Anti-semitismo, culpa colectiva e maniqueísmo

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Está a acontecer um fenómeno triste, revoltante e digno de análise, que não é novo nem parece ter as causas que os avençados da embaixada de Israel tentam vender em alguns órgãos de comunicação social.

O anti-semitismo está a aumentar.

Qual será a causa?

Não tenho como provar a minha hipótese, mas julgo que este aumento poderá estar relacionado com o genocídio em Gaza, com a ocupação violenta da Cisjordânia e com a terraplanagem em curso no Sul do Líbano. O ser humano, em condições normais, não lida bem com a morte em massa de inocentes, sobretudo quando há crianças massacradas nesta equação demoníaca. [Read more…]

O triunfo do bordel neofascista

Pode ser um gráfico de ‎texto que diz "‎NEW BALANCE OF NEWBALANCEOFPOWER POWER YOU'RE SUPPOSED TO BE ATTHE AT THE OTHER END شالان tAHer‎"‎

Trump foi, de facto, a melhor coisa que aconteceu a Putin. Aliás, foi revelado esta semana que o Kremlin foi alertado pelos amigos de Mar-a-Lago sobre o que acabaria por acontecer na Venezuela no passado fim-de-semana, e mandou retirar todos os seus diplomatas e respectivas famílias do país.

E se o sequestro de Maduro foi um convite a abdução de Zelensky (ou de Cho Jung-tai), a ameaça de invasão e ocupação do território dinamarquês da Gronelândia é para levar muito a sério. E vai acontecer. Será o fim da NATO, ou pelo menos da encenação multilateral, e um convite à entrada dos exércitos russos pela Europa de Leste adentro. Seremos um quintal com dois donos.

Importa sublinhar que quem defende esta a nova estratégia de Trump está, a partir de agora, na mesma barricada que Putin, Lukashenko e Ali Khamenei, por muito que se esforce por provar o contrário. É, aliás, um traidor no contexto nacional e europeu. Claro que tal não irá afectar minimamente os trumpistas. Os membros de um culto fundamentalista nunca foram conhecidos por valorizar a lógica ou a razão. São fanáticos, idiotas úteis, à espera de migalhas. O mais certo é terem destino idêntico ao do marido da cantora cubana pró-Trump que actuou num dos seus comícios, detido pelo ICE para deportação. [Read more…]

Cessar-fogo em Gaza?

Parece que há acordo para um cessar-fogo imediato em Gaza. Trump está mesmo a dar tudo pelo Nobel da Paz.

E se for esse o preço a pagar para parar o genocídio, que seja.

Não seria o primeiro execrável a vencê-lo. Se um war monger como Henry Kissinger pode ganhar um prémio dedicado à paz, qualquer incendiário é elegível.

Mas o cessar-fogo não chega.

É preciso auxiliar milhares de pessoas.
É preciso reconstruir Gaza.
É preciso acabar com a fome.
É preciso libertar todos os reféns.
E é fundamental que o cessar-fogo dure para lá dessa libertação.

Também é preciso libertar a Palestina, não apenas Gaza, mas toda a Cisjordânia ocupada por colonatos ilegais. Libertar a Palestina de colonos terroristas e de terroristas do Hamas, e de outras organizações de fundamentalistas islâmicos que por ali andam. Deixar aquelas pessoas respirar e ter uma vida minimamente normal.

Será desta?

Espero que sim.

Mas, à cautela, vou festejar moderadamente. Com estes protagonistas, convém refrear as expectativas.

Netanyahu, o “nosso” Putin

Netanyahu é um Putin a quem permitimos as maiores atrocidades, para não prejudicar o business as usual. Como de resto permitimos ao Putin verdadeiro durante duas décadas. A desumanidade dos alegados democratas será o seu fim.

Piers Morgan vs Bassem Youssef

Uma entrevista que vale a pena ver e ouvir com atenção. Sobre a Palestina, sobre Israel, sobre a ocupação sionista e sobre os terroristas do Hamas.

Uma fotografia que conta a estória da hipocrisia Ocidental

Imagem retirada de: AFP

Na imagem, vemos retratados um soldado e uma criança que o enfrenta, no que aparenta ser uma acção de valentia face ao poderio militar visível.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, esta imagem circulou o mundo. Na legenda, líamos que “uma menina ucraniana enfrenta soldado russo e diz-lhe que deixe o seu país em paz”. A internet comoveu-se, a imagem foi partilhada, uma e outra vez, enaltecendo a coragem da menina ucraniana face à vileza do exército russo. Tudo muito bonito, de facto; e inspirador.

Só que esta menina da imagem não é ucraniana. É palestiniana. E o soldado não é russo. É israelita.

A verdadeira origem da imagem remonta a 2012. Tudo se passou em Nabi Saleh, na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. A menina, Ahed Al Tamimi, enfrentava, sozinha, soldados israelitas e implorava-lhes que libertassem o seu irmão de 15 anos.

Tamini acabaria presa, cinco anos depois, em 2017, depois de voltar a enfrentar soldados israelitas que invadiram a sua casa. Depois de ela e uma prima os abordarem, pedindo que se retirassem – pedido que foi ignorado pelos soldados das forças ocupantes -, Tamini e a prima muniram-se do que tinham (as mãos) e começaram a empurrar os israelitas para fora de casa. Foi presa e cumpriu 8 meses de pena.

