trumpistas. Os membros de um culto fundamentalista nunca foram conhecidos por valorizar a lógica ou a razão. São fanáticos, idiotas úteis, à espera de migalhas. O mais certo é terem destino idêntico ao do marido da cantora cubana pró-Trump que actuou num dos seus comícios, detido pelo ICE para deportação.
É interessante notar que a Dinamarca é o aliado-modelo dos EUA no contexto da NATO. Participou nas desastrosas invasões do Iraque e do Afeganistão, prepara-se para comprar mais de 4 mil milhões de euros em F35 ao complexo militar-industrial norte-americano e é o país europeu com um governo de centro-esquerda que mais tem apertado as leis da imigração.
O próprio argumento da segurança nacional dos EUA, sendo absolutamente ilegítimo, não faz qualquer sentido. Os EUA têm uma base militar na Gronelândia, tem margem de manobra para a aumentar, e os dinamarqueses, como já vimos, estão totalmente disponíveis para colaborar.
Azar dos dinamarqueses, o Reich Trumpista decidiu que o hemisfério é sua propriedade e os seus habitantes servos da Trump Organization. E não faltarão por cá idiotas úteis para se um dia for necessário justificar uma eventual ocupação dos Açores. Temos cá um fantoche que tem todo o perfil para ser o nosso Pétain. É o triunfo do bordel neofascista.
Resista-se.






A América a ser a América, e a culpa é de quem leva com os mísseis e sanções de matar à fome desta porque já não mijam os restos do império para a eurolândia.
A Europa segue o caminho à insignificância que a sua ideologia de supremacia racial merece até aceitar ser parceiro igual de quem tinha razões para nos destruir, mas não segue valores ocidentais.
Mendes, que raio é que andas a beber ou a snifar?
Deve ser por gostar muito do Khamenei que o Trampas está a ameaçar tarifar em 25 por cento quem negociar com o seu país e lhes quer deitar para cima um filho do passado dos cornos deposto em 1979 sedento de vingança.
E já sabes a data das eleições na Ucrânia?
Vão mas e tomar um ar fresco. Podes ir ver se o mar da choco.
A esquerdalhada está em pleno período de ‘masturbação neo-fascista’.
Em vez de assumirem que as suas idiotices construíram o terreno de expansão de radicalismos que se dizem conservadores e que mais não são que idiotices de diferente sinal, desenterram fantasmas do passado, dos quais o fascismo é o mais popularizado por terem passado dezenas de anos a atribuir-lhe conotação de extrema-direita para lhe disfarçar a sua origem esquerdalha autoritária.
Ora pois!
E bem pode Vosselência aproveitar para não ter de se auto-satisfazer sozinho. Deve ser muito mais excitante acompanhado de adversários. Pelo Menos pode ir amandando umas bojardas para acelerar a descarga e urrar depois!
Até pode filmar e tentar vender! Há quem pague bem por isso! Pode ser uma boa solução de complemento de reforma!
Só falta dizer que o Trump é um perigoso esquerdista que até mata os seus.
A estratégia dos heróis da história para salvar a Gronelândia é apoiar o plano de transformação de um país de 90 milhões de pessoas na nova Síria para ver se se distrai ou fica apaziguado.
O gulag era demasiado bom para a elite europeia.
Já as elites russas, chinesas, coreanas do norte, cubanas, e demais não te incomodam particularmente.
Saberás porquê?
Eu explico-te: porque são regimes onde todo o esquerdalho se imagina poder aceder ao poder pela treta e a coberto de que lhe denunciem a inutilidade.
Esse horror à sociedade liberal e a tudo que a representa tem aí seu principal fundamnento e, óbviamente, sempre aquela questão da raiva aos que governam a vida sem ter que lamber as botas ao camarada dirigente.
Pois é! O Paulo Marques não se incomoda.
O que ele quer ver é russos na Gronelândia (a caçar focas com misseis nucleares), chineses na Antártida (disfarçados no meio dos pinguins), coreanos do norte no polo do mesmo e cubanos no Minesotta, de pistola à cinta a fumar “cubanos”, a beber rum e a cuspir para o chão no Saloon.
Não se incomoda porque o negócio dele é uma agência de viagens para horrorizados com o liberalismo. O que quer é dinheiro!
Mas uma coisa é certa: não lambe as botas do camarada dirigente. As viagens incluem engraxador de serviço 24 horas por dia. Se Vosselência estiver interessado, e dado que não tem dado uso à língua desde que se meteu em arrufos com o Quarto Pastorinho, pode candidatar-se. Podia ser um bom complemento de reforma.
Só falta dizer que Salazar era o verdadeiro liberal. Não incomodam como ameaça à Eurolândia ou ao resto do mundo, seja por ameaça económica ou financeira, ou com chacina diária directa e indirecta. E, com os defeitos e contradições de cada um, só com soberania podem melhorar as condições, coisas que os subalternos do imperialismo já nem se lembram o que é.
Trump ou qualquer outro presidente do ocidente podia bombardear a Europa e não havia consequências nenhumas; tal como tomar posse de uma ilha remota europeia em troca de uns trocos, até tem precedente.
Parece que sabes alguma coisa de imperialismo: diz-me onde o vês mais nitidamente expresso no mundo.
(e não, o Salazar não era liberal, tinha até uns tiques de esquerdalho: congelava o valor das rendas, limitava as margens de lucro no comércio, …).
Pois é!
O Oliveira da Cerejeira não era liberal, mas a PIDE tinha tiques. O lema dos caceteiros de serviço era “quer tu queiras, quer não queiras hás de ser liberal!” (mais tarde aplaudida de mãos ambas as duas por Hayek e recuperada e ampliada por Pinochets, Videlas e etcetras).
Mais tarde o lema reforçou-se: “ou és liberal ou vais para o Tarrafal!”.
O congelamento das rendas, na realidade, foi um pouco contraditório e de aplicação difícil: como seria possível manter qualquer coisa congelada num país onde nem um décimo da população tinha frigorífico? Mas o povo foi engenhoso e, com auxilio de uns cubos de gelo e uns mosqueiros foi possível manter essa medida salazaresca em vigor.
Foi assim que muito retinto esquerdeiro conseguiu prosperar, porque podia pagar salários baixinhos e meter o resto ao bolso.
Ficaram célebres os lucros fabulosos dos De Britos, De Mellos, Champalimotas, Espíritos Santinhos e outros arrojados esquerdeiros que sempre prometeram que estavam a acumular para, no futuro, distribuir pelo povinho, o que tornaria este cantinho numa nova Suíça.
Sabe-se que esse dia já tinha data marcada: 26 de abril de 1974. Infelizmente, a malta da tropa precipitou-se e é por isso que estamos onde estamos.
Lamentável!
No país que invade países por “segurança nacional” como ameaçarem transacionar numa moeda que não é o dólar, ameaça países que usam sistemas de pagamento que não controla, abandonou qualquer pretensão de direito internacional para o substituir por um vago “sistema de regras” quando começou a ser óbvio a quem não se aplicavam, tem mais de 15000 sanções a entidades que não gosta – algumas ostensivamente para matar à fome até haver uma revolução colorida, mas também a jornalistas, juízes do tribunal internacional e ONGs que não controla -, rapta e assassina líderes que não gosta, impinge ONGs “independentes” financiadas pelos serviços secretos com ameaças financeiras e bélicas, sustenta ditadores do bem pelo mundo, como os nossos amigos Jolani, MBS ou Aliyev que gostam muito de limpezas étnicas e terrorismo do bem, deitou o START às malvas e faz de conta que não… e, claro, ameaçou a eurolândia a não cumprir vários acordos que assinou, como Minsk e JCPOA.
Temos pena, mas face a isto, a retaliação Russa foi a única possível. Quando a Europa quiser crescer e voltar a ser relevante, depois de umas décadas de humilhação, vai chegar lá.
“a retaliação Russa foi a única possível”… por se tratar de um império anquilosado e fundado em domínio de território, população e poder atómico.
Noto que tens expectativas quanto à Europa vir a ter um papel que nos tire do cenário Orwell 1984 que dois coirões estão a trabalhar para pôr em marcha.
Veremos se terás coragem de atingir um qualquer laivo de coerência que te livre da canga esquerdalha povoada de órfãos soviéticos.
O livro de ficção de propaganda que não reconheces quando é feita uma analogia não é argumento contra o desejo declarado com várias décadas de desmantelar a Rússia. E falhar redondamente.