A Altice é uma empresa privada à qual o Estado português (nós todos) decidiu confiar (porque é mais barato e de melhor qualidade?) uma faceta fundamental do Serviço Nacional de Saúde (a que todos têm acesso, qualquer que seja a condição social ou contributiva).
Aparentemente, os trabalhadores que desempenham aquela tarefa são duplamente precários: no vínculo laboral e na sua saúde. Tudo devidamente normalizado pelo Estado português (nós todos).
O novo normal.










Será que são pagos segundo o que contrataram?
Inacreditável!
Inadmissível!
Pois não! A realidade é inacreditável…
São pagos à percentagem, que varia segundo a gravidade da doença dos tipos cujas chamadas atendem.
Se for uma coisa leve, uma dor do lóbulo da orelha ou um pintelho encravado, não ganham para o dia.
Já ser for um de V. Exa. a queixar-se da sensação de bunda pintada de fresco. por ser um problema crónico e de muito difícil resolução, já pode dar para uma boa estadia nas Caraíbas com direito a companhia, massagens e bar aberto.
Vá lá! pegue no telefone, faça uma forcinha e ajude um operador a ganhar para as merecidas férias. Aquilo de aturar doenças alheias é uma seca!
O que vale é que as Altices são como a direita: não cumprem, mas também não prometem fazê-lo, quanto mais pô-lo no papel.
Este país é um colosso/tá tudo grosso/tá tudo grosso!
Ora bem! e o que muitos não sabem é que esse poema está atribuído, por estudiosos de grande idoneidade, a Fernando Pessoa.
Terá sido escrito depois do autor ter bebido, como sempre, de forma muito moderada, uma garrafa inteira de aguardente Macieira e de se ter envolvido numa discussão com Almada Negreiros sobre as capacidades voadoras do Mostrengo.
Nessa altura o Álvaro de campos e o Ricardo Reis desentenderam-se e andaram ao murro.
Foi por essa razão que todos lhe perguntavam o que é que eram aquelas duas circunferências roxas á volta dos olhos, que se notam perfeitamente numa foto mandada à Ofélia onde aparece a empurrar um elétrico que avariou. a que acrescentou a frase escrita à mão “Em flagrante a dar ao litro”
Quando até temos intelectuais de esquerda a defender imigração massiva porque “alguém tem que trabalhar”, isto não pode surpreender
Ora pois!
Como disse o eminente pensador luso Adiaberto Pérvio na European Overjump Summit “este ano, no Fundão, as abetardas comeram as cerejas todas. Receio que esteja em curso uma crise mundial de excesso de água salgada nos mercados”.
Isto não pode surpreender!
Se o eminente e iminente intelectual de esquerda Adalberto Pois Vio aceita de bom grado que venham imigrantes trabalhar a preço do tremoço e sob condições a que o portuga legitimamente não se sujeita, por que é que o Dr Altice não pode acompanhar a ideologia dominante do se queres ca*ar durante o expediente, ficasses na tua terra?
Ora pois!
Não sei a que intelectual se refere. E note-se que eu não tenho nada contra os anonimos. Eu até acho que cada português devia ter um anonimo.
E o Dr. Altice fala assim porque para fazer merda nem precisa de ser nas horas de expediente. Qualquer hora serve. Para isso e para mandar as contas.