E é esta fotografia – e as suas duas estórias, a falsa e a verdadeira – que ajudam a pintar o quadro da hipocrisia que o Ocidente orgulhosamente exibe, seja no apoio a Israel, seja na condenação à Rússia. Em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a menina era “corajosa”, porque era “ucraniana” e pedia aos soldados que “deixassem o seu país em paz”; acredito que muitos dos que se comoviam com a fotografia, partindo da falsa premissa, não se comovam agora. Afinal, Tamini é capaz de ser uma perigosa terrorista. E Israel é que tem o direito a defender-se.

Em 2022, Tamini foi entrevistada pelo canal AJ+. A entrevista, abaixo.

Bom dia, alegria

Jornalista da CNN faz “a pergunta que não quer calar”.

Shireen Abu Akleh e o Kremlin de Telavive

Durante mais de duas décadas, Shireen Abu Akleh foi mais do que uma jornalista. Foi uma pedra no sapato do apartheid israelita na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Foi a voz que denunciou inúmeros abusos de direitos humanos e do direito internacional, tão em voga desde o início da invasão da Ucrânia, grotescamente ignorados quando o Kremlin que dá as ordens se situa em Telavive.

Não sei quem disparou o tiro que matou Shireen. Talvez nunca venha a saber. Mas sei onde é que ela era persona non grata.

E quem se sentia incomodado pelo seu trabalho.

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Forças israelitas assassinam jornalista da Al Jazeera na Cisjordânia

Fotografia: Al Jazeera/Lusa

A jornalista Shireen Abu Akleh, da Al Jazeera, que fazia a cobertura, do lado palestiniano, do apartheid imposto por Israel nos territórios da Palestina, foi assassinada com um tiro na cabeça pelas forças especiais israelitas.

Num acto desumano de desrespeito pelos mais básicos direitos fundamentais, Israel continua na sua jornada sangrenta, de ocupação e morte, de extermínio de um povo. A Ocidente, neste momento, silêncio. Muito silêncio. A provar que, no chamado “primeiro mundo”, estamos muito longe de termos “valores” que apregoamos como “ocidentais”. Se deixar à sua sorte palestinianos, sírios, afegãos ou iemenitas, enquanto apenas se salvam os loiros de olho azul (mesmo que se salvem estes também para serem explorados), é um “valor ocidental”, então o Ocidente não tem valores.

O corpo falecido da jornalista Shireen Abu Akleh, enquanto uma outra jornalista assiste, horrorizada.

A novidade, apenas uma: o Bloco de Esquerda fez aprovar, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação ao Governo português para que condene as ocupações israelitas nos territórios da Palestina, assim como uma outra recomendação para que o Governo condene os ataques israelitas à mesquita de al-Aqsa durante o Ramadão. Agora, é esperar para ver que critérios usarão aqueles que têm dito que “temos de estar do lado do invadido”. O palco é vosso, campeões.

AML.

Ps. De realçar o facto de o exército israelita fazer operações, enquanto o russo faz invasões. Curioso ou sintomático?

Condenar a ocupação

Setenta anos disto. Setenta. Vamos condenar a ocupação israelita na Palestina? Era bom aproveitar a boleia da invasão russa à Ucrânia, para começarmos a estar, finalmente, do lado de todos os ocupados. Sem pruridos nem vergonha. Façamo-lo agora, antes que todo um povo seja exterminado.

Liberdade para a Palestina.

Israel, uma espécie de Irão, versão capitalista, que encarcera menores que ousam beliscar o regime

Fotografia@Expresso

O violento regime de Telavive mantem reclusa uma adolescente palestiniana de 16 anos, Ahed Tamimi, filmada a dar uma chapada num soldado israelita. Ahed faz parte de um universo de 300 menores encarcerados pela democracia de fachada que impera em Israel.

Na passada Segunda-feira, Ahed Tamimi tinha audiência marcada no tribunal militar criado pelo regime israelita para lidar com palestinianos insubmissos que se recusam a ficar de braços cruzados perante as sucessivas ocupações territoriais levadas a cabo por Israel. Como se julgar uma adolescente num tribunal militar por uma chapada, possivelmente bem aplicada, a um soldado do regime opressor não fosse, por si só, suficientemente estúpido, a audiência foi adiada, o que significa que Ahed ficará detida por mais uma semana.

Assim vai a ditadura favorita dos democratas ocidentais.

A “ocupação” da TSF

Isabel Atalaia

Ensaio Geral

Mais do que uma “ocupação” para mim foi uma travessia de muita emoção, que partilhei com a cooperativa O Bando da qual sou membro e que acompanho há 35 anos. Este ano por feliz coincidência o Bando vai festejar a idade da Revolução.
A partir de um convite da TSF e inspirados nesta “Quarentena” O Bando reuniu 50 actores (profissionais e amadores) e músicos.

O ensaio geral foi dia 23, poucos sabiam onde iam ou quem íamos “ocupar”, na primeira hora da madrugada de 24 de Abril, na reunião final de preparação sentia-se a partilha de um pequeno arrepio. Resultaria? Não resultaria? E problemas? E confrontações? [Read more…]

TSF ocupada

Um grupo de cerca de 50 pessoas ocupa as instalações, e a emissão em directo da TSF, “em defesa do direito à palavra“